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Palhoça - Quinta-Feira, 11 de Março de 2010 - Boa Tarde!!!

Uma Palhocense nos EUA

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Oscar

Hollywood é sinônimo de entretenimento. Localizado em Los Angeles, na Califórnia, este distrito respira cultura, quando se trata do mundo cinematográfico. É lá também que se encontra o palco da premiação máxima do cinema – o Oscar. Uma vez por ano, artistas do ramo reúnem-se para prestigiar os destaques das telonas.
O encontro é no Teatro Kodak, no Hollywood Boulevard. O interior do teatro não é aberto ao público, mas até as escadarias os admiradores da sétima arte podem subir, descer, sentar, fotografar, filmar e permanecer ali por horas, mesmo na semana do Oscar, enquanto toda a estrutura está sendo montada para a grande noite. O tapete vermelho - que as celebridades pisaram e vão pisar – é revestido por uma proteção de plástico. Assim, os anônimos sentem o gostinho de desfilar por esta passarela.
O troféu mais cobiçado pelos famosos é folheado a ouro e mede apenas 35 centímetros, com quase quatro quilos. A estatueta custa em torno de 200 dólares, mas recebê-la não tem preço.
O evento, na verdade, chama-se Prêmio da Academia. Oscar foi um apelido que permanece até hoje. Há duas versões conhecidas para a origem do nome. Uma é que Margareth Herrick, secretária executiva da Academia, achou a figura do troféu parecida com um tio dela, chamado Oscar. Um jornalista ouviu o comentário e publicou no jornal. A segunda versão é que a atriz Bette Davis fez comparações físicas ao primeiro marido, também com nome de Oscar.
O maior número de indicações entre todas as edições foi para Walt Disney, somando 64. E com 17 estatuetas, a triologia O Senhor dos Anéis tornou-se o maior ganhador do Oscar até os dias atuais.
Na semana passada foi realizada a 82ª edição do Oscar. Os artistas que levam para casa a estatueta dourada são indicados por mais de 5.800 membros da Academia, de diversas partes do mundo. Entre os membros que têm direito ao voto estão os brasileiros Bruno Barreto, Fernanda Montenegro, Fernando Meirelles e Walter Salles.


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Missa católica

Domingo é o principal dia de missa, na religião Católica. Nos Estados Unidos, a cerimônia é muito semelhante a do Brasil, com pequenos adicionais. Um silêncio total – mais que na nossa – se “ouve” ao entrar na Igreja.
As crianças são convidadas a permanecerem em uma sala separada, com a supervisão de adultos, que aproveitam para ensinar aos pequenos mais sobre a bíblia.
Ao sentar, nos bancos encontramos livros – em ótimo estado de conservação - para cantos e leituras. Estes são utilizados em todos os dias em que há missa. Ninguém leva os livros para casa, rasga ou rabisca as folhas. E há chance para isso, já que lápis estão próximos, ao lado de envelopes para donativos. Na oferta, os voluntários passam cestinhas de arame com longas hastes.
No sermão do padre, ele desde as escadas do altar e permanece junto aos fiéis. Sempre com um toque de humor, o padre conta um episódio da vida dele ou de um conhecido para reforçar a ligação entre os textos da bíblia com a nossa vida atual. Aliás, a mesa do altar é somente usada para a preparação da eucaristia. Nessa ocasião, os fiéis devem ajoelhar duas vezes. Vem o momento de receber a comunhão e praticamente todos os presentes na Igreja saem enfileirados, aguardando primeiro a retirada do banco da frente, para só depois seguir em ordem. No retorno, todos ajoelham-se em seu tempo, mas levantam-se juntos, na mesma hora.
No final da missa, com a música de encerramento, o padre e a equipe de liturgia deixam a cerimônia pelo corredor principal. Apenas quando termina essa música é que todos os fiés podem sair da Igreja.
Nos Estados Unidos, um exemplo forte da Igreja Católica é a Catedral de Saint Patrick, localizada na cidade de New York. A inspiração do estilo gótico veio da Alemanha e levou 29 anos para ser construída. E valeu a pena pela decoração dos vidrais, órgão, esculturas e altar. Pela beleza e história, a catedral atrai um número enorme de turistas e fiéis todos os dias.


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O poderoso do mundo

O homem mais poderoso do mundo – o presidente dos Estados Unidos - também tem, sim, um dia somente dele. E por que não? Esta ocasião especial é comemorada, todos os anos, na terceira segunda-feira de fevereiro. Inicialmente, a data relembrava somente George Washington – primeiro presidente dos Estados Unidos, que fazia aniversário em 22 de fevereiro.
Esse dia foi chamado de “o aniversário de Washington”, mas muitos e muitos anos após, também queriam comemorar o aniversário de outro presidente, Abraham Lincoln, que nasceu em 12 de fevereiro. O então presidente Richard Nixon, em 1971, nomeou a homenagem como sendo para todos os presidentes americanos. Mesmo assim, o Dia dos Presidentes é incorporado por apenas 12 dos 50 estados do país.
Em 2010, o Dia dos Presidentes foi celebrado no último dia 15, mas não chega a ser um feriado em que pontos comerciais, bancos, companhias e escolas não funcionam – é um ponto facultativo. As lojas aproveitam a oportunidade para lançar promoções, com vários descontos e instigar os gatos.
Além de exercitar mais ainda o consumismo no país, outra dica para este dia (ou melhor, para o final de semana prolongado – para quem não trabalha) é ir até a capital dos Estados Unidos, Washington D.C. Lá é o local em que a população mais demonstra importância à data, já que no restante do país não há grandes comemorações.
Estando em Washington D.C., nada mais certo que ver, de pertinho, a Casa Branca, onde atualmente habita o 44º presidente, Barack Obama. Uma boa oportunidade para conhecer mais sobre a política do país de maior influência no mundo e dos poderosos homens que marcaram história.


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São Valetim

Comemorar o dia dos namorados em pleno mês de fevereiro. Isso acontece todos os anos nos Estados Unidos. O Valentine’s Day, como é conhecido, é celebrado em 14 de fevereiro. Há muitas lendas sobre a origem da comemoração. A principal delas afirma que, no século III, um padre chamado Valetim, de Roma, apoiava que soldados se casassem – ideia contrária ao do imperador, já que um soldado casado preferiria ficar em casa com a família a ir à guerra. Mesmo assim, o padre casava esses soldados em segredo. Quando descoberto, Valetim foi preso e, ainda na prisão, continuava a casar os jovens. Mais uma vez descoberto, o padre foi decapitado em 14 de fevereiro. A partir daí, Valentim virou santo através da Igreja Católica. A união das pessoas virou símbolo de amor através do padre e criou-se a data para homenageá-lo.
No dia dos namorados americano, a tradição é dar presentes e cartões não só para namorados, mas também para as pessoas queridas, como amigos, colegas de trabalho e parentes. A intenção é demonstrar carinho a todas as pessoas bem quistas.
No Brasil, a data ficou para o mês de junho. Segundo pesquisas, um publicitário da década de 40 acreditava que este mês era fraco para as vendas. Depois de uma campanha comercial intensa de muitos anos, o dia dos namorados brasileiro tornou-se forte. Atualmente é considerada a terceira melhor comemoração em termos de consumo no país.
Seja no Brasil ou nos Estados Unidos, o dia dos namorados tem um ponto em comum: é celebrado em mês de frio (inverno americano e outono brasileiro). Além disso, as demonstrações de afeto também são semelhantes. O importante é saber que não precisa de uma data específica para festejar a felicidade entre amigos e amantes.


