Deslizamento deixa população em alerta

Terra cedeu em morro na Pinheira e Defesa Civil orientou famílias a deixarem suas casas preventivamente

9b2799ba0e32cd97808f33d52e4551be.jpg Foto: DAVI JOÃO/DRONE JPP

Texto: Isonyane Iris

Um deslizamento de terra na madrugada de domingo (11) assustou moradores da Pinheira e resultou em algumas famílias desalojadas. Não houve registro de feridos, mas segundo a Defesa Civil, é importante que a comunidade mantenha a atenção.

A Defesa Civil de Palhoça foi acionada pelo Corpo de Bombeiros logo que a situação foi identificada. Após analisar a situação, foi confirmado o deslizamento de massa em uma vegetação que estava sobre um rochedo. A Defesa Civil explicou que tudo foi resultado das fortes chuvas que acabaram encharcando a vegetação e a terra no local.

A fisioterapeuta Ana Luiza Leiva Simões Pires é moradora da região e relatou que o barulho foi assustador. "Foi por volta das 3h30 que eu ouvi um estrondo de alguns bons 20 segundos ou mais. Pensei na hora que parecia que o morro estava caindo e realmente vimos pela manhã que teve um deslizamento de terra", relata a moradora da Pinheira.

A Defesa Civil explicou também que não houve pessoas desabrigadas, e sim, desalojados. "Não houve nenhuma residência afetada, três casas com aproximadamente três famílias e um total de 10 pessoas foram alertadas e notificadas sobre o problema, inclusive notificadas por documento para caso houvesse mais chuva entre domingo, segunda e terça-feira, as mesmas deveriam sair das casas por precaução. Algumas saíram para casas de parentes e pousadas, outras permaneceram", explicou Júlio Marcelino, da Gerência de Operações da Defesa Civil.

Para que a situação fosse controlada, foi realizado um voo no local para verificar como estava o cume do morro. "Esta semana devemos ir até o local para uma melhor avaliação. Durante todo o episódio de domingo, como na segunda-feira, fomos até o local para monitorar uma possível modificação no cenário, mas estava tudo certo. Foi um fenômeno da natureza em um local de natureza", destacou Júlio.

Sobre possíveis problemas futuros, a Defesa Civil esclarece que não há risco iminente no momento. Segundo eles, o morro seria composto de rocha e não de material arenoso, que poderia vir a descer com maiores chuvas. "Mesmo assim, estamos mapeando e monitorado para ver se há depredações por conta do homem", observou.



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