Pasquim da privada... vida pública

Estes meus singelos versos 
Têm a função de dizer 
Que houve troca-troca  
Mas ninguém deve temer 
É certo que a verdade
Na nossa bela cidade 
Todos precisam saber.

Segunda foi dia de posse
O Camilo fez reparos
Botou os pingos nos is
Deixou tudo mais claro
Entregou a Prefa pro PMDB
Dando posse ao vice Amaro.

Ao dar posse ao Amaro
O Camilo pediu sereno:
“Não fale muito na Dirce
Para que não ganhe terreno
Não esqueça, por favor
Que meu pai é o Nazareno”.

O Amaro retrucou coeso
Sem querer fez uma careta
“Como é que faço isso?
Se a coisa aqui tá preta
Procurei por toda Prefeitura
Não encontrei uma caneta”!

Antes de sair de viagem
Camilo deu pão e ensino
Deu posse ao vereador Moraes
Que assumiu outro destino
E empossou numa secretaria
O nobre vereador Quintino.

Assumiu o lugar do Nilson
Que saiu pedindo socorro
Vai administrar o Procon
Cuidar de nossos cachorros
Dos consumidores receber elogio
E dos cuidadores tomar esporro!

Quem ficou feliz da vida
Obedecendo à escrita
Foi o Marcelo Prim
Que se deu bem na fita
Vai assumir a Câmara
Juntamente com a Laurita.

Os suplentes do PP
Pra assumir já têm fobia
Se assumir só o Marcelo
Será uma judiaria
Pra suplente entrar na Câmara
É ganhar na loteria

O Moraes recebeu a missão
De tapar buraco nas estradas
Sabe que esse cargo
É uma carga pesada
Vai ter que levar de casa
As suas pás e enxadas.

Não basta assumir o cargo
Precisa ter dedicação
Já pediu ao prefeito Amaro
Que faça uma licitação
Para comprar pros coordenadores
Uns dez carrinhos de mão.
 
Se eu calar minha voz 
Quando é preciso falar 
De ver tanta injustiça 
Neste mundo triunfar 
Fico qual um passarinho
Que as explosões matam no ninho
Lhe impedindo de voar. 
 
Ah! Se eu pudesse valer 
O pensamento fecundo 
Usaria dessa astúcia 
E sem perder um segundo 
Dava um fim à “suplicância”
Protegeria toda a vereança 
Dava cargos pra todo mundo. 

Vou terminar estes versos 
Depois deste parecer: 
Quem fizer a coisa certa 
Não vai se arrepender 
A bondade e a verdade
Não têm cheiro nem idade
Sempre vão prevalecer.

Momento poético para relaxar (eu disse pra relaxar e não pra dormir):
Batatinha quando nasce
Se esparrama pelo chão
Ai meu Deus!
Vou ter que catar tudo de novo!!
Gostaram? Então vai outra:
Subi num pé de laranjeira
Pra ver meu amor passar
Meu amor passou...
E eu desci todo arranhado do pé de laranjeira!!
Lindo, né?! Lindo!! Adoro poesia! Adoro!!
E depois de tanta posse na Prefa, teve um vereador que foi até o aeroporto se despedir do Camilo e lá entregou um Pão-Com-Deus, que dizia mais ou menos assim: 
“A sempre-viva quando nasce 
Toma conta do jardim
Eu também quero arranjar
Quem tome conta de mim”!
A Secretaria de Saúde de Palhoça esclarece: “O amor não é aquilo que te pega de surpresa e te deixa totalmente sem ar. O nome disso é asma”! O Margarida me mandou seu Pensamento do Bambi. Ele diz que “o amor não te faz ver o mundo cor-de-rosa. O nome disso é viadagem”!! Rá, rá, rá, rá... 
Por falar em viadagem, você já foi a um velório de um bicha? Não?! Ô classe desunida, não?!?!



Publicado em 03/05/2018 - por Beltrano

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