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A pontualidade americana

Em um site da internet li uma matéria sobre as reclamações do início do show da cantora Beyoncé, em Florianópolis. Nada de atrasos – ao contrário – ela estava quase que pontual, apenas por 15 minutos. Muitos espectadores acharam injusto a produção não adiar mais alguns minutos (ou até por uma hora) a entrada da cantora no palco. Mas como a maioria dos americanos, Beyoncé é pontual. Esta é uma das características que os Estados Unidos levam a sério: o relógio.
Há hora para começar e para terminar. Em vários convites de aniversário, casamentos, chá de bebê e de panela estão marcados o horário que inicia e que finaliza o evento. Não há nada de espera: eles são realmente pontuais. Os americanos são organizados e disciplinados para que o atraso não ocorra. Porém, não espere encontrar o mesmo em clínicas médicas; ser chamado pode levar mais de meia hora.
Por aqui, o brasileiro tem mesmo certa fama em não cumprir horários. Ano passado, o primeiro texto do livro do meu curso de inglês falava sobre o atraso dos estudantes brasileiros nas universidades. Isso, de acordo com o texto, já fazia parte da nossa cultura – algo super natural – e que os professores também agiam da mesma maneira. Opiniões à parte, esta é a imagem retratada do nosso país. E para falar a verdade, o brasileiro, na maioria, não chega na hora marcada.
O fato é que a pontualidade é uma virtude admirável nos Estados Unidos – algo que poderíamos seguir como exemplo.


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TV americana

No ar, mais um campeão de audiência. A frase pode parecer meio clichê, mas quando se trata de Big Brother no Brasil é a mais pura verdade. O BBB é um sucesso brasileiro que já rende 10 edições. A “receita” do programa vem da Holanda: em 1999 ocorreu a primeira transmissão do Big Brother no mundo.
Nos Estados Unidos, o reality show também existe, mas, ao contrário do que muita gente pensa, por aqui, este programa não faz mais sucesso. É muito mais provável ouvirmos falar no American Idol (no Brasil, Ídolos, transmitido pelo SBT) do que no Big Brother. Há muitos programas de reality show americano. Os de mais repercussão são com celebridades; uma artista grávida, um casal, uma atriz separada e até famílias inteiras, como foi o caso de Ozzy Osbourne e The Kardashians.
Mas, tratando-se de audiência, nada ganha das séries de televisão. Muito bem produzidas, elas conquistam fãs pelo mundo inteiro. Produções como Lost, Dexter, The Office, House, Grey’s Anatomy, 24 (24 horas), Law & Order (Lei e Ordem) podem durar anos. Há ainda as que já foram encerradas, mas que continuam na preferência dos americanos e, por isso, são reprisadas diariamente - muitas delas, mais de uma vez por dia. É o caso de Friends, Sex and the City, Everybody loves Raymond, My wife and kids e Seinfeld.
Temos por aqui também as novelas, mas não ganham tanto destaque. Já na exibição podemos notar a película diferente do que as demais transmissões da TV. Há revistas especializadas para essas novelas, mas são de tamanho pequeno. As mais populares são Days of our lives, All my children e One life to live. Isso sem falar de programas que envolvem reforma na casa e no visual. De fato, televisão para todos os gostos é o que não falta por aqui.


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Dia da Torta

No país onde comer é um dos hábitos em demasia mais importante, é claro que certas comidas ganham um dia especial. Este mês tivemos o Dia Nacional da Torta, que foi comemorado nos Estados Unidos no último 23 de janeiro. Uma possível justificativa seria que, a torta, por ser doce, é uma aliada para se aquecer neste inverno congelante. Nesta data é sugerido que, claro, se coma muita torta; seja comprada ou feita em casa, o importante é comê-la. Da mesma forma, compartilhar um pedaço, ensinar a fazê-la, elaborar brincadeiras infantis com as tortas ou doar a uma instituição de caridade também são ações levadas em consideração.
Mais que em qualquer outro dia do ano, uma diversidade de receitas são divulgadas em todas as mídias – jornais, revistas, internet, televisão.
De acordo com um jornal da Flórida, 186 milhões de tortas são vendidas nos Estados Unidos todos os anos, gerando um rendimento de 700 milhões de dólares. Eles afirmam que, se todas essas tortas fossem enfileiradas lado a lado, daria para fazer um círculo ao redor da Terra. E mais: 90% dos americanos admitem que um simples pedaço de torta é um dos melhores prazeres da vida e 20% deles conseguem devorá-la inteira.
A favorita para 36 milhões de americanos é a torta de maçã. E um dado curioso: seis milhões de homens nos Estados Unidos, entre 35 e 54 anos de idade, comem o último pedaço da torta, mesmo tendo negado anteriormente.
Depois de ter conhecimento desses números, a gente realmente acredita que a torta já faz parte do dia-a-dia e da cultura do país. Nada mais justo para a sobremesa considerada a mais tradicional dos Estados Unidos.


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Martin Luther King

Quem nunca ouviu a frase “I have a dream” (Eu tenho um sonho)? O autor desta citação é Martin Luther King, grande revolucionário americano. Ele é um ícone quando se trata da luta pelos direitos humanos nos Estados Unidos.
Tamanha importância, Luther King ganhou um dia especial só dele. Na terceira segunda-feira de janeiro os americanos relembram o maior líder negro do país, que fazia aniversário no primeiro mês do ano. A data tornou-se um ponto facultativo por aqui desde 1986.
A história desta figura humanitária foi a base de protestos a favor de uma vida mais digna, especialmente aos negros. Em 1963 ele realizou uma marcha à capital Washington D.C., onde fez o famoso discurso “I have a dream” – que falava sobre a igualdade entre todos os americanos. Mais de 250 mil pessoas estavam presentes.
Tanta vontade de fazer a diferença e lutar por uma boa causa lhe rendeu o título de homem do ano em 1963 e, um ano depois, recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Por outro lado houve consequências. Luther King também era odiado. Ele foi alvo de agressões e até esteve presos algumas vezes. Em 04 de abril de 1968 foi assassinado na cidade de Memphis, quando preparava-se para mais uma marcha.
A luta por uma sociedade mais justa ainda se reflete atualmente. Há quem diga que o presidente Barack Obama é um novo Martin Luther King. Mas o otimismo vai além dos representantes do povo; está em pessoas ativas, em outras tímidas, mas cada um tem um pouco deste revolucionário dentro de si. Apesar de cada tropeço e barreira, todos temos um sonho de dias melhores no mundo, no nosso país, na nossa cidade, na nossa vida. Como diria Luther King: “(...) Embora nos deparemos com as dificuldades de hoje e de amanhã, eu ainda tenho um sonho (...)”.


