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Autopista fala sobre o Contorno Viário na Fiesc

Trecho de Palhoça é o mais atrasado. Previsão de conclusão é para 2020

16be8adb8527c09ba327f3d678e7f5b2.jpg Foto: DIVULGAÇÃO

Desapropriações de 175 propriedades, licença ambiental de 3,6 quilômetros e aprovação do projeto orçamentário, revisado por causa da mudança de traçado, são os três fatores que atrasam a conclusão do Contorno Viário da Grande Florianópolis, segundo o engenheiro Marcelo Modolo, que atua na Arteris (concessionária da BR-101) como superintendente da obra. À Câmara de Transporte e Logística da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), ele relatou o andamento da obra, que estima ser a segunda maior do Brasil _ atrás apenas do Rodoanel de São Paulo. Informou que 35 dos 50 quilômetros que totalizam o trabalho já foram iniciados e devem ser concluídos até o final de 2019.

Modolo prevê para o final de 2020 a conclusão dos 15 quilômetros restantes, que dependem exatamente da consecução dos três fatores. "Há uma série de entraves que tem impedido a execução total da obra; precisamos ter esses passos todos vencidos para que possamos ver ela concluída", afirmou o presidente da Câmara, Mario Cezar de Aguiar. "Na nossa visão, o prazo dado pela concessionária, de 2020, não será exequível e precisamos de uma pressão da sociedade catarinense no sentido de acelerar os procedimentos para que tenhamos a conclusão dessa obra", avaliou, referindo-se à morosidade de órgãos responsáveis pelas aprovações das demandas, incluindo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Aguiar destacou que a finalização do trajeto se faz necessária para oferecer mais segurança aos usuários e aumentar a competitividade da economia catarinense. Ele entende, no entanto, que a obra não solucionará o problema do tráfego na Grande Florianópolis, pois até seu término a demanda terá aumentado.

No total, o contorno exige desapropriações de 1.018 propriedades, das quais 843 já foram realizadas. Das 175 restantes, 157 encontram-se no trecho Sul, em Palhoça. É neste trecho final da obra que também resta o licenciamento ambiental de 3,6 quilômetros, que tramita no Ibama, e onde ocorreu a mudança do projeto, decorrente da implantação de condomínios residenciais no local do traçado original, o que determinou a necessidade de três novos túneis. A alteração exigiu a revisão orçamentária _ e provavelmente da tarifa de pedágio posterior _, que está em análise na ANTT.

Nos demais trechos, as obras prosseguem e devem ser concluídas até 2019, a se confirmar a previsão do superintendente. No trajeto, restam a execução de um túnel, além de viadutos e pontes. A maior dificuldade, neste caso, são os solos móveis e o excesso de chuvas. Por isso, aterros de acesso a pontes e viadutos estão em fase de compactação, processo que pode perdurar por até nove meses. Mesmo que os canteiros fiquem "em descanso", a estrutura de concreto pré-moldado já está fabricada, informou Modolo.

 

DNIT

Na segunda parte da reunião, o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Santa Catarina, Ronaldo Carioni Barbosa, apresentou a situação atual e perspectivas de obras em seis rodovias federais em Santa Catarina. São as BRs: 101 Sul, 163, 280, 282 (incluindo a Via Expressa) e 285, que têm R$ 300 milhões previstos para 2018 por meio de emendas parlamentares. Mas a liberação desses recursos ainda precisa ser assegurada para o efetivo andamento das obras.



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