BondEconomia - Edição 634

NEGÓCIOS DE CERVEJA QUE ENGATINHAVAM ATÉ O ANO PASSADO JÁ ESTÃO ADULTOS 

Na coluna de 14 de março do ano passado, a gente falou aqui de novos negócios que estavam sendo gerados pelo mercado de cerveja artesanal em SC e por polos cervejeiros como o que está se consolidando em Jaraguá do Sul, onde além das reconhecidas marcas Karsten e Maestro, já existe até o Empório Homebrew, loja de materiais para produção da bebida.

Entre os negócios que estavam começando, um deles era o Entreposto, na região do circuito gastronômico da Rua Bocaiúva, em Florianópolis. A proposta era a de um novo conceito: um bar com 12 torneiras (oito próprias e quatro convidadas), água de graça, um ou dois tipos de snacks para beliscar, onde o freguês pode pedir comida pelo delivery e hora pra fechar: 10 da noite. “A gente tinha como base a fábrica de cerveja que montamos em Rancho Queimado”, lembra o empresário Ronaldo Ferreira (ao centro, na foto), um dos maiores conhecedores de cerveja do estado.

Porém, o Entreposto, que seria uma forma de divulgar e distribuir a cerveja da fábrica, acabou se transformando num dos grandes sucessos do circuito Bocaiúva, com casa cheia especialmente às quintas e às sextas-feiras, quando as torneiras chegam a abastecer 600 copos a R$ 10. Com esse desempenho, no final do ano passado Ronaldo resolveu partir para um voo mais solo. Vendeu a parte dele na fábrica de Rancho Queimado e ficou com o Entreposto. Ao mesmo tempo, tinha aberto uma franquia no bairro Santa Mônica, com o empresário Glauco Emerich. E foi com o próprio Emerich que Ronaldo se associou para montar uma nova fábrica, em São José, e produzir as cervejas que levam a sua marca, Bruxa. Já ganhou prêmio: medalha de prata no Concurso Brasileiro de Cervejas, em Blumenau, com a ‘farm house’ Bruxa 9, que os fazendeiros belgas e franceses faziam para o verão.

 

 

NO BALCÃO, O VIAJANTE CERVEJEIRO 

A fábrica da Bruxa em São José (foto) produz 4 mil litros por mês, suficientes para abastecer as duas lojas Bruxa do Bosque/Entreposto e também alguns bares de referência em cerveja artesanal. Ronaldo Ferreira diz que está muito satisfeito com a escolha ao comprar os equipamentos: “Foi feito pela Allbot, do Loreno Minatti, em Jaraguá do Sul, e eu recomendo”. Com tanta excelência, mas com uma fábrica pequena, Ronaldo quer fazer produtos personalizados, dar cursos e levar os clientes para executarem suas próprias cervejas. “A gente tem que ser diferente”, afirma.

E um diferencial do negócio está atrás do balcão do Entreposto: Edson Carvalho Júnior (à esquerda, acima), o já famoso Viajante Cervejeiro, e o artista plástico Rodrigo Level (à direita). A dupla orienta os clientes com relação aos sabores que saem das 12 torneiras e tem boas histórias para contar. Tantas que Edson escreveu até um livro – lançado no Festival Nacional da Cerveja, em Blumenau – chamado “De carona até o próximo bar”, em que relata com muito sabor as aventuras da sua viagem por todo o Brasil em busca das cervejas artesanais. Se você ficou com água na boca, visite o blog www.viajantecervejeiro.com.br, e compre o livro para ler acompanhado de uma gelada artesanal. Saúde!

 

 

BUBBLE MIX 

Uma versão contemporânea e lúdica da tradição milenar asiática de consumir chás chega à Grande Florianópolis. Foi inaugurada a primeira franquia da Bubble Mix Tea, no Continente Shopping, em São José. A abertura da unidade de Balneário Camboriú, no Balneário Shopping, está programada para o dia 28. A Bubble Mix, pioneira no segmento no Brasil, traz uma proposta diferente na forma de consumir chás: são combinações de sabores, com apelo visual, aromas e texturas que surpreendem, por conta das pérolas de tapioca, jellys (cubinhos de polpa de coco saborizadas) e poppings (cápsulas de alga com suco de frutas), que explodem na boca e vão adicionando mais sabor e doçura aos chás, aguçando o paladar.“Nossa proposta é essa: oferecer junto com os chás momentos de prazer, de relaxamento, de diferentes sensações boas. Não vendemos somente bubble tea. Vendemos felicidade”, acredita Marco Zanardini, dono de duas franquias em Curitiba e das novas unidades.