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A cidade do Lago Salgado

Considerado um dos lagos mais salgados do mundo, o Great Salt Lake (Grande Lago Salgado) chega a ser até oito vezes mais salgado que os oceanos - dizem que esse é o segundo lago mais salgado do Ocidente e o maior dos Estados Unidos.
Com 150 quilômetros de comprimento e 80 de largura, o famoso lago está abrigado em Salt Lake City. A cidade é a capital de Utah e também a mais populosa desse estado. Ela recebeu este nome justamente por causa do lago. Salt Lake City está situada no noroeste dos Estados Unidos.
Na cidade fica a sede da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Isso porque Salt Lake City foi fundada por um grupo de mórmons, onde 78% da população local segue esta religião. Talvez por esse motivo seja difícil de encontrar bebida alcóolica nos supermercados – para comprar, só mesmo em lojas especializadas.
Mas o ponto forte de Salt Lake City é esquiar. Tanto que em 2002 foi palco das Olimpíadas de Inverno e já pensa repetir a dose em 2018. Na temporada das baixas temperaturas, quando a neve é intensa, a cidade é muito procurada por aqueles que querem se aventurar e deslizar nas montanhas geladas. Diversos resorts estão à disposição dos moradores e turistas, como o Snowbird e Brighton, que, de carro, ficam cerca de 40 minutos da região central. No caminho, um cenário espetacular onde se fundem o céu azul, as árvores e a neve nas montanhas.
Salt Lake City andou despertando a atenção do autor de O Código DaVinci, Dan Brown. Ele esteve por lá há quatro anos fazendo uma pesquisa para a próxima obra, que incluia assuntos sobre mórmons e Maçonaria. Outros entretenimentos podem ser destacados, como o maior festival de cinema independente do país, o Sundance Film Festival. Salt Lake City é uma cidade charmosa que tem muito a oferecer, tanto para quem mora, quanto para quem visita.


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Atividades de Inverno

Não tem mais jeito; o Inverno chegou no Hemisfério Norte. Já que não há como escapar, a intenção é desfrutar e tirar proveito do que a neve e o frio podem oferecer.
Em Milwaukee, um programa chamado “Winter Wonderland” indica os melhores entretenimentos para esta época do ano. No centro da cidade há uma pista de patinação ao ar livre. Quem não tiver o próprio patins pode alugar o par por seis dólares. Para se aquecer depois, a famosa Starbucks (uma cafeteria) está localizada bem ao fundo. Ainda ao ar livre, quem tiver um trenó ou algo semelhante, ou quiser alugar um, pode aventurar-se a escorregar em uma coluna com bastante neve.
E, é claro, o esporte predileto da temporada é o esqui e o snowboarding. Para quem nunca esquiou, não há o que temer; instrutores estão à disposição nas estações de esqui, bem como todos os equipamentos para o aluguel. Com roupas aquecidas e impermeáveis a diversão está garantida o dia inteiro.
Mas se o hobby favorito for a pesca, não será o Inverno a interromper esta atividade. Há parques espalhados pelo estado de Wisconsin que oferecem a prática. Basta que o gelo tenha seis centímetros de espessura para que se pesque em segurança.
Agora, se o programa é não entrar em contato com o gelo e a neve, um simples passeio pelo centro de Milwaukee para ver as decorações de Natal é uma boa pedida. Muitos moradores enfeitam as casas com cores e luzes, além das vitrines das lojas capricharem também. De quinta-feira a domingo, um ônibus, nomeado “Jingle”, oferece uma volta noturna pela cidade por apenas um dólar.
E, caso vier uma nevasca, o jeito é ficar em casa; quem sabe ao redor da lareira com a família e amigos degustando um bom vinho com fondue, assistindo a um filme, jogando cartas ou o video-game Wii. O detalhe é que são cinco meses de frio! Então haja criatividade para transformar tantos dias e noites de Inverno em calorosos entretenimentos.


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A facilidade do reembolso

Estamos na época de maior consumo do ano, já que as compras de presentes para o Natal vão a todo vapor. No Brasil é comum trocar as mercadorias caso haja algum dano ou insatisfação e, em alguns casos, é necessária a justificativa.
Nos Estados Unidos a lei favorece mais ainda o consumidor. Além da troca de mercadoria, o cliente pode solicitar o “refund”, ou seja, o reembolso. O prazo para devolver um ou mais produtos e pegar o dinheiro de volta gira em torno de 30 a 90 dias; tudo varia de loja para loja. Mas todas exigem a etiqueta junto à mercadoria e a nota fiscal, porém, a loja não questiona o porquê da volta do produto.
Há casos onde a troca ou devolução não é aceita. É o que ocorre com acessórios como brincos, anéis, colares e pulseiras. Outro: enfeites de natal não podem ser retornados às lojas após 24 de dezembro – ficaria muito fácil montar uma árvore repleta de enfeites e devolver tudo no dia seguinte.
Engana-se quem pensa que os americanos não tentam tirar proveito da situação. Há histórias de pessoas que usam roupas, calçados e acessórios adquiridos no final de semana e devolvem à loja na segunda-feira, como se estivem novos. Uma amiga, que trabalhou em uma famosa rede de farmácias dos Estados Unidos, conta que uma senhora tentou devolver um creme estético de 10 dólares. Mas o final não foi feliz para a então falsa consumidora; o produto não era vendido na farmácia há sete anos.
O interessante nisto tudo é que, se comprarmos uma camiseta e, na loja ao lado, a mesma camiseta, com a mesma cor, tamanho e marca, estiver mais barata, o consumidor tem a chance de se arrepender: basta retornar à loja naquele exato instante e pegar o dinheiro de volta.
Por aqui, onde respirar é consumir, fica ainda mais fácil gastar dinheiro. Então, boas compras!


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Árvore de Natal

Cheia de luz e de enfeites, presença imponente, a árvore de natal é, sem dúvida, figura fundamental para o Natal. Nos Estados Unidos, o programa familiar preferido no mês de dezembro é sair e comprar uma árvore natural; quanto maior, melhor. E nada de artificial; a intenção é que o perfume do tronco e das folhas se exale pela casa. Pais e filhos montam juntos todas as peças e luminárias, como uma tradição.
Mas a árvore mais importante dessa época do ano é a do Rockefeller Center, em New York City. Pela 77° vez, ela foi iluminada e apresentada oficialmente ao público em 02 de dezembro e permanecerá assim até início de janeiro. O evento, claro, foi transmitido ao vivo pela televisão, com a presença de artistas famosos e muita música.
Com 90 metros de altura e 75 de largura, é impossível não notar e não se encantar. Dizem que esta é a maior árvore de natal natural do mundo. Foram utilizados mais de cinco mil quilômetros de luzes na decoração. Diariamente, ela é iluminada a partir das 17h30min e segue até às 23h30min. Mas no dia de natal permanece acessa por todas as horas. No topo, uma estrela que pesa quase 250 quilos e possui três metros de diâmetro.
Se der sorte é possível assistir, em um prédio na rua em frente ao Rockefeller, um show de luzes e som, que contagia e para todos os que estão ao redor. No corredor que dá acesso superior à árvore, a decoração principal fica por conta de anjos brancos com cornetas. Logo abaixo está a pista de patinação, sempre cheia de turistas e moradores, vigiada por Prometheus, uma escultura dourada.
Todos esses elementos formam um espetáculo bonito de se ver e transforma a atmosfera ainda mais colorida para o espírito de natal.


