Férias em Palhoça: Observação de pássaros

Para quem prefere aproveitar a folga com uma atividade mais contemplativa, descobrir os encantos das aves do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro é uma ótima sugestão

23eef3941b341f36bde2c898508d27a4.JPG Foto: NORBERTO MACHADO

As atividades contemplativas também fazem parte das férias. Precisam fazer parte! Afinal, é importante aproveitar a folga para "colocar o pé no freio" e relaxar, bem longe do ritmo acelerado do dia a dia de trabalho. E nada mais proveitoso do que relaxar contemplando a natureza. É a proposta das turismólogas Maria Bernadete Pereira e Vânia Scherer, que criaram a The Best Destiny _ Roteiros Turísticos e desenvolvem atividades turísticas diferenciadas em Palhoça. Uma dessas atividades é o "bird watching", ou seja, a observação de pássaros.

A observação de pássaros é um hobby que começa a se popularizar no Brasil, um paraíso para quem gosta desse tipo de atividade, pela diversidade da nossa fauna. Em outros países, é uma recreação muito mais difundida. Nos Estados Unidos, por exemplo, especula-se que existam mais de 48 milhões de apreciadores de pássaros, que mergulham nas matas com suas câmeras fotográficas e seus binóculos à procura de espécies raras.
Tem até variações! No "bird watching" tradicional, a ideia é identificar e clicar o maior número de aves possível no espaço de tempo empreendido na atividade. Já no "slow bird", o objetivo maior é a contemplação; as pessoas param e ficam observando os pássaros por um período maior. "O 'slow bird' é importante principalmente pelas crianças, para dar uma calmada, porque elas são muito agitadas ultimamente", observa Vânia, que além de turismóloga também é bióloga e já trabalhou com pesquisadores em várias especialidades e com vários tipos de animais, como tartarugas marinhas, morcegos e aves.
Vânia já trabalhou em algumas unidades de conservação, o que certamente reforçou a consciência de valorizar o paraíso ecológico que temos em Palhoça, com o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. A bióloga explica que existem seis biomas no parque, com quase 500 espécies de ave. Elas mesmas já avistaram várias delas, desde as mais comuns, como a andorinha e o sabiá, até outras espécies não tão fáceis de encontrar, como a gralha azul e o lindíssimo pássaro policial-inglês. Outro destaque são os gaviões. Há vários deles na nossa região, como o gavião-carijó, o gavião-tesoura e o gavião-carrapateiro.
Tudo isso é possível visualizar no passeio oferecido pela empresa em Palhoça _ claro, isso se o observador tiver sorte o bastante de cruzar o caminho dessas aves e perspicácia suficiente para percebê-las! As turismólogas estão lá para ajudar nisso. Elas levam os visitantes por 35 quilômetros de estrada, em uma região de belíssimas paisagens entre o Maciambu Pequeno e o Sertão do Campo. Na chamada "Rota Passarinhando" os visitantes observam pássaros, flores e árvores de várias espécies. Também podem visitar um engenho de farinha antes de terminar o passeio em uma cachoeira. "Nossa ideia não é tirar o pessoal das praias como a Guarda do Embaú e a Pinheira, mas mostrar que tem uma outra opção de turismo aqui em Palhoça, que é essa parte interpretativa, essa parte de natureza, do bird watching", diz Bernadete.
Vânia e Bernadete foram formadas pela Faculdade Municipal de Palhoça (FMP). Foi lá, nos bancos da faculdade, que o projeto se desenvolveu. "Surgiu dentro de sala de aula, já lá na primeira fase, início de 2015. A ideia começou a brotar ali", lembra Bernadete. Aos poucos, a ideia foi ganhando corpo. Na quarta fase do curso de Turismo, elas criaram o site thebestdestiny.com.br. Teve quem estranhasse a escolha das palavras, porque a opção mais óbvia seria "best destination" ("melhor destino", em uma tradição livre), porque tem o sentido de "lugar"; "destiny" tem um sentido de "desígnio". Mas foi de propósito. Elas não querem apenas te levar para um lugar; elas querem que a visitação seja uma escolha do destino. "Certo seria 'destination'. Só que o nosso destino é diferente. A gente quer trabalhar essa parte espiritual, do ser humano se ligar novamente com a natureza, e com isso trazer bem-estar para ele. Aí não é 'destination', é 'destiny'. O destino somos nós", esclarece Vânia.
A empresa participou do programa Salto, proposto pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Em quatro meses de atuação, o programa contou com 1.500 horas de capacitação e reuniu 66 inscritos, que participaram de workshops, mentorias personalizadas, consultorias, trocas de experiências e apresentação de casos de sucesso inspiradores. Que a natureza palhocense continue inspirando boas iniciativas como a do ecoturismo!



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