Beltrano - Edição 709

Só com muita Ave Maria e muito Pai-Nosso em Cruz


Ave Maria cheia de graça...
Nos livre de pagar mico
Vem chegando uma eleição
Com um caminhão de político
Vão prometer um mundo novo
Usando o fiofó do povo
Pra urna virar pinico.

Senhor é convosco, bendita sois vós...
As promessas e benesses de campanha
Que depois são esquecidas
Numa grande artimanha
Vote certo, pense bem
Não venda o voto a ninguém
Não caia em papos de aranha!

Entre as mulheres, bendito és fruto...
Pois participas desta disputa
Só deves votar no ano que vem
Se tiveres certeza absoluta
De que estarás votando certo
E não mais uma vez num esperto
Que não passa de um filho da Tuta.

Do vosso ventre, Jesus...
Vai sair candidato pra chuchu
Com eles, vem um exército
De sanguessuga e urubu
Fazendo dos governos, poleiros
E como bicho carpinteiro
Deixam-nos com cara de jacu.

Santa Maria, mãe de Deus...
O político não tem mais jeito
Pelo povo e para o povo
Não sobrou nem o respeito
E para não perder a teta
Faz pacto com o capeta
Pra mais uma vez ser eleito.

Rogai por nós, pecadores...
Que pagamos todos nossos pecados
Sofrendo na mão do político
Aproveitador e desnaturado
Que engambela o eleitor
Dizendo do pobre ser provedor
Com aquele seu papo manjado.

Agora e na hora de nossa morte...
Vão dizer que são bacanas
Abraçando o inocente eleitor
Pro próprio bolso encher de grana
O povo cansado de pagar tributos
De saco cheio, anda puto
Em ver tanto político sacana.

Pai nosso, que estais no céu...
Uma opção é o Ivon, o coronel
Que vai pra terceira eleição
Navegando num barquinho de papel
Ao PSL já pediu abrigo e amparo
Reza pra que continue a “onda Bolsonaro”
E pra que o Moisés seja seu Papai Noel.

Santificado seja o vosso nome... Palhoça
Que lança o vereador Luciano Pereira
Que tem botado a boca no trombone
Todas as segundas e terças-feiras
Diz que pra Palhoça tem a solução
Mas sabe que pra ganhar a eleição
Terá que enfrentar muita tranqueira.

Vem a nós o vosso reino... o Jean Negão
Que clama que o eleitor acorde 
Com bagos de feijão fez feijoada
Embora nem todo mundo concorde
Analisou os adversários e fez as contas
Não tem medo e vai aguentar as pontas
Pois cachorro que late não morde.

Seja feita a vossa vontade...
No MDB da Dirce e do Ronério
Que pretende entrar na disputa
Pra que volte o novo império
Mas caso isso não aconteça
Seja na corrida ou na cabeça
Já moram perto do cemitério.

Assim na terra como no céu...
Essa eleição será batuta
Com mais de 10 pré-candidatos 
Palhoça nesse cenário debuta
E o Camilo lá no Executivo
Vai servir como aperitivo
Uma boa salada de fruta.

O pão nosso de cada dia...
Terá que ser repartido
A ideologia foi pras cucuias
Ninguém vota em partidos
Vai ter até mulher casada
Na boca do povo falada
Por não votar no marido.

Nos dai hoje e perdoai nossas ofensas...
Pois o Alberto também quer a indicação
O Eduardo Freccia, mesmo calado
Espera a derradeira promoção
O Rosiney, na saúde quer também
O mesmo também quer o Neném
O que ninguém quer é segurar na alça do caixão.

Assim como nós perdoamos...
Os erros dos jacarés e crocodilos
Na política de Palhoça
Ninguém vai dormir tranquilo
Uns nas vidas de outros se metem
Vivem a vida brigando pela internet
Em nome do Ivon e do Camilo.

A quem nos tem ofendido...
Perdoar virou uma tolice
O Jiraya ainda é um político jovem
Pode deixar chegar à velhice
Assim como o Ivon quer dar o troco
O que muitos por aí andam loucos
É pra ganhar uma vaga de vice.

Mas não nos deixe cair em tentação...
De na eleição não escolher bem
Que nosso voto tenha mais valor
Do que aquele trocado por uns vinténs
Nesta novela mexicana eleitoral
Afaste de nós os caras-de-pau
Livrai-nos desse mal, amém!



Publicado em 03/10/2019 - por Beltrano

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