Asilo precisa de ajuda

Estrutura precisa de uma revitalizada, mas entidade que mantém a casa não tem condições de arcar com reforma

26e235cc077d4777386b2933f3793ff3.JPG Foto: NORBERTO MACHADO

Texto: Isonyane Iris

Com mais de 20 anos de história e abrigando, atualmente, cerca de 22 idosos, a Casa Santa Maria dos Anjos, no Caminho Novo, precisa de reformas estruturais e melhorias com urgência. Administrada pela Ação Social Paroquial de Palhoça, entidade ligada à Igreja Matriz, a casa se sustenta de doações; no entanto, as despesas atuais impedem a captação de recursos para as intervenções. 

A casa começou com a dona Lalinha. Sem conseguir manter os trabalhos, ela passou para a instituição Ordem Franciscana Secular, que são leigos franciscanos que se dedicam ao trabalho social. Pouco tempo depois, a casa foi passada para a paróquia, que com a Ação Social começou a administrar o asilo há mais de oito anos. “Cada ano tem sua dificuldade. Hoje sobrevivemos apenas de doações, no passado houve um repasse da Prefeitura, resultado de um acordo com o Ministério Público, mas já faz dois anos que não recebemos nenhuma contribuição pública”, explica o padre Leandro José Rech, que também é presidente da Ação Social.

Portas, corrimãos, paredes, banheiros e até o elevador estão precisando de atenção. Há um mês, o muro lateral do asilo também caiu, mas com a ajuda de alguns parceiros, está sendo possível construir novamente, faltando apenas o acabamento. Outro problema tem sido a questão financeira do asilo, que segundo a administração, está comprometida. Entre fazer o pagamento dos salários e arcar com os encargos sociais, a prioridade tem sido os salários. 

Mensalmente, o asilo arca com as despesas de 18 funcionários e colaboradores. “Temos um gasto fixo por mês próximo dos R$ 40 mil com funcionários, sem contar as contas de água, luz e outras despesas. Diante disso, hoje não temos condições de investir em uma reforma do prédio, que inclui pintura, instalação elétrica, hidráulica e ainda outras melhorias necessárias”, explica o padre.

Atualmente, a casa, que abriga 22 idosos, poderia estar atendendo cerca de 30, se passasse por algumas reformas e melhorias. A casa tem capacidade e o corpo técnico também é capaz de atender cerca de 30 idosos, segundo a legislação, mas o problema são as adequações necessárias para que isso aconteça, como por exemplo, novos guarda-roupas e ainda a troca de outros móveis. “Pedidos não faltam para receber novos idosos, mas só vamos fazer isso quando tivermos condições de atender bem”, destaca o padre Leandro.

Além das doações, o asilo tem pensado em algumas estratégias para ajudar no orçamento. Uma vez por mês, alguns eventos são realizados na paróquia, e uma vez por semana, pães estão sendo feitos por voluntários, que também têm aproveitado as frutas doadas, e que os idosos não estão dando conta de consumir, para produzir doces e vender aos fiéis junto com os pães após as missas. 

Outra ideia é aproveitar um espaço no asilo e construir uma sala de costura para a confecção de estopas. O objetivo é aproveitar as roupas que são doadas e não têm condições de serem vendidas no brechó para fazer estopa. A confecção seria feita pelos voluntários e vendidas como forma de ajudar também nas despesas do asilo. “Nosso primeiro passo é conseguir as máquinas de costuras, depois construir a sala, já que espaço nós temos. As ideias são muitas, só nos falta o orçamento para colocar em prática”, destaca o padre.

“Dois extremos da vida que o Papa Francisco nos exorta a cuidar são as crianças e idosos. A nossa preocupação são os idosos, porque existem leis que obrigam os pais a colocar as crianças na escola, obrigam a Prefeitura a ter creche, porém o idoso não está tão amparado ainda. Infelizmente, no município de Palhoça o único asilo que tem registro no Ministério da Assistência Social e quem tem condições institucionais de acolher idosos e receber recurso público é o nosso, por isso temos feito esse esforço de manter essas condições. Temos que cuidar dos idosos, depois de um tempo eles se tornam descartáveis para a sociedade, porque não são mais úteis. Por isso, eu convido os leitores a fazer algo pelos idosos, mesmo que não seja pela nossa casa, mas faça algo pelos idosos”, pede o padre Leandro. 

Para a realização da reforma, a casa tem feito a captação de doações em dinheiro e também dos materiais necessários. Além disso, o local também precisa de materiais de limpeza e alimentos. Você pode ajudar? Entre em contato pelo telefone 3242-2478, com Rosália, ou direto no endereço: rua Padre João Batista Réus, número 1040, no Caminho Novo.



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Créditos: NORBERTO MACHADO NORBERTO MACHADO
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