Furto de fiação elétrica causa prejuízos

Estabelecimentos que funcionam em um centro comercial ficaram sem energia

2d3362bf6061226efb3d36cf648b0f34.jpg Foto: DIVULGAÇÃO
Texto: Isonyane Iris
 
 
Por volta das 5h de segunda-feira (18), um indivíduo de bicicleta cortou boa parte da fiação elétrica do edifício comercial São Jorge, na avenida Prefeito Nelson Martins, no Centro, deixando sete estabelecimentos sem energia elétrica. Não é a primeira que isso acontece no prédio, o que deixa moradores e comerciantes preocupados.
 
Assim que chegaram pela manhã para trabalhar, alguns funcionários logo identificaram a falta de energia elétrica e chamaram a Celesc, suspeitando que se tratava de uma simples falta de energia. Infelizmente, a situação era pior: boa parte dos cabos de energia tinham sido furtados, resultando em um prejuízo aproximado de R$ 2