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Pré-Natal

Uma espécie de pré-natal. Podemos explicar assim o Thanksgiving – Dia de Ação de Graças. A cada ano, na última quinta-feira de novembro, os americanos dedicam o dia para agradecer todos os benefícios recebidos na vida. Pelo menos este seria o objetivo.
Se não fossem a ausência das músicas típicas e as trocas de presentes, seria um verdadeiro natal. Desde cedo, as famílias se encontram para um grandioso jantar, que tem como prato principal o peru. No ano de 2007, o Censo dos Estados Unidos indicou que o americano consumiu 46 milhões da ave somente no feriado.
Enquanto adultos ficam na cozinha preparando as gulosemas, as crianças correm pela casa. Outros assistem pela televisão ao desfile de Thanksgiving, promovido pela rede de departamento Macy’s, em Manhattan, na cidade de New York. Desde 1924 a parada é realizada e já virou tradição. Anualmente atrai três milhões de pessoas, de acordo com dados, e os que acompanham o desfile pela TV somam 44 milhões. Este ano, além das bandas musicais, artistas como Cindy Lauper, Ziggy Marley e Andrea Bocelli estiveram por lá. O evento, que dura três horas, ainda tem o charme dos enormes balões infláveis, entre eles, o Homem-Aranha, Bob Esponja, Mickey e Caco, dos Muppets Babies.
No dia seguinte vem a “Sexta-Feira Preta” – chamada de Black Friday, onde muitas lojas anunciam promoções e os consumidores fazem filas durante a madrugada para garantir o seu produto.
Mas há quem aproveite a data para viajar, já que o feriado engloba quatro dias. Daí é só aguardar, daqui a um mês, a época do ano que mais encanta os americanos. Depois esta prévia que foi o Thanksgiving, eles já estão contando os dias para o Natal.


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Clima de natal

Tudo pronto para mais um Natal no país do consumismo. Lojas decoradas há semanas, músicas natalinas nas rádios FM, artigos de decoração dos mais variados gostos e preços... e, para completar, é claro, não poderia faltar o desfile de abertura de Natal.
Em Milwaukee foi a 83° parada anual. Bem diferente do ano passado, quando os termômetros marcaram menos 2°C, neste último sábado o sol brilhava no céu azul de outono, com temperatura de 12°C. Os nativos estavam adorando todo esse “calor” fora de época; clima perfeito para prestigiar uma hora e meia de desfile. Esta apresentação conta com aqueles balões grandes, com imagens natalinas e desenhos animados.
As ruas fechadas ao trânsito serviram de passarela para as bandas de fanfarra, motociclistas da Harley-Davidson, polícia e bombeiros, mascotes esportivos, profissionais da comunicação e políticos em carros conversíveis, personagens infantis como Mickey e Minnie e O Mágico de Oz, e até José e Maria e os três reis magos montados em camelos.
Mas o espaço também serviu para auto-propaganda. Redes de supermercados e marcas de comidas que fizeram campanha para arrecadar alimentos às famílias carentes também estiveram na parada, com caminhões, carrinhos de supermercado e até um carro no formato de cachorro-quente.
Embalados pelas músicas de natal, os vendedores ambulantes também garantiram o ganha-pão, com venda de produtos ou fazendo pinturas nas crianças. Eram essas, as crianças, a maioria do público. Mas tanto altinhos quanto baixinhos aguardavam ansiosamente o símbolo do Natal – o Papai Noel.
É nessa época do ano que todos - ricos, pobres, orientais, ocidentais, brancos, negros e amarelos - se permitem voltar à infância e reviver doces sonhos. Mesmo no feriado mais caro do ano, a emoção e a fantasia são de graça. Pelo menos por enquanto.


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Veteranos das guerras

Para os Estados Unidos da América homenagear aqueles que foram para as guerras é quase que respirar. O calendário americano é recheado de comemorações envolvendo este tema. Neste mês foi a vez do Veteran’s Day – Dia dos Veteranos, em 11 de novembro. Este dia é marcado para relembrar homens e mulheres, vivos ou mortos, que defenderam a liberdade do país em várias batalhas.
Inicialmente, a data era voltada apenas aos militares que lutaram pela Primeira Guerra Mundial, mas, posteriormente, concluíram que era justo incluir na homenagem todos os que serviram às Forças Armadas Americanas pela pátria. Desde 1938, o Veteran’s Day tornou-se um feriado nacional, mas com a vida comercial, empresarial e escolar funcionando normalmente.
Em Milwaukee, o desfile ocorreu um sábado anterior, com um público pequeno, tímido nas palmas, mas com a bandeira americana nas mãos. Na frente do prédio do Centro de Memória da Guerra, um palanque, com militares ditando um belo discurso, enquanto carros tomavam conta do passeio cívico, levando senhores e senhoras de idade, mas com muita história para contar.
O assunto parece familiar? Há meses tivemos o Memorial Day que, basicamente, tem o mesmo propósito. E as homenagens não param por aí. Pelo país, monumentos são construídos para ficar permanentemente a lembrança de alguém que, um dia, deu a vida pelos Estados Unidos – pelo menos é assim que os americanos pensam; quando se fala em guerra, o povo daqui transpira orgulho.


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A sétima arte

Ir ao cinema para mim, pelo menos até 2007 em Florianópolis, era sinônimo de filas, chegada bem antecipada, compra de ingresso dias antes e, enfrentar uma estréia famosa, nem pensar. Mas nos Estados Unidos o cenário é um pouco diferente. Além de poltronas elevadas para que ninguém fique na frente de ninguém, há inúmeras salas espaçosas e confortáveis. Talvez seja este um dos motivos das sessões não estarem lotadas – nunca presenciei aquele “tumulto” para ver um filme, nem mesmo nas aguardadas estréias. Confesso que isso tira um pouco do glamour de ir ao cinema, já que as salas parecem estar vazias, justamente porque há muitas opções de horários e salas disponíveis.
Outro motivo, talvez, seria a quantidade de filmes que estréiam. São muitos que nem conseguimos memorizar a data de todos ou até mesmo o título. Há filmes que são divulgados vários meses antes do lançamento. Um exemplo é “Wall-E” - aquela animação do robozinho que ajuda a recriar o mundo. No segundo semestre de 2007 havia cartazes para todos os lados e muita propaganda na mídia. De fato, o filme só estreou no meio de 2008 – ou seja, mais de meio ano de divulgação.
E como estamos citando quantidade, o que dizer dos trailers?! Simplesmente ocupam os primeiros 30 minutos (ou quase isso) de exibição nas telonas para divulgar produções que entrarão brevemente em cartaz. Dá até para esquecer o real motivo da ida ao cinema: ver o filme.
E, como era de se esperar, os filmes têm uma ótima qualidade de áudio e vídeo. Por aqui ainda temos o IMAX, com uma tela padrão medindo 22m de largura e 16,1m de altura, que agrada todos os cinéfilos de carteirinha. Juntando com o saco de pipoca e copo de refrigerante enormes (sem exagero, nossa pipoca grande no Brasil é a média daqui), os amantes americanos da sétima arte têm bons motivos para ir ao cinema com frequência e fazer deste um de seus programas favoritos; o sucesso de Hollywood está aí para comprovar – nacionalmente e mundialmente.


