Fossa transborda e prejudica aula no João Silveira

Secretaria de Estado da Educação realiza obra no local para contornar o problema. Estudantes ficaram dois dias sem aula

f687e46b438da3a2deb129b7a496d4dd.jpeg Foto: ISONYANE IRIS

Texto: Isonyane Iris

O transbordamento de uma fossa na Escola João Silveira, no Aririú, deixou os alunos sem aula durante dois dias e meio na última semana. O problema seria recorrente na instituição, mas desta vez a Secretaria de Estado da Educação (SED) garante ter sido resolvido.

Foi na terça-feira (15) que a fossa teria transbordado, impedindo que os banheiros fossem usados e ainda exalando um cheiro insuportável pela instituição. “Ficamos sem condições de manter as aulas, não só pelo cheiro, mas principalmente por questão de saúde pública, afinal, a fossa fica bem ao lado do nosso refeitório”, explica a diretora da instituição, Ana Claudia Ribas.

Segundo a direção da escola, desde o ano passado a instituição estaria tendo problemas com a fossa, tanto que vários trabalhos paliativos foram feitos, mas nenhum resolveu o problema. Desta vez, a fossa teria passado por uma verdadeira obra, tanto que tapumes foram colocados para isolar o local dos alunos. Segundo a direção da escola, parece estar sendo um ótimo trabalho. “Confesso que acho muito bom ter sido refeita toda a parte do esgoto, afinal, nada melhor do que algo estar funcionando por completo”, destaca a diretora.

Muitos pais questionaram a escola sobre a perda das aulas e ainda sobre as péssimas condições que a estrutura da instituição tem apresentado. “É um absurdo uma escola usar uma fossa pequena como essa, que mais parece de uma residência. Parece que o estado faz as coisas esperando estragar mesmo”, reclama João Luiz de Mello, pai de um aluno.

Sobre o tamanho da fossa, Fabiano Lopez de Souza, diretor de Infraestrutura da SED, garante que é o tamanho correto para o tamanho da instituição. Ele explicou que existe um sistema de tratamento de efluentes sanitários na escola, composto de uma fossa, um filtro e um sumidouro. Destacou ainda que a região onde a escola se localiza teria muita água presente no solo, o que é chamado de “lençol freático elevado”; com isso, o sistema não estaria conseguindo filtrar o efluente. “Diante da situação, nós colocamos o sistema de rebaixamento do lençol freático, que já existia nos fundos da escola, para funcionar. E melhoramos a infiltração do sumidouro, criando uma vala de infiltração, colocando um clorador no final do sistema para melhorar o tratamento final e assim fazendo uma ligação na rede pluvial. Isso é exatamente o que foi feito”, explica Fabiano.

Para que os pais e alunos fiquem tranquilos, a direção da escola explicou que a reposição de aula será feita nos dias em que os professores teriam cursos.

Outro questionamento dos alunos seria a finalização da obra do ginásio, que começou em 2014 e até hoje não foi concluída. “Não temos onde fazer Educação Física quando chove, porque ali ainda não está pronto. É uma vergonha, são quatro anos de pura enrolação”, reclama uma aluna, que preferiu não se identificar.

Sobre as obras, Fabiano aproveita para explicar que ali não é ginásio, e sim, uma quadra coberta, onde ele afirma estar faltando as traves, as balizas e as marcações da área para os esportes, serviços que a SED tem previsão de concluir até final do mês.

 



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