“A máquina pública tem que ser como uma empresa”

Entrevista com o candidato a deputado estadual Anderson Jiraya (PHS)

14e1ab79ca8f424a2d4627c5f35d9cbe.JPG Foto: NORBERTO MACHADO

Começa nesta edição do Palhocense uma série de entrevistas com os candidatos da cidade a deputado estadual e federal. Uma oportunidade para que os leitores possam conhecer e também saber das propostas de cada um para essas eleições. As entrevistas estão sendo feitas em ordem alfabética (primeiro com os candidatos à Alesc, e depois, com os postulantes a uma vaga na Câmara dos Deputados, em Brasília) e por isso o primeiro candidato a se apresentar é Anderson “Jiraya”. Casado, pai de dois filhos, o empresário Anderson Freitas Candido, de 32 anos, nasceu e se criou em Palhoça, município onde também constituiu sua família. 

Jornal Palavra Palhocense - Qual a importância de Palhoça ter um representante na Alesc?
Anderson “Jiraya” - É de extrema importância para o município ter, não um só, mas vários candidatos a deputado estadual, porque mostra a força do nosso município. Vamos conseguir trabalhar com vários projetos e também ajudar o prefeito atual. Quanto mais representantes de Palhoça na Assembleia Legislativa, melhor para o povo de Palhoça.

JPP - Qual a principal bandeira que pretende defender na Alesc?
Jiraya - A saúde na área de queimados. Existe uma grande deficiência no município e no estado. Eu passei por essa situação: quando criança, eu tive 30% do meu corpo queimado e venho acompanhando ao longo dos anos e percebo que nada melhorou na saúde na área de queimados. Se uma criança nossa precisar, só em Florianópolis; se for adulto, só em Lages. Então, eu quero melhorar essa locomoção, ampliar, fazer novos projetos, dar melhorias às que já existem, às UPAs e hospitais.

JPP - Mesmo não sendo da atual sigla do prefeito de Palhoça, como se daria a relação da sua legislatura com a administração municipal?
Jiraya - No meu ver, eu sou representante das pessoas, do povo e não de sigla partidária. Eu sendo eleito, vou ajudar o prefeito atual e nas próximas eleições também o que for eleito. Assim como também vamos apoiar o governador, independente de sigla partidária, porque somos representantes do povo. Vamos procurar ajudar nos projetos, fiscalizar também e quando tiver que aplaudir, vamos aplaudir e estar juntos; mas se fizer coisa errada, vamos fiscalizar. Tudo para melhoria do nosso município e do estado de Santa Catarina.

JPP - Como tem sido a receptividade da sua candidatura junto ao eleitorado?
Jiraya - Eu só posso agradecer, pois diante do contexto nacional da nossa política, que não está boa, tudo vem favorecendo o “novo”. As novas lideranças que vêm surgindo, pessoas que estão se lançando pela primeira vez ou que tenham vontade política, que são gestores, não políticos, ou seja, são “o novo” e não tem aquele “ranço” da velha política de troca de cargos e de benefícios próprios. Eu, graças a Deus, não preciso da política para sobreviver, estou aqui dando meu nome e quero sim trazer benefícios para nosso município de Palhoça e o estado de Santa Catarina.

JPP - A segurança pública tem sido um problema constante em Palhoça. Como deputado estadual, como pretende ajudar a combater a criminalidade?
Jiraya - Vamos criar, junto com a nossa bancada, até já temos um projeto, para junto com o novo governador eleito ampliar o efetivo da polícia em 5 mil novas vagas. Só que isso tudo não adianta, ajuda, mas tem que ter tecnologia junto para favorecer e integrar todo o município e o estado de Santa Catarina. Temos hoje, atualmente, inteligências artificiais, monitoramento, temos que mapear todo nosso estado para que não fuja nada da nossa alçada. Só através de efetivo e principalmente de inteligência artificial, ou seja, tecnologia trabalhando em conjunto.

JPP - Há duas situações preocupantes em Palhoça ligadas diretamente a essa questão da segurança: as drogas e os moradores de rua. Como enfrentar esses problemas?
Jiraya - Acredito que melhorando a segurança, baixando o alto índice de criminalidade, vamos conseguir também diminuir as drogas. Também tem vários outros fatores envolvidos. Eu acredito que obviamente com projetos e emendas parlamentares, vamos ajudar o prefeito, a Secretaria de Assistência Social do estado, para ter esse corpo a corpo com as pessoas, com a família, pois a meu ver vem de casa isso. Obviamente com toda ajuda do policiamento e do assistencialismo vamos conseguir muito.

