De Palhoça para o País das Maravilhas

Felipe Dutra e Mateus Bechi de Melo integram elenco de espetáculo de jazz e balé

68e254b001e507d410e824d2870d5c6c.jpg Foto: DIVULGAÇÃO

Dois moradores de Palhoça vão participar do espetáculo de dança "Alice no País das Maravilhas", que o coreógrafo Fabricio Callabari apresenta nesta quinta (7) e sexta-feira (8), às 20h30, no Teatro Governador Pedro Ivo, em Florianópolis. O ator profissional Felipe Dutra e o estudante de Educação Física da Unisul Mateus Bechi de Melo fazem parte da montagem, que narra com passos de balé e jazz o clássico da literatura infanto-juvenil escrito em 1865 pelo inglês Lewis Carroll e que ganhou inúmeras versões para teatro, TV e cinema.
Em 90 minutos, 87 bailarinos de diferentes faixas etárias e um ator contarão a história da menina que cai na toca de um coelho e é transportada para um lugar repleto de criaturas fantásticas e situações absurdas, como nos sonhos. Neste desconhecido ambiente, ela vive episódios tensos e engraçados, como o tamanho do seu corpo, que se agiganta e miniaturiza. Alice é conduzida na aventura por personagens como o Chapeleiro Maluco, o Coelho do Tempo, as rainhas Vermelha e Branca, o Valete de Copas, a lagarta Absolem, o Gato Risonho e os gêmeos Tweedledee e Tweedledum.
"É uma história bastante complexa, foi preciso algumas adaptações. Eu me preocupei em tirar as partes mais surrealistas e violentas para facilitar a compreensão do público", comenta o coreógrafo Fabricio Callabari, que assina 22 das 26 coreografias do espetáculo; as demais foram criadas pelo bailarino Luiz Prada, que encarna o Chapeleiro Maluco. "Alice é uma história menos romântica e mais ousada, o que me deu muita liberdade de criação. Coloquei vários elementos diferentes em cima do palco, como figurinos mais elaborados e cenários mais divertidos. As caracterizações dos personagens estão muito ricas e bem fiéis ao tema. Creio que irá surpreender o público", explica Fabricio.
O ator de Palhoça Felipe Dutra já trabalhou com Fabricio Callabari. Ele interpretou a Fera, no musical "A Bela e A Fera", em 2016. Felipe conta que o espetáculo foi um sucesso de público e arrancou elogios até mesmo dos mais exigentes espectadores: as crianças. "Foi literalmente uma festa", relembra. "Logo depois desse retorno incrível do público, Fabrício me disse que eu já estava mais do que escalado para o seu próximo espetáculo de fim de ano", revela Felipe. A nova parceria se concretizou há cerca de dois meses, quando veio o convite para fazer uma participação especial em "Alice No País Das Maravilhas". Felipe vai interpretar o pai da protagonista, Alice. "Embora se trate de uma participação pequena, decidi entrar de cabeça no projeto, pois a energia e a qualidade técnica dos artistas da Fabrício Callabari Ballet Studio são fora do comum. Você simplesmente quer estar no meio daqueles artistas, fazendo parte daquilo tudo, vivendo aquele momento", expressa. 
Logo no início do espetáculo, o pai de Alice tem uma conversa com ela, ainda criança. Alice pensa que está ficando "maluca" por sonhar com seres que não existem no nosso cotidiano. "Neste ponto da história, o pai da Alice tem um papel fundamental na formação do caráter da menina, quando explica para ela que ser diferente, pensar 'fora da caixa', não é algo necessariamente ruim, mas sim um diferencial, uma qualidade a ser celebrada. Alice é uma história cheia de mensagens positivas e magia que merece ser recontada às novas gerações", avalia Felipe.
Se para Felipe a presença no musical é a sequência de um trabalho, para o estudante da Ponte do Imaruim Mateus Bechi de Melo, pode ser um início. Ele vai participar de uma coreografia de jazz chamada "A viagem de Alice". "É a estreia da nossa turma e estamos na expectativa, por ser tratar de um espetáculo de grande porte. O Fabrício criou tudo com muito carinho, vai ficar lindo", elogia. Mateus faz parte da turma de jazz iniciante adulto do Fabrício Callabari Ballet Studio. Entrou para a escola no início do ano e de duas a três vezes por semana sai de Palhoça para ensaiar na Lagoa da Conceição, em Florianópolis. Nem a distância e nem o trânsito o incomodam. "Foi engraçado, eu sempre gostei muito de dança, mas nunca consegui levar isso a sério. Faço Educação Física, sou apaixonado por esportes e procurei a dança primeiramente como um novo exercício, mas me apaixonei, então não vejo como um perrengue. Tanto que no ano vem, além do jazz, entrarei para a turma de balé também, então vai ficar mais corrido ainda. Mas quando se faz o que se gosta, tudo é prazeroso", conclui o estudante.



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