Editorial - Edição 642

Na fumaça do consumo


São muitos os apelos de consumo com alvo na juventude: beba, curta, compre... fume! Esses são apenas alguns dos clamores que martelam a cabeça de quem é, ou não é, cabeça feita. Estudos neurológicos e psicossociais mostram que durante a adolescência evidencia-se uma latente necessidade de identidade social. É a fase em que se está mais suscetível à influência do outro. Esse dado corrobora, por exemplo, o alto índice de uso de álcool (aproximadamente 50% dos jovens com idade entre 12 e 17 anos já fizeram uso) e tabaco durante a juventude.

Embora esteja proibida a publicidade de cigarro, há, em nossa cultura, dezenas de menções em filmes e games ao produto, o que acaba por ter um efeito subliminar, ligando o hábito à sensualidade e ao charme.

Um recente estudo com 3.690 escolares com idade entre 13 e 15 anos mostra que há uma crescente escalada no número de fumantes entre os jovens do Sul do Brasil. Em Curitiba, houve crescimento de 12,6%; em Porto Alegre, 17,7%; e em nossa capital, Florianópolis, 10,7% a mais de jovens estão consumindo cigarros.

Na última década, muito se falou dos efeitos devastadores ao corpo humano do uso do cigarro. Mas por que os jovens fumam cada vez mais? Eis um bom tema para que escola, família e sociedade se debrucem.

Esta semana você vai acompanhar uma reportagem sobre esse assunto e ela pode servir de parágrafo inicial para uma conversa franca sobre o tema. Topa?



Publicado em 07/06/2018 - por Palhocense

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