Palavra Palhocense - Beltrano

Beltrano - Edição 643

E daí, vai vender seu voto?!
 
 
Pode até ser um costume
Então não boto questão
Após a Copa do Mundo
Se inicia a eleição
Que promete pegar fogo
Mostrar o verdadeiro jogo
Da Cova Funda ao Albardão.
 
O político e o eleitor
Assim diz o ditado
Um para o outro nasceram
De modo desencontrado,
O político e um animal
E o eleitor é ser igual
Pra um cu sujo, um cu cagado.
 
O que tenho observado
Parece mesmo bobagem
Mas é só pensar um pouco
Na razão desta mensagem
Seja ele feio ou bonito
O eleitor leva no grito
Por ver tanta sacanagem.
 
O político quer camaradagem
Mesmo não tendo propostas
E para as nossas perguntas
Não apresenta respostas
Deseja, acima de tudo
Um burro de sobretudo
Que lhe carregue nas costas.
 
Começou a invasão
Estão migrando pra Palhoça
Já chegaram na cidade
Para de todos fazer troça
Por isso a verdade eu falo
O político precisa de cavalo
Que puxe sua carroça.
 
Vão chegando de mansinho
Dando uma de sensatos
Distribuindo paz e amor
comprando a preço barato
O eleitor não mais reclama
O parasita pega fama
E faz de gato sapato.
 
Na cidade ou no mato
Na baixada ou no morro
Quando se vê em apuros
O eleitor pede socorro
Vivendo fraco e esquecido
Desprezado e perdido
Sente-se um cu de cachorro.
 
No fim, a sorte desconta
E faz da eleição um dote
Vê o povo esperneando
Assiste de camarote
Possuindo as costas largas
O eleitor é o animal de carga,
Que o carrega no cangote.
 
Ele diz: "Saiba meu eleitor
Do coração toda a dor
Que nesses quatro anos senti
Não tive mais alegria
Pairou triste nostalgia
Nem mesmo pude sorrir
Meu eleitor hoje eu não posso
Mais viver longe de ti!
 
A noite ficou comprida
O peito virou ferida
E nem sei como vivi
O dia vinha arrastado
Como a chuva no telhado
E nem o sol quis mais abrir
Meu eleitor hoje eu não posso
Mais viver longe de ti!
 
Quero com você fazer um trato
Tão sério como um contrato:
Não me deixe triste assim!
Onde tu fores irei
Um sorriso te darei
Para que votes em mim
Eleitor hoje eu não posso
Mais viver longe de ti”!
 
Mas um eleitor rebate:
"Lá vem tramas e artimanhas
E também muita barganha
Para no erário mamar
A minha preocupação
É que está chegando a eleição
E não tenho em quem votar
 
Na corrida pelo voto
Topas qualquer negócio
Fazendo pose pra foto
Comes o que te ofertar
Andas a pé, apertas a mão.
Vem chegando a eleição
E não sei em quem votar
 
Bebes água em tigela
Mas fome dá nó nas tripas
Qualquer dúvida se dissipa
É hora de raciocinar
Pro povo fica a frustração
Está chegando a eleição
E não sei em quem votar
 
Acabou-se a ideologia
Está na cara a hipocrisia
Eleição é fantasia
Não se deixe enganar
Não aceite enganação
Está chegando a eleição
E não sei em quem votar”.
 
Por isso, peço aos políticos
que concorrem essa eleição,
visitem as comunidades,
Dos pobres tenham compaixão
Nossa cidade é de cimento
Mas não é só de calçamento
Que vive a população.
 
Para o pobre eleitor opinar
A eleição é o ponto alto
Só votando num bom candidato
É que a vida dá um salto
O que o pobre quer é comida
Parar com sua vida sofrida
Pra não ter que comer asfalto.


Publicado em 14/06/2018 - por Beltrano

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