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Mais um Halloween

Mais um Halloween nos Estados Unidos da América. Essa parece ser a comemoração mais esperada na terra do Tio Sam. Afinal, é o dia (e a noite) em que se pode brincar de ser outra pessoa e deixar de lado a seriedade que faz parte da personalidade dos americanos.
Porém, os pais ainda são cautelosos em relação ao trick-or-treat – o chamado “doce ou travessura”, quando as crianças vão de porta em porta tocar a campainha à procura de chocolates e balas. Se os adultos responderem travessura, os pequenos fazem alguma arte, como colocar máscaras assustadoras ou atirar papel molhado na casa. Se o adulto responder doce, as crianças ganham guloseimas. E é aí que entra a preocupação dos pais. Uma professora na sala de aula alertou para que as crianças só consumissem os doces em casa, na presença dos pais. Isso é válido para evitar alguma contaminação suspeita nas balas e chocolates, como drogas, por exemplo.
Mas mesmo assim, o dia 31 de outubro não perde o encanto. Nem para os adultos. Muitos deles decoram as casas semanas antes do Halloween, com abóboras de todos os tamanhos. Na mídia, seja televisão, jornal, revista, rádio ou internet, o assunto principal é o mesmo: o Halloween. Nas lojas, as fantasias ganham espaço especial e, com a proximidade da data, as promoções ficam a todo vapor. O resultado são prateleiras vazias – todo mundo já correu para pegar a sua. E as decorações em grande estilo estão reservadas para a noite da festa, para receber os amigos. Os convidados, por sua vez, dão um show à parte no quesito criatividade e parecem encarnar o personagem da fantasia.
Horas e horas gastas para decorar a casa, ir atrás do figurino mais ousado e original, se produzir. Mas para o americano vale a pena, nem que seja apenas por uma noite; tudo em nome da diversão.


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A conquista ao Oeste

Sabe aqueles filmes americanos de faroeste, com caravanas e índios? Pode parecer ficção, mas muitas das cenas foram inspiradas na colonização do Oeste dos Estados Unidos. Uma história verdadeira, que teve o ponto de partida em Saint Louis – cidade localizada na região central do país, no estado de Missouri. Nela está o grande símbolo da expansão do oeste: O Arco do Desbravador (Gateway Arch), feito de concreto e aço e que mede quase 200 metros de altura, o equivalente a um prédio de 65 andares. Ele supera os tamanhos da Estátua da Liberdade e do Monumento de Washington.
Olhando para as fotos é difícil acreditar como o homem foi capaz de criar, em segurança, uma construção daquele tamanho, em 1965. Máquinas eram levadas ao topo para completar a obra do arquiteto Eero Saarinen. O objetivo era homenagear todos aqueles que lutaram para conquistar novas terras e demarcar que ali foi a porta de entrada para o oeste.
Hoje, o maior ponto turístico de St. Louis recebe milhões de visitantantes anualmente, que vão em busca das alturas. Em uma pequena cabine de seis lugares, chega-se ao topo em quatro minutos. De lá, a panorâmica da cidade é incrível. Das pequenas janelas do arco visualizamos o Rio Mississipi, o tribunal antigo que virou museu, o estádio de baseball do Cardinals – time de St Louis, e o estado vizinho, Illinois – até onde a vista alcança.
Ainda dentro do arco, mas no subsolo, um museu conta um pouco mais sobre a expansão ao oeste americano. Se der sorte, ainda pode-se pegar autógrafos dos engenheiros da obra; todos idosos, porém com muita história para contar.
Mas as atrações em Saint Louis não param por aí. Além do Rio Mississipi e da antiga estação de trem (que já foi a maior do país), transformada em um centro de compras, a cidade possui um dos maiores parques florestais do país - o Forest Park. Há ainda museus, igrejas, shoppings, bons restaurantes, bares de blues, cassinos e até uma mini-calçada da fama, com direito à estrela de Tina Tuner. Nada mal para uma cidade que começou com a personalidade de faroestes.


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Consumo de bebidas alcoólicas

Uma das diversas diferenças entre Brasil e Estados Unidos está no consumo de álcool. Por lei, homens e mulheres só podem beber a partir dos 21 anos. E um documento de identificação para checar a idade é sempre solicitado. Se a intenção é ir ao supermercado para comprar bebidas alcoólicas, é melhor chegar antes das nove horas da noite. Caso contrário, se passar cinco minutos e, mesmo se estiver no caixa, pronto para pagar, a devolução da mercadoria é obrigatória: você não pode comprar depois desse horário.
Se você não chegou atrasado ao supermercado e conseguiu levar para casa ou para festa vinho, cerveja, vodka, ou qualquer outro tipo, é melhor carregar os engradados na rua com sacolas. Mas não de plástico, que é transparente; tem de ser de papel (desses como saco de pão). Ou então a polícia tem todo o direito de lhe aplicar uma multa. E os policiais também podem fazer o mesmo se alguém estiver ingerindo álcool dirigindo ou andando pelas ruas.
Um amigo, este ano, levou uma multa por consumir uma cerveja na praia da Califórnia. Ele esqueceu que a única forma de beber na praia é envolver a latinha de cerveja em uma capa térmica – teoricamente, não revela que se trata de uma cerveja, mas, na prática, todos sabem que é um conteúdo alcoólico – algo meio contraditório.
Por falar nisso, outra ocasião do “não pode, mas pode” é que um menor de 21 anos consegue entrar em alguns bares e pedir uma bebida alcoólica, sem apresentar a identidade, antes das 21 horas – no chamado Happy Hour. Meio estranho, né?!
Para terminar, duas observações: a primeira é que o americano não se importa em consumir cerveja e chopp quentes. E a segunda é que encontrei por aqui a “prima mexicana” da cerveja que temos no Brasil – a Bohemia. Mas, claro, a nossa tem um sabor bem mais atrativo.


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Descobrimento da América

Enquanto no Brasil comemorou-se o Dia das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida na última segunda-feira, nos Estados Unidos os atos festivos voltaram-se ao Columbus Day. A data retrata a chegada de Cristóvão Colombo à América. O fato ocorreu em 1492, quando Colombo – originalmente Christopher Columbus - saiu em expedição à Índia, mas encontrou o território americano.
Porém, a primeira celebração nos Estados Unidos aconteceu somente 300 anos depois, em 1792, na cidade de Nova York. Em 1934 virou feriado nacional e desde 1971 a data é festejada toda segunda segunda-feira de outubro; por coincidência, no mesmo dia de Ação de Graças do país vizinho, o Canadá.
Mas o descobrimento da América não é marcado com um notório feriado em todo o país. Em muitos estados, comércio e escolas funcionam, porém, alguns setores públicos fecham. No estado de Minessota, por exemplo, a data nem é comemorada. Em Milwaukee, a vida seguiu normalmente como uma segunda-feira de outono comum (e já muito fria, diga-se de passagem, com os termômetros chegando na máxima de 9ºC).
Mas em outras localidades, o Columbus Day é muito bem lembrado e com clima de feriado. Bancos, correios e escolas, em sua maioria, ficam fechados, como na capital Washington, Chicago e Nova York. E é lá, em Nova York, que acontece o grande desfile cívico, tudo muito bem organizado, reunindo cerca de 30 mil pessoas, ao longo da 5ª Avenida.
Merecedor de tamanha comemoração ou não, o fato é que os americanos relembram com consideração o dia do descobrimento da América, afinal, os Estados Unidos são, atualmente, a maior potência do mundo.


