Beltrano - Edição 660

Sair do SPC é fácil, difícil é sair ileso da eleição para presidente da Câmara

 

Extra! Extra!! Sei como o Ciro Gomes, candidato do PDT à presidência, pretendia tirar a população brasileira do SPC. É muito mais fácil do que você pensa!
Ele chegaria para o seu Manoel, dono da mercearia do lado de sua casa, lá em Minas, entregaria um cheque pré-datado de R$ 10 mil e diria:
- Paga a tua dívida. É pré-datado, mas é a garantia de que vou tirar o povo brasileiro do SPC como prometi. Mas só deposite se eu vencer as eleições no primeiro turno!
Seu Manoel, doido pra se livrar da dívida e sair do SPC, entregou o cheque para o dono do açougue, quitando a dívida de R$ 8 mil que tinha com ele, recebendo R$ 2 mil de troco. O dono do açougue entrega o cheque do Ciro para o supermercado, que por sua vez quita a dívida que tinha com uma concessionária de veículos. O dono da concessionária entrega o cheque pagando a dívida de R$ 7 mil e pegou o troco em dinheiro do dono do posto de gasolina. O dono do posto, que estava no SPC, pagou a dívida que tinha com uma transportadora com o cheque. O cara da transportadora devia para o Coca, do Clube 7, e entregou o cheque... E assim o cheque do Ciro rodou o Brasil inteiro. Depois de passar de mãos em mãos, o cheque foi parar na mão de seu Bastião, que estava no SPC porque devia para seu Manoel, da mercearia lá de Minas, e ele pagou a dívida com o mesmo cheque, que voltou pras mãos do seu Manoel. Acontece que o Ciro não passou para o segundo turno e na segunda-feira de manhãzinha, foi até a mercearia e pegou o seu cheque de volta, rasgando-o ali mesmo, enquanto resmungava:
- Mesmo vocês não votando em mim, cumpri o que prometi!
Basta saber: quem ficou com o prejuízo, depois que o Ciro tirou todo mundo do SPC?!
Rá, rá, rá, rá... É por essas e por outras que dizem que a economia do Brasil é uma piada!
Minha Santa Piriquita da Cova Funda! Por causa de uma situação assim, a Câmara também não votou na eleição para presidência do Legislativo palhocense na sessão de segunda-feira (8). Os vereadores se preparavam para votar, quando o Neném fez uma conta para ver se conseguia vencer a eleição. Ele tinha 1/2 dos votos; o Pakão, 1/3; e 1/9 dos vereadores estavam mais pra lá do que pra cá. Como a Câmara têm 17 vereadores, para não partir um deles ao meio, pois quem estava querendo fazer isso era o Pakão, o Neném pegou um emprestado do “Grupo dos 10” para colocar em sua conta, depois ele devolveria, pois já tinha voto sobrando. Assim a Câmara ficou com 18 vereadores. Neném então pegou os seus 1/2, dividiu por 18 e comprovou que tinha 9 votos, o Pakão tinha 1/3, dividiu por 18, portanto ficou com 6 votos e 1/9 dos 18 que ninguém sabia pra onde ia, somou 2. Foi aí que a giripoca piou, pegou seus 9, somou aos 6 do Pakão e mais os 2 que estavam em cima do muro, o resultado deu 17. Onde foi parar o eleitor do Pakão ninguém sabe dizer até agora! Rá, rá, rá, rá... 
Conclusão: vendo que tinha vereador oculto na conta do Neném, a turma do Pakão picou a mula e deixou a sessão sem quórum, o que impossibilitou a realização da eleição na segunda-feira! Se bem que depois do pau-pau de segunda, na sessão de terça foi só beijo-beijo! É por isso que eu digo: eu morro, vou morar perto da Câmara de Vereadores e não vejo tudo!
Daí, né, perguntaram para o Pakão: “Por que você pediu a antecipação das eleições para presidência da Câmara para este mês de outubro, ao invés de deixar que acontecesse lá no final do mês de dezembro?! 
Ele respondeu:
- É que eu não sou peru pra morrer às vésperas do Natal!
Rá, rá, rá, rá... Preferiu morrer antes e não em época de festas!
Rá, rá, rá, rá... Kinaba, não!
O Jorge da dona Bilóca foi na sessão da eleição para a presidência da Câmara e me disse: “Imagine um Neném-bomba nascendo: ele nasce com vários cordões umbilicais, um de cada cor, e o médico tem que cortar o certo senão ele explode! Assim foi a sessão”.
Ééééééé... o posicionamento e a postura de alguns vereadores da Câmara vêm dando o que falar. Nesta quarta-feira (10), numa sala de aula de um colégio de Palhoça, a professora perguntou:
- Pedrinho, qual a profissão de seu pai?
- Advogado, fessora!
- E a do teu, Mariazinha?
- Empresário, ele tem uma padaria.
- E o seu pai, Aninha, o que faz?
- Ele é funcionálio da Plefeitula!
- E o teu pai, Juquinha, o que faz?
- Ele... ele é dançalino numa boate gay lá em Frolianópolis.
- Como assim?! - pergunta a professora, surpresa.
- Fessora, ele dança na boate vestido de muler, com uma tanguinha minúscula de lantejola; os home passam a mão na bunda dele e botam dinhelo no elásco da tanguinha e depois saem pra fazer pograma com ele!
A professora rapidamente dispensou a classe, menos o Juquinha. Ela se dirige ao garoto e pergunta:
- Menino, o seu pai realmente faz isso?!
E o Juquinha, envergonhado:
- Não, fessora. Agola que a sala tá vazia eu posso falar! Ele é veleadô na Câmela de Palhoça... Mas depois que assisti à sessão de segunda-fela, me dá uma velgonha danada falá que mô pai é veleador na frente dos otos!!
Fui, fui ver se ninguém mais foi esfaqueado; fui ver se o Mauro Mariani já chegou no segundo turno; e vou indo mais cedo porque tenho que passar numa vidente amiga minha do Aririú pra saber se o Neném vai dar um aninho de sua vida para o Pakão ou não! Rá, rá, rá, rá... Nós sofre, mas nós goza!!

 



Publicado em 11/10/2018 - por Beltrano

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