ALÔ BEBÊ

O Continente Shopping, do grupo Almeida Junior, foi o escolhido para receber a primeira unidade da Alô Bebê na região da Grande Florianópolis. A marca é a maior rede de lojas de produtos infantis do Brasil. Com um investimento de R$ 2,5 milhões, a filial deve abrir as portas em maio e vai gerar 35 empregos diretos. A rede, com 27 lojas no país, já conta com duas unidades no estado, ambas em shopping centers da Almeida Junior: uma em Balneário Camboriú, no Balneário Shopping, e outra em Joinville, no Garten Shopping. “Estamos investindo na consolidação da nossa presença na região Sul por ser uma área com grande potencial de mercado”, diz a gerente de Marketing Fabiana Milan. 


TARTARUGAS

Para promover a educação ambiental, o Shopping Mueller, de Joinville, recebe até o dia 15 de abril uma exposição do projeto Tamar. Um monitor ficará disponível para recepcionar os visitantes e alunos de escolas da cidade e da região que buscam por conhecimento. Em uma visita autoguiada com banners explicativos, réplicas de animais em tamanho real, cascos de tartarugas, ovos e filhotes conservados em formol, o público poderá conhecer melhor o projeto. O Tamar tem um Centro de Visitantes na Barra da Lagoa, em Florianópolis.


SOMMELIER

Falando em cerveja artesanal, é bom a gente lembrar que até pouco tempo sommelier no Brasil era algo relacionado apenas ao vinho, mas isso mudou radicalmente com a expansão do mercado cervejeiro nacional nos últimos anos. Com a valorização desse profissional cada vez mais requisitado, interessados em se tornar especialistas na bebida se multiplicaram. Em Santa Catarina não foi diferente: o Science of Beer Institute, escola especializada em Florianópolis, oferece a partir de 14 de abril um curso para formação de sommeliers de cerveja. Liderada por Amanda Reitenbach, doutora em engenharia química, a escola é referência nacional em educação cervejeira. 


MICROFINANÇAS 

Fazer um pequeno negócio crescer não é tarefa fácil, principalmente no Brasil. Altas taxas tributárias se somam à dificuldade de crédito e, assim, costumam inviabilizar muitas ideias. Mas a tecnologia pode ajudar a resolver esse problema. Por isso foi criada a startup BOM, fintech que foi acelerada pela Spin, de Jaraguá do Sul, e acaba de firmar uma parceria pioneira com a Credisol. Juntas, elas têm o objetivo de impulsionar a aplicação de microcrédito no interior do Rio Grande do Sul e, depois, também em Santa Catarine e no Paraná. 


PLANOS

De acordo com Ícaro Burtet Moura, CEO da BOM, a meta de aplicação é de R$ 20 milhões no Planalto Médio Gaúcho, onde as operações já começaram. Depois devem ser injetados mais R$ 50 milhões para atender microempreendimentos catarinenses e paranaenses. “Nosso objetivo é aumentar o número de negócios beneficiados e incrementar o setor de parcerias do BOM para que o Sul do Brasil seja reconhecido como o lugar onde os pequenos negócios são realmente levados a sério”, diz o empresário. 


SEST SENAT

O Sest/Senat anunciou que construirá uma nova unidade em Rio Negrinho, com investimentos de R$ 10 milhões. O projeto apresentado ao prefeito Julio Ronconi pela gerente da entidade, Gladis Pereira, tem 2 mil metros quadrados de área construída numa área no Bairro Industrial Norte, às margens da BR-280.



Publicado em 12/04/2018 - por Luiz Fernando Bond

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