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A aula vai às ruas, e a natureza agradece

Durante as comemorações da Semana do Meio Ambiente, alunos do Ivo Silveira levaram conhecimento e mudas de planta à população

7dffde2c26172f45ddb3370813fb43cd.JPG Foto: NORBERTO E DIVULGAÇÃO

Termina nesta sexta-feira (8), mais uma Semana do Meio Ambiente (comemorada sempre próxima ao dia 5 de junho, considerado como o Dia Mundial do Meio Ambiente) promovida pela escola estadual Governador Ivo Silveira, no Centro de Palhoça. São cinco dias de intensa movimentação em prol da preservação da natureza. 

Uma das grandes armas de conscientização ambiental é a informação. Por isso, a programação previa oficinas abrangendo vários assuntos, como: compostagem, plantio de hortaliças, preparação de mudas, captação de água da chuva, animais em extinção, entre outros. Na terça-feira, com o apoio da Fundação Cambirela do Meio Ambiente (FCam), alunos do Ensino Médio do Ivo Silveira foram até a avenida Rio Branco interagir com pedestres e motoristas, promovendo a doação de mudas de plantas. Em uma hora de atividade, foram doadas 600 mudas. "Se tivéssemos duas mil mudas, em duas horas ia tudo", comenta o professor de Química Adriano Curcio, um dos organizadores da Semana do Meio Ambiente no Ivo Silveira.

O professor acompanhou a entrega de mudas junto com os alunos. Eles abordavam pedestres e motoristas, e até entravam em ônibus para distribuir as plantas. “Se tinha 40 pessoas no ônibus, metade aceitava a muda”, diz o professor. “O que o povo quer mais é árvore frutífera, então entregamos muitas árvores frutíferas e também sombreiros”, explica.

Os alunos participam das atividades de forma voluntária. “Se tivesse espaço para 300 alunos, viriam 300 alunos participar, mas não tem espaço para todo mundo”, comenta o professor, que precisa fazer uma triagem, a cada ano, para selecionar os alunos participantes. Vitor Lucas, aluno do 2º Ano, fez questão de insistir em uma vaguinha na turma. “O professor nem ia me chamar. Enchi o saco dele para poder me colocar, porque eu amo este tipo de ação, amo passar o que eu sei para as pessoas e também aprender o que eu não sei”, reflete o aluno, que vestia uma camisa confeccionada para a Semana do Meio Ambiente de 2017.

Vitor diz é “chato” quando o assunto é a preservação do meio ambiente, e está sempre cobrando dos colegas uma atitude ecologicamente correta. Cobra até mesmo de pessoas que não conhece. “Outro dia, uma senhora jogou lixo no chão e eu perguntei se ela fazia aquilo em casa. Ela falou: ‘Achou ruim, levanta e pega’. Falei: ‘A senhora que é tão de idade, que deveria dar exemplo, está fazendo isso’. Ela ficou com vergonha e juntou. O pessoal bateu palma”, recorda. O estudante diz que sempre insiste na tese da preservação, mesmo quando o interlocutor parece não estar muito interessado no assunto. “Eu faço as pessoas se interessarem pelo meio ambiente. Falo: ‘Tu respira com as árvores, graças a elas, é o filtro que estás respirando hoje’. Até os que não tinham pensamento positivo, chega no final, eles entendem”, garante.

Além das oficinas e da ação de doação de mudas em frente ao colégio, a Semana do Meio Ambiente também contou com o trabalho do caminhão do projeto Ciência Móvel, da Unisul. O objetivo do projeto é levar a ciência para escolas de Ensino Médio, por meio da apresentação de soluções sustentáveis para problemas ambientais.

 

Visita ilustre

A programação de atividades também contemplava a doação de 2,8 mil hortaliças (alface, rúcula, repolho e até tomate cereja, berinjela e beterraba são cultivados ali), colhidas no horto florestal do próprio colégio, uma referência no município e no estado. Tanto que a presidente da Comissão de Educação, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa do Estado (Alesc), a deputada estadual Luciane Carminatti (PT), visitou a escola na terça-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente. “Tivemos a aprovação da lei que denomina o ginásio com o nome do Raphael e não tinha visitado a escola ainda, e eu queria ver o horto também, então escolhemos um dia bem próprio, né”, comentou a deputada, ao chegar à escola.

A parlamentar recebeu convite para conhecer o projeto do horto florestal, voltado à conscientização para preservação do meio ambiente. O espaço, antes inutilizado, acolhe a plantação de árvores frutíferas, flores, ervas e hortaliças. 

Com a coordenação do professor Adriano Curcio, a comunidade escolar se envolveu na construção de uma composteira para reaproveitar resíduos orgânicos da merenda escolar; uma cisterna com capacidade de coletar até 5 mil litros de água da chuva; um sistema de drenagem; e uma estufa para o cultivo de plantas, legumes e verduras.

Projetos interdisciplinares são realizados por professores e alunos no local, onde funciona também uma sala de aula ao ar livre. A comunidade participa das atividades e colhe hortaliças e chás. "Um belo projeto, que serve de exemplo para outras escolas. Os alunos se envolvem, aprendem sobre a prática de cultivo, mas sobretudo sobre cidadania e respeito e cuidado ao meio ambiente", afirma Luciane.

A parlamentar conversou ainda com os professores sobre as pautas da educação, entre elas o cancelamento do Ofício 184/2018, da Secretaria de Estado da Educação, que exigia a demissão de assessores de direção das escolas estaduais que funcionam nos três turnos. "Também ouvimos dos profissionais uma avaliação sobre o processo de implantação da escola em tempo integral. Esse é um tema que desafia a gestão da educação em SC, pois ao mesmo tempo em que o ensino integral é fundamental para a formação dos alunos, as escolas não têm infraestrutura adequadas. A comunidade escolar fica refém das decisões dos governos de cortar recursos da educação", reflete Luciane.

 

Ginásio Poliesportivo Raphael Martins

A presidente da Comissão também entregou uma placa ao diretor da EEB Ivo Silveira, Ademir Stahelin, com a Lei 17.217/2017, que denomina Raphael Martins dos Santos o Ginásio Poliesportivo. Luciane foi uma das principais articuladoras da aprovação da Lei, permitindo que a comunidade prestasse homenagem ao ex-aluno Raphael.
O ginásio ainda não foi inaugurado, pois as obras estão paradas há sete meses. "Infelizmente é mais uma das obras inacabadas do estado. Enquanto Comissão de Educação, vamos reivindicar ao governo de SC a urgente conclusão dos trabalhos, para que o espaço possa ser usufruído pela comunidade escolar, especialmente pelos professores e alunos do ensino integral", garantiu a deputada.



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