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Preferência nacional

Nos arranha-céus tremula a bandeira dos Estados Unidos, exibindo uma imponente presença. Mas embaixo, bem lá embaixo, estão os pés das americanas. E, falando de forma generalizada, sem nenhuma imponência. Eu diria até sem elegância. Seja inverno ou verão, a moda dos calçados femininos por aqui é simples: baixo, sem salto, tênis, chinelo de dedo e nada combinando com a roupa. Mas claro, com exceções; há quem goste de um salto alto para ir trabalhar, uma sandália bonita para sair à noite, mas sem grandes quantidades.
Mês passado, o Jornal Hoje exibiu uma matéria falando sobre o comportamento das brasileiras em relação ao calçado. O primeiro requisito na pesquisa realizada mostrou que para as mulheres do Brasil, antes de tudo, o calçado tem que ser bonito. O conforto só foi lembrado bem depois e ficou em quarto lugar na opinião das brasileiras.
No mesmo dia, por coincidência, assisti a um programa de TV dos Estados Unidos chamado “O que não vestir”. Os apresentadores sugeriram que uma americana usasse uma sandália de classe e salto alto. A reação dela foi imediata: “E o conforto? Esse calçado não é confortável, não vou usar”. E assim pensam a maior parte das mulheres da América. Isto pode ser comprovado em uma simples ida a shoppings, feiras ou em passeios por parques e ruas, quando avistamos muitas delas usando calçados sem graça. Nas lojas daqui é difícil encontrar algum sapato, bota ou sandália que se assemelhe com os calçados brasileiros, em termos de criatividade e beleza.
Bem diferente do Brasil, a preferência nacional por aqui, pelo menos quando o assunto é calçado feminino, não tem nada a ver em estar por cima, nas alturas, ou, simplificando, nada a ver com o salto alto.


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Corrida contra o câncer

Uma grande onda formada por braços humanos deu início à 11ª Maratona da Cura pelo Câncer de Mama, em Milwaukee, a chamada Susan G. Komen Race for the Cure. Esta instituição é de âmbito mundial e tem a intenção de arrecadar fundos para a luta contra a doença.
Em Milwaukee, o evento reuniu quase 13 mil pessoas na manhã do primeiro domingo de outono. Desse número, um recorde de participantes: mil eram mulheres que venceram a batalha contra esse tipo de câncer.
Aos arredores da cidade, a cor rosa simbolizava a causa – desde balões e faixas até o chafariz que jorrava água rosada. Homens e mulheres percorreram cinco quilômetros sob um sol brilhante e uma temperatura agradável. Os participantes pagaram uma taxa para correr e ganharam, além do número de inscrição, uma camiseta com o tema da corrida. Ao total, o evento em Milwaukee arrecadou quase um milhão de dólares. A meta era atingir U$ 25 mil a mais, porém, de acordo com os organizadores, o valor não foi superado por causa da crise econômica.
E a corrida do ano que vem nos Estados Unidos já está com inscrições abertas. Em cada cidade, uma data diferente. Enquanto isso, voluntários em trabalhar pela causa são bem vindos e quem quiser pode fazer doações através do site o ano inteiro.
Nos EUA, uma em cada oito mulheres são diagnosticadas com o câncer de mama. Sem necessariamente participar de maratonas, as sobreviventes dessa doença podem se considerar vencedoras na corrida pela vida, com direito a troféu e ao primeiro lugar no pódio.


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Campanha contra a gripe simples

Já é outono nos Estados Unidos – uma época de temperaturas um pouco mais baixas e que reforça a vinda de doenças respiratórias. Pensando nisso, no mesmo dia em que começou a nova estação, o prefeito de Milwaukee, Tom Barret, em parceira com o Comissário de Saúde, Bevan Baker, lançou a campanha de vacinação contra a gripe simples na cidade. No programa de sensibilização estão propagandas em ônibus, outdoors e cartazes nas escolas, além do apoio do time de baseball, Milwaukee Brewers, e de basquete, Milwaukee Bucks.
Para o Comissário de Saúde, "a campanha deste ano é especialmente importante porque vem em um momento em que o mundo tem aumentado a consciência da necessidade de vacinação contra a gripe para garantir a prevenção de doenças e enfermidades na comunidade”. É exatamente nisso que a população está pensando, já que desde abril deste ano, o mundo está convivendo com o vírus H1N1. Os americanos estão mais preocupados do que nunca na busca da imunidade contra a nova gripe. Tomar uma dose para se proteger da gripe simples pode ser um reforço para evitar a gripe A.
No lançamento da campanha em Milwaukee, a Secretaria de Saúde disponibilizou dezenas de vacinas gratuitas da gripe simples para os cidadãos. Mas centenas não receberam a dose. A quantidade de pessoas que estava interessada na vacina assustou a equipe médica do local. Uma enfermeira, que trabalha há seis anos na área, disse que nunca havia visto uma procura tão grande pela vacina, ao ponto de se formarem filas.
É bom lembrar que, quem toma a dose contra a gripe simples, não está imunizado contra a gripe A. Estima-se que a vacina para o vírus H1N1 chegue aos Estados Unidos no mês que vem, mas ainda há dúvidas. Outro ponto é saber que a gripe simples também mata. Por ano, 200 mil pessoas são hospitalizadas com a doença em território americano e 36 mil morrem. As principais vítimas têm mais de 65 anos.


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O aborto nos Estados Unidos

A partir dos anos 70, o aborto foi considerado legal nos Estados Unidos. O atual presidente, Barack Obama, diz apoiar a mulher no direito de abortar. Desde a candidatura, Obama vem enfrentando parte da população e a igreja católica, que são contra à prática abortiva. Com o projeto de reforma do plano de saúde, o presidente foi acusado de financiar o aborto utilizando dinheiro dos contribuintes. Em defesa, Obama afirmou que ''nenhum dólar federal será usado para financiar abortos''.
Para o presidente do Comitê de Atividades Pró-vida da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos e arcebispo de Filadélfia, cardeal Justin Rigali, “muitos americanos não querem o direito ao aborto em seu plano de saúde e muitos o consideram o plano ‘pró-vida’".
Mas o Departamento da Secretaria de Saúde dos EUA alerta que o movimento nas clínicas de aborto quadruplicou no último ano. A justificativa seria a crise econômica que atravessa o país. Uma pesquisa realizada em 2000 indica que mais de 1,3 milhões de americanas abortaram naquele ano, com uma média de aproximadamente 3.700 abortos por dia. A maioria, 52%, tinha menos de 25 anos – dentro dessa estatística, 20% eram adolescente. O estudo aponta ainda que quase 65% das mulheres que abortam nunca se casaram e que a gravidez indesejada seria o principal motivo para 93% das entrevistadas.
Enquanto segue o impasse do aborto no plano de saúde, entre contradições da população, igreja, governo e pesquisas sobre o assunto, a polêmica ainda está no ar e na boca do povo. Semana passada, nas ruas de Milwaukee, havia manifestações e protestos de quem não aceita o aborto – uma maneira pacífica de mover uma boa causa e protestar a favor da vida.


