Beltrano - Edição 659

 
Só com muita Ave Maria e muito Pai Nosso
 
Ave Maria cheia de graça
Nos livre de pagar mico
Nosso domingo será premiado
Com um caminhão de político
Prometendo um mundo novo 
Pra colocar no fiofó do povo
E fazer da urna pinico.
 
Senhor é convosco, bendita sois vós
As promessas e benesses de campanha
Que depois são esquecidas
Numa grande artimanha
Vote certo, pense bem
Não venda o voto a ninguém
Não caia em papos de aranha.
 
Entre as mulheres, bendito és fruto
Que participa desta disputa
Só deve votar nesta eleição
Quem tiver certeza absoluta
Que estará votando certo
E não mais uma vez num esperto
Que não passa de filho da puta.
 
Do vosso ventre, Jesus
Tem candidato pra chuchu
Com eles, vêm um exército
De sanguessuga e urubu
Fazem dos governos poleiros
E como bichos carpinteiros
Deixam o eleitor jururu.
 
Santa Maria, mãe de Deus
O político não tem mais jeito
Pelo povo e para o povo
Não sobrou nem o respeito
E para não perder a teta
Fazem pacto com o capeta
Pra mais uma vez serem eleitos.
 
Rogai por nós, pecadores
Só nós pagamos os pecados
Sofrendo na mão do político
Aproveitador e desnaturado
Que engambela o pobre eleitor
Fazendo do povo seu provedor
Com aquele papo furado.
 
Agora e na hora de nossa morte
Vão dizer que são bacanas
Bancando os salvadores da pátria
Pra ficar com nossa grana
Cansado de pagar tributos
De saco cheio, ando puto
Com tanto político sacana.
 
Só rezando uma Ave Maria
E apelando pras forças do além
Que vamos conseguir votar
Em quem é gente do bem
Pois está lançada a sorte
É hora de dar um corte
E pra gabiru não dizer amém.
 
Pai nosso que estais no céu
Pro Senado é um cheque sem fundo
Dado por quem já está lá
Viajando por todo mundo
Se pelo Brasil pouco fez
Votar neles outra vez
É cair num sono profundo.
 
Santificado seja o vosso nome
Pra federal temos que nos precaver
O que não falta é antigo deputado
Dizendo que vai resolver
Se para o estado tinha a solução
Por que esperaram esse tempão
Pra fazer mais por ele e você?!
 
Venha a nós o vosso reino
É o que querem com o embate 
Não discutem propostas
E gaguejam nos debates
Querem se eleger presidente
Da cabeça ficarão doente
Se levarem um xeque-mate.
 
Seja feita a vossa vontade
Dos partidos e da ladroeira
Para que não levantem a cola
A Lava Jato faz barreira
O político pelo poder tem apego
Sendo assim vira pelego
E não larga a mamadeira.
 
Assim na terra como no céu
Esta eleição será batuta
Com 12 candidatos a deputado
Palhoça no cenário federal debuta
Quem não der uma de vivo
Vai ser servido de aperitivo
Antes da salada de fruta.
 
O pão nosso de cada dia
E o voto perde o sentido
A ideologia foi pra cucuia
Ninguém vota em partido
Depois de estar bem casada
Se tivermos uma Palhoça representada
Garanto não lhe faltará marido.
 
Nos dai hoje e perdoai
As ofensas e traições
Não há nada mais cruel
Do que esta tal da ingratidão
Palhoça perde terreno
É melhor votar no Nazareno
E na dona Dirce na eleição.
 
Assim como nós perdoamos
Os erros de nossos vizinhos
Na política de Palhoça
Já se escuta o burburinho
Temos a opção de votar no Jiraya
Pois Palhoça é sua praia
E merece nosso carinho.
 
A quem nos tem ofendido
Quem pensa na eleição não erra
O Bispo está na peleja
Junto está Richard Goterra
De mulher temos a Dirce
Ingrid, Ivone, Maria e Eunice
Participando dessa guerra.
 
Não nos deixe cair em tentação
De não votar pra deputado federal
Temos o Hugo Malagoli e Paulo Scharf
Que são dois jovens bem legais
E para dar ao seu voto mais valor
Vote em Ingrid Assis para governador
Valorizando assim o político local.
 
Mas livra-nos do mal
Para o palhocense não virar refém
Por alguns que vendem votos
Em troca de alguns vinténs
E nesta novela mexicana eleitoral
Afaste de nós os candidatos caras de pau
Com uma lata de Gimo Cupim, amém!


Publicado em 04/10/2018 - por Beltrano

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