JPP - Palhoça não tem uma estrutura complexa na área de saúde, como um hospital. Como você poderia ajudar a mudar esta realidade, se eleito?
Jiraya - É primordial o município ter vários representantes na Assembleia Legislativa, porque só assim vamos ter força para buscar recurso federal para essa imensa obra. Óbvio que o município de Palhoça precisa de um hospital urgente, mas obviamente precisamos primeiro dar condições às UPAs existentes, prontos-socorros e pronto-atendimentos, para depois pensar em um hospital. Obviamente no estado nós temos nosso vizinho que é o Hospital Regional, que temos que dar condições, fiscalizar, assim como o hospital de Biguaçu. Também, como eu falei, temos o de Lages, que atende adultos queimados, que é minha bandeira principal. Vamos criar alas para adultos queimados também no nosso município, em Florianópolis. Por que só Lages atende adultos queimados, por que em Florianópolis não pode atender também? Por que só em Joinville são os três hospitais de excelência na área de queimados? Por que nosso município também não pode atender? Por isso vamos juntar, quanto mais candidatos eleitos do município melhor.

JPP - A educação é um dos grandes desafios para transformar o país em uma nação desenvolvida. Quais suas propostas para a educação?
Jiraya - Sabemos que a educação é a base de tudo. Não é rápido, é a longo prazo. Temos que mexer nas origens, na educação, na família, então primeiramente sabemos que no nosso município o déficit de vagas em creches é imenso, por isso estamos aqui para ajudar o prefeito atual. Vamos apoiar com emendas parlamentares para aumentar o máximo dessas vagas e assim ajudar as mães e pais que não conseguem trabalhar. Isso gera um ciclo social que é imenso, então sabemos que temos que mexer na educação, resgatar o respeito pelos professores e alunos. Começar pelos pequenos, porque só assim vamos conseguir mudar o futuro da nossa nação.

JPP - Muito se tem falado no problema da corrupção na política brasileira e na “politicagem”, no uso da máquina pública como cabide de empregos para cabos eleitorais. Como enfrentar esse problema?
Jiraya - Primeiramente, as pessoas acham que é fácil ser político hoje. Para a gente, “o novo”, pessoas sérias, honestas, que querem se lançar para mostrar que dá para fazer uma política séria e justa. A gente já cai na vala comum desses outros candidatos que usam a máquina pública de forma errada. Por isso é de extrema importância as pessoas estarem cientes, não se venderem, não fazerem moeda de troca. Obviamente que prejudica muito os candidatos que já estão na máquina pública, que estão usando essa arma, dessa maneira, com cabide de empregos, para ter benefícios próprios, então quem acaba sofrendo são as pessoas. Tenho uma visão diferente, penso que a máquina pública tem que ser como uma empresa, você não precisa saber tudo, mas tem que ter gente qualificada e capaz, tem que cobrar resultados. Só assim a gente vai melhorar a vida do nosso município e também do estado de Santa Catarina. Esse é o grande ponto, que as pessoas acham fácil ser político, mas somos tachados de corruptos, ladrões, mas as pessoas que nos conhecem, conhecem nossa família, nossa história, sabem que não somos. Sabem que a nossa intenção é a melhor possível, que queremos fazer, mostrar que dá para fazer. A política é a única arma de transformação em massa, a gente consegue ajudar uma família ou outra a melhorar, mas o povo é só através da política, da nova política.

JPP - O trânsito é um dos principais problemas de Palhoça e região hoje. Como parlamentar, como poderá ajudar a aliviar o problema do trânsito? Que proposta teria nesta área?
Jiraya - Eu, como trabalhador, gestor, atuo no ramo de transporte, então eu sofro bastante com esses engarrafamentos na nossa cidade. Pode acontecer um acidente em Biguaçu ou em São José que a nossa cidade para, por quê? Claro que depois de eleito nós vamos fiscalizar o rodoanel, que já era para estar pronto e só ficam adiando e arrumando problemas. Claro que é bem complexo, mas vamos ajudar e deixar as pessoas cientes do que está acontecendo. Sabemos que depois de pronto irá desafogar o número de caminhões, que é meu ramo. Sabemos também que o transporte público precisa de apoio, por isso vamos abrir novas licitações, novos concursos, novos modais. Outra coisa que vai ajudar também o nosso transporte público é (...) o transporte marítimo. Através de um deputado estadual, federal, junto com o governador e os demais prefeitos da Grande Florianópolis, vamos conseguir fazer o transporte marítimo acontecer, porque não adianta só Palhoça ter um terminal aquático se os demais municípios não estiverem integrados para juntos melhorar. Outro projeto que a gente tem que lutar é a nossa Beira-Mar de Palhoça para interligar junto à Beira-Mar de São José e de Biguaçu. (...) Essas são as nossas ideias, que vamos lutar junto com a nossa bancada, com os deputados estaduais, federais e com nosso governador eleito para trabalhar e melhorar a vida da Grande Florianópolis no transporte.



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