Palavra Palhocense - Falando-serio

Falando Sério - Edição 634

O orgulho de ser brasileiro


Quando eu estudava no Instituto de Educação, estava com 13 anos de idade. Antes do início das aulas, formávamos no pátio e cantávamos, em posição de sentido, além do Hino Nacional Brasileiro, outras músicas que incentivavam a ética e o civismo. Havia uma que começava assim: “Brasil, teu povo é forte como é grande a tua glória (...)”. Todos nós cantávamos com muito entusiasmo.

Sou de uma geração que aprendeu, desde cedo, a amar a Pátria, desde meus primeiros anos escolares no Venceslau Bueno, com ótimos professores e professoras que davam exemplo de vida. Trabalhei pesado desde meus oito anos de idade, servi ao Exército e fui, com muito orgulho e muita ética, promotor de Justiça.

Quando criança e adolescente, jamais imaginei que este Brasil que tanto amei e amo, viesse a se transformar em um ninho de malfeitores ocupando altos cargos na hierarquia administrativa da nação.

Aprendi que era uma honra ocupar, por mérito, altos cargos na administração do país, desde o menor município até a capital federal. Estava consciente de que funcionários públicos, desde o menor ao maior cargo da nação, eram e são SERVIDORES PÚBLICOS, pagos com o dinheiro dos impostos.

Imaginemos os mais de 5.500 municípios, com prefeitos, vereadores e funcionários, sabedores que somos de que apenas uns 3 mil têm condições de ser município! Sabemos que a grande maioria deles serve apenas para enriquecer corruptos, indivíduos sem ética e sem vergonha na cara. Imaginemos, também, essa imensidade de partidos políticos avançando nos cofres públicos. É melhor não pensarmos muito, senão podemos morrer de vergonha.

É muito triste termos que assistir à prisão, por corrupção, de um ex-presidente da República. Mais triste ainda é assistirmos ao vergonhoso espetáculo de violência oferecido por um povo, também sem ética, como seus ídolos de barro.
A exploração política das “ditaduras populistas” de esquerda ou direita, ambas mentirosas, que só servem para que uma parcela da sociedade possa roubar mais do que a outra, transformam a liberdade de pensamento numa escrava do poder ditatorial.

Jamais devemos defender ladrões mentirosos que roubaram e destruíram a Petrobrás, o sistema bancário e envergonharam o país perante o mundo.

Políticos, empresários e funcionários sem moral e sem ética, sem vergonha na cara, continuarão a roubar nosso Brasil enquanto o povo não aprender a votar.

Estamos nos aproximando de uma nova eleição. Será que o povo aprendeu o que é ter ética e amar o seu país?

 



Publicado em 12/04/2018 - por Juarez Nahas

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