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Dia do Trabalho

O Dia Internacional do Trabalho é comemorado em 01 de maio, certo? Certo, mas não nos Estados Unidos. Aqui este feriado é na primeira segunda-feira de setembro. De acordo com explicações de professores e textos sobre o assunto, os americanos decidiram escolher o feriado entre o Dia da Independência – 04 de julho, e o Dia de Ação de Graças – última quinta-feira de novembro. A data é dedicada ao feito econômico e social dos trabalhadores americanos, para que eles sintam-se mais resistentes e tenham mais bem-estar e sucesso.
O Labor Day, como é originalmente chamado, teve o primeiro desfile em 05 de setembro de 1882, na cidade de Nova York. Mas somente em 1894 que o Congresso votou para tornar-se um feriado e foi assinado pelo então presidente, Stephen Grover Cleveland. Na época, os trabalhadores pediam pela jornada de oito horas de trabalho. Após o desfile, todos seguiam às áreas verdes para fazer piqueniques, geralmente com sopa irlandesa, pão de casa e torta de maçã. O dia era encerrado com queimas de fogos.
Atualmente, não há mais tantas comemorações explícitas, mas o desfile ainda continua, afinal, sempre há insatisfações na área do trabalho e reivindicações a protestar. Em Milwaukee, o desfile seguiu com uma hora de duração, com produções criativas. O que me surpreendeu foi ver algumas pessoas consumindo latinhas de cerveja enquanto desfilavam, já que nos Estados Unidos é proibido beber nas ruas.
Muitos americanos consideram este feriado como o encerramento do verão, pois o outono está chegando no fim do mês. Quem aproveitou o feriado ao ar livre fez uma ótima opção, caso contrário, só ano que vem.


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Esquilo Norte-Americano

Enquanto no Brasil frequentemente nos deparamos com cachorros abandonados nas ruas, nos Estados Unidos é comum encontramos, em uma simples caminhada, um bichinho que arranca sorrisos de 10 entre 10 pessoas: o esquilo.
O esquilo norte-americano tem o pelo acinzentado ou castanho-avermelhado e, com a calda peluda medindo entre sete centímetros e meio a dez, o seu tamanho total pode chegar até 30 centímetros de comprimento. A alimentação baseia-se em nozes, fungos, insetos e ovos de aves.
Como há muitos parques na maioria das cidades americanas, este mamífero sente-se à vontade em permanecer mesmo em uma região urbana, desde que haja árvores para fixar a sua morada. É quase impossível não parar para admirar a capacidade que o animal possui de saltar de galhos em galhos, com uma tremenda agilidade e audácia (além de serem encantadores).
Ao contrário do cachorro, o esquilo não morde e não persegue o ser humano, e sim, foge dele. Mas é facilmente conquistado se lhe é oferecido algum tipo de alimento que lhe agrade. No Central Park, em Nova York, por exemplo, é rotineiro presenciar cenas em que os turistas tentam atrair os bichinhos com pedaços de bolacha salgada ou pão.
Aqui em Milwaukee, mesmo ao lado de prédios comerciais ou residências, os esquilos costumam dar “suas voltas” pelas calçadas e árvores, na maior tranquilidade, enquanto o trânsito de veículos flui – o que parece não assustar mais o mamífero, que já se adaptou à vida agitada da cidade.
No mês passado, um esquilo virou notícia na internet. Um casal de americanos, de férias no Canadá, programou o flash automático e o bichinho acabou se intrometendo na frente da máquina, surpreendendo o casal, que postou a fotografia na web. O fato agradou a todos, afinal, quem não gostaria de ver um esquilo curioso em seu álbum de viagem?!


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Museu de Arte Metropolitan

Imagine ter uma aula de história dos séculos passados e ainda assim não ser chato; ao contrário, é atrativo e divertido. Estou falando do Museu de Arte Metropolitan, localizado na cidade de Nova York, junto ao Central Park. Este é um dos maiores e mais importantes museus do mundo, que reúne mais de dois milhões de obras de arte, em cinco mil anos de história da civilização. Estes números são superados apenas pelos visitantes: cinco milhões por ano conhecem ou voltam ao Metropolitan.
O MET, como também é conhecido, possui mais de 5.300 peças expostas. Estátuas da Grécia, Assírio-Babilônica e Roma antiga estão espalhadas na galeria do piso térreo – a primeira a ser vista ao chegar no museu. A civilização oriental também está incluída. Os tesouros em forma de arte só podem ser admirados com o olhar, pois é proibido tocar nas peças, como as esculturas, bíblias, cruzes e objetos de metal.
Uma das partes mais interessantes do MET é a Egípcia, que apresenta mais esculturas, múmias e seus sarcófagos. Outra galeria de encher os olhos é da Arte Medieval. As armas, como espadas, e armaduras dos cavaleiros da era Arturiana dão um show à parte. As peças douradas e armas de fogo não ficam atrás, despertando a atenção dos visitantes. Em um total de 15 mil objetos desta galeria, muitos foram utilizados por reis e príncipes, citando Henry II, da França.
Outro título do Metropolitan é o de ter a maior coleção de artes das Américas, além de possuir uma significativa coleção de pinturas européias dos séculos XII ao XX. São milhões de desenhos, gravuras, impressões, livros ilustrados e quadros de consagrados pintores, como Vicent Van Gogh e Claude Oscar Monet. As atrações não param por aí; vale a pena conferir as demais galerias, como as de instrumentos musicais.
Em cada canto do museu, uma valorização da nossa civilização antiga. E diante de tanta história, o MET, com quase 200 anos de existência, nos traz um sentimento de uma verdadeira viagem no tempo.


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A atualidade da nova gripe nos Estados Unidos

Apesar dos Estados Unidos liderarem o atual ranking de mortes pela nova gripe, o clima de histeria já passou. Pelo menos é o que se sente em Milwaukee e região. Infelizmente as mortes e contaminados continuam, mas o clima alarmante, como há hoje em dia no Brasil, aqui já não existe mais. Quando a “Swine Flu” chegou em território americano, não se falava em outra coisa. Noticiários da TV, revistas, jornais, sites de internet, todos os meios de comunicação estavam voltados ao assunto. Prédios públicos instalaram álcool em gel para melhor higienização, escolas dispensaram alunos e até em igrejas ouviam-se palestras sobre o tema.
Atualmente é falado, sim, sobre a gripe na mídia e são relatados novos casos da doença no país, mas não é como no Brasil. Aqui, embora persista o vírus e os índices continuem aumentando, o auge do susto já foi superado e o assunto é encarado de frente. As precauções e os cuidados permanecem.
Li uma reportagem em um site brasileiro onde dizia que as academias solicitam que os usuários limpem aparelhos e colchonetes após a ultilização, como forma de evitar a proliferação do vírus. Essa medida é adotada nas academias americanas desde antes da nova gripe chegar. Nos Estados Unidos observamos que a população, em sua maioria, obedece a uma ordem. Talvez seja por isso que a doença não tenha feito muito mais vítimas que as estatísticas indicam. Um fato que devemos levar em consideração é que os Estados Unidos têm um maior número de mortes porque têm uma população maior. Isso já foi absorvido pela mente do governo americano, que admite que a nova gripe vai se espalhar por todos os 50 estados do país. Wisconsin, meu estado, já possui mais de 25 casos confirmados de infecção, mas o clima é de tranquilidade e a vida segue normal.
Enquanto mais de 1.400 pessoas já morreram com a doença em mais de 170 países, o mundo fica no aguardo da vacina. E enquanto a vacina não chega, o melhor remédio é a prevenção.


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Entretenimento rural

No meio-oeste dos Estados Unidos podemos encontrar uma diversidade de cenários do interior, com casas no meio do nada e um vasto campo de plantações – ícone de uma vida pacata, porém tranquila. Americano que vive nessa região adora festivais desse estilo. Talvez seja por isso que o Wisconsin State Fair seja um dos favoritos aqui em Milwaukee. O festival é realizado na cidade, mas resgata o estilo country, voltado à família toda, que relembra os ares de fazenda, com vários animais rurais, hortifrutis e, claro, muita comida típica.
Durante 11 dias a organização do evento disponibiliza serviços ao público por um preço convidativo. As atrações estão espalhadas em um imenso parque ao ar livre, com vários pavilhões que oferecem diversão garantida para quem gosta deste tipo de festa. Brincadeiras para crianças, demonstrações culinárias, telões com novidades na agricultura e apresentações de dança, acrobacia, comediantes e ventríloquos são algumas delas.
Durante todo o dia, adultos e crianças podem usufruir do parque de diversões e pista de patinação coberta. Para os esportistas há uma área reservada à prática de atividades físicas e até um ringue montado para uma luta que promete esquentar o último final de semana do evento. Também é a vez de prestigiar shows de música country. Para quem é fã haverá um tributo à cantora Hannah Montana; a sensação entre crianças e adolescentes americanos.
A curiosidade fica por conta da chamada Corrida do Porco, onde concentra-se grande parte do público que, por vezes, aposta para ver qual animal avança primeiro a linha de chegada. Outra atração que merece destaque é o desfile de cavalos de raça, um momento de muito charme e elegância. No último dia, a banda da escola estadual de música fecha a festa com chave de ouro.
Assim como os demais, o Wisconsin State Fair é mais um festival que atrai multidões para entretenimentos bem tranquilos – um dos lazeres preferidos dos americanos do meio-oeste.


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Passeio à fábrica de cerveja


Dizem que a propaganda é a alma do negócio. E é exatamente o que faz a cervejaria mais famosa de Milwaukee: a Miller. Situada na cidade, a fábrica, chamada de Miller Valley, oferece um tour de uma hora para moradores e visitantes, totalmente de graça, a fim de promover (mais ainda) a marca da cerveja. Esta atração já está classificada no guia de entretenimento de Milwaukee como imperdível. Público de todas as idades – incluindo menores – podem participar.
A fábrica coloca à disposição, dos curiosos aos amantes da cerveja, um guia turístico de segunda-feira a sábado. Esta pessoa tem a função de mostrar e explicar o processo de transformação da bebida.
Após um vídeo de 15 minutos sobre a origem da marca Miller, o passeio inicia com a visualização, através de janelas, do empacotamento das cervejas. O barulho das latas e garrafas sendo transportadas pelas esteiras é imenso. No mesmo corredor, placas estão espalhadas com informações sobre este processo, como, por exemplo, a produção de oito milhões de barris por ano e de 200 mil caixas de cerveja por dia.
Na sequência vem o centro de distribuição. O espaço, segundo o site da companhia, equivale a cinco campos de futebol americano, onde estão expostas todas as caixas destinadas para venda. No lado exterior da fábrica, que mais parece uma pequena vila devido à construção, chega-se no prédio da fermentação, mas é necessário subir 56 degraus em um clima abafado.
Uma das partes mais interessantes é a Caverna Histórica. O visitante vê a projeção de um intérprete de Fredrick Miller, imigrante alemão que, em 1855, criou a Miller, explicando que as cervejas antigamente eram armazenadas em cavernas. Mas a preferência dos turistas é o desfecho do tour: a degustação de três tipos de cerveja, oferecida também de graça, no pátio da companhia.
Este tipo de propaganda parece dar certo, já que atrai um grande número de turistas diariamente à fábrica - e um número maior ainda a bares e supermercados, em busca da cerveja Miller.


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Motos Harley-Davidson

Milwaukee é pouco conhecida mundialmente, mas para quem é motociclista fanático, este nome é sinônimo de Harley-Davidson. Isso porque a cidade é o berço dessa famosa moto. Há 106 anos, William Harley, de 21 anos, e Arthur Davidson, com 20, desenvolveram aquela que seria, por anos consecutivos, uma motocicleta venerada por muitos. 
Em pleno século 21, é comum ver nas ruas de Milwaukee, senhores e senhoras a bordo dessas “naves”. Cada um decora sua máquina e veste trajes típicos, com direito a colete de couro, bandana na cabeça e uma surrada calça jeans. Do 11° andar do meu prédio, durante o verão, é possível ouvir os roncos dos motores frequentemente, dia e noite.
Ano passado, na festa de 105 anos da Harley-Davidson, admiradores do mundo inteiro se reuniram em Milwaukee para festejar a existência da marca. Diariamente, muitos motociclistas se encontram para vivenciar essa emoção sob duas rodas na fábrica ou no museu da Harley-Davidson, localizado no centro da cidade.
Para os amantes da alta velocidade ou apenas para curiosos, o museu da Harley possibilita que o visitante tenha uma visão desde a solda, passando por peças desmontadas e motores, além de uma larga exposição das motocicletas de ano em ano. Dentre os modelos antigos estão as utilizadas pelos correios no começo do século passado, as que fizeram escolta à Casa Branca e máquinas que participaram da Segunda Guerra Mundial. No final, o visitante ainda pode subir em algumas motos e deixar a imaginação fluir. É o momento perfeito para usar e abusar dos flashes das máquinas fotográficas.
Do modelo antigo ao novo, as motos Harley-Davidson dão um show de criatividade e tradição. E conversando com alguns amantes da marca, a conclusão que se chega é uma só: não importa a idade do motociclista: em uma Harley ele sempre permanece com espírito jovem.


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Os festivais de Milwaukee

Como existem poucos meses de calor em Milwaukee, quando chega o verão, vários festivais fazem parte da programação cultural da cidade. O intuito é fazer com que a população usufrua das atividades ao ar livre o máximo tempo possível. Frequentemente, eles ocorrem aos finais de semana, por vezes com início já na quinta-feira à noite, podendo ser pagos ou gratuitos.
O ponto de partida é o Festival Riversplash, nos primeiros dias de junho, anunciando que os períodos de baixas temperaturas estão chegando ao fim. A partir daí, temos um novo festival a cada semana, com temas variados. Um deles é sobre nacionalidades, como as Festas Italiana, Francesa, Mexicana, Alemã, Sérvia, Polonesa, Irlandesa, Árabe e Indiana – cada uma em finais de semana diferentes. Nesses eventos, além de shows de fogos de artifícios, são destacados os trajes, músicas e comidas típicas de cada país; uma boa oportunidade de vivenciar várias culturas do mundo sem sair do lugar.
Os festivais realizados em Milwaukee procuram atender aos mais variados gostos e preferências, como a Summerfest (já citada na coluna),  o festival de Blues, o State Fair (que relembra fazendas do interior), o Arts Lakefront – para os amantes das artes, a festa do queijo e a festa do Orgulho Gay - que também existe por aqui.
O Dia do Trabalho também faz parte do calendário de verão, já que nos Estados Unidos esta data é comemorada na primeira segunda-feira de setembro. E a Oktoberfest, também celebrada por aqui, mas no mês de setembro, encerra a agenda de festas da cidade.
Por três meses, opções de lazer não faltam em Milwaukee. São aproximadamente 30 festas que atraem multidões em busca de calor, música, comida, bebida e diversão. Tudo em um curto espaço de tempo, antes que, novamente, o inverno chegue de vez.


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