Yoga vem conquistando os palhocenses

Nesta sexta-feira (21), é comemorado o Dia Internacional do Yoga, filosofia prática milenar que tem conquistado cada vez mais praticantes em Palhoça

0aa2ab1c0c361fe978c8ad78fc611ec0.jpg Foto: DIVULGAÇÃO

Nesta sexta-feira (21), é comemorado o Dia Internacional do Yoga, uma filosofia prática milenar que tem conquistado cada vez mais praticantes em Palhoça. Locais como o Mahadêva Studio Yoga, na Pedra Branca, e o Studio Yoga Palhoça, no Centro, são exemplos de espaços que oferecem a prática no município. Espaços onde homens e mulheres das mais variadas faixas etárias e condições físicas encontram um momento de conexão física e mental.

O yoga (a língua portuguesa sugere a utilização do vocábulo adaptado “ioga”, mas optamos por utilizar a grafia “yoga” em respeito à transcrição inglesa do vocábulo original, em sânscrito) surgiu há 5 mil anos, na Índia, mas foi somente em 2014 que a Organização das Nações Unidas (ONU) oficializou a data comemorativa, com a aprovação de 175 nações reunidas em Assembleia Geral. O Dia Internacional do Yoga foi proposto pelo primeiro ministro da Índia, Narendra Modi. A Resolução 69/131 da ONU reconhece que o yoga possui uma abordagem holística da saúde e do bem-estar, e que uma maior conscientização sobre os benefícios da prática será benéfica para a saúde da população mundial.

Isso porque o yoga é um conjunto de práticas que buscam o bem-estar físico, mental e espiritual dos praticantes; uma “união”, como sugere a tradução da palavra original em sânscrito. “Não é uma religião, é um caminho em busca do seu próprio conhecimento e do crescimento e evolução pessoal”, comenta a instrutora de yoga Ana Carolina Farias, do Studio Yoga Palhoça. Por meio da execução de posturas psicofísicas, a prática regular do yoga desenvolve o físico, melhora a memória e a concentração e também ajuda a diminuir o estresse do dia a dia. “O yoga segue para teu desenvolvimento pessoal”, afirma o instrutor Lerivan Ribeiro, da Mahadêva Studio Yoga.

Lerivan escolheu nomear seu estúdio como Mahadêva (deus supremo) em referência a um dos nomes do deus Shiva, o criador do yoga, segundo a mitologia hindu. “Shiva era um bailarino, e com a perfeição dos movimentos da dança, ele desenvolveu uma arte, e essa arte, naquele momento, não tinha nome. Ela foi se chamar yoga, que significa união, integração”, explica. Lerivan reforça a afirmação de que não se trata de uma religião, e sim, de uma filosofia prática. Uma prática que sintetiza força, poder e energia.

Formado em Administração e Marketing, Lerivan fez carreira como corretor imobiliário, mas é no yoga que ele encontra a qualidade de vida que sempre buscou. Ele abriu o Mahadêva Studio Yoga, no Centro Empresarial Pedra Branca, em março do ano passado, e em 2019, precisou buscar uma sala maior, dentro do mesmo prédio, para atender aos mais de 100 alunos que frequentam o estúdio atualmente. Junto com ele, atuam outras três instrutoras, em uma grade de horários bastante flexível, de segunda-feira a quinta-feira, e também aos sábados. “Hoje, minha aula é bem completa. Eu gosto de preparar o aluno, é um momento de preparação. Gosto de ensinar a respirar, a ter uma consciência corporal. Minha aula tem uma parte específica para o respiratório, uma parte específica para o asana (posições), aí a gente conecta o asana com a respiração; e tem a parte do relaxamento, a parte da meditação. Dependendo do nível do aluno, a gente acrescenta os mantras, as mentalizações, e a aula vai evoluindo”, explica.

Ana Carolina também fez carreira no mundo dos negócios. Ainda tem sua empresa, mas o destino a convocou para um novo desafio. Aconteceu por acaso. Em uma viagem à China, uma amiga sugeriu que ela mergulhasse no universo do yoga. Ana Carolina procurou um curso em Florianópolis e logo na primeira vez em que deu uma aula, um novo mundo se manifestou. Então, abriu o Studio Yoga Palhoça, no Centro. “No Studio Yoga Palhoça, realizamos nas aulas as práticas do hatha yoga, que são: as posturas (asanas), respiração (pranayamas), mudras (gestos com as mãos), meditação e relaxamento no final das práticas, com no máximo seis alunos por turma. Nas nossas práticas no Studio, vou lembrado para que o aluno esteja presente, sentindo seu momento, fazendo da sua prática seu momento para estar presente consigo mesmo, sentir a respiração fluir pelo seu corpo, permitir sentir sua energia vital (respiração) e se ver de dentro para fora, abrindo para seu autoconhecimento”, reflete a instrutora.

Seus alunos aprovam. “Pratico yoga há um ano no Yoga Palhoça, e o resultado que adquiri me ajudou e me ajuda muito na minha postura e respiração”, diz a praticante Danúbia Schaimann. “Sou iniciante, estou achando ótimo. Ambiente climatizado, limpo e aconchegante, professora atenciosa, horários flexíveis. Os benefícios da prática são vários, além do bem-estar e da qualidade de vida, que melhora. Me sinto melhor depois que comecei. Recomendo”, concorda Daniela Obrebon.

Ana Carolina observa que, com o estresse e a pressão do dia a dia, as pessoas deixaram de viver o “momento presente”, e com a prática do yoga, aos poucos, o praticante volta a ter pequenos prazeres novamente, a se “vivenciar” mais. A instrutora também indica a prática para o tratamento de ansiedade, depressão e síndrome do pânico, entre outras mazelas do “mundo moderno”. “As pessoas hoje já entendem melhor esta questão da busca da saúde, do bem-estar”, pondera. “Não é que o yoga vai resolver os problemas, mas vai aquietar a mente, a pessoa vai saber lidar mais consigo mesma, aceitar certas coisas ou se impor em certos momentos”, esclarece.

Lerivan concorda que os benefícios do yoga para corpo, mente e espírito já tornaram-se inquestionáveis e cada vez mais a prática ganha mais adeptos em todo o mundo. “Ele não é voltado para a cura, mas pode ajudar, por exemplo, a melhorar a coluna, os intestinos, a asma, a concentração mental... São benefícios; não é a razão de ser do yoga, é mais um efeito colateral positivo”, argumenta.

Os instrutores também concordam em um ponto: não existe uma “exigência”. Cada aluno deve fazer as posturas dentro do seu limite, respeitando seu corpo e suas restrições físicas. “Cada um tem seu tempo de evoluir na sua prática”, finaliza Ana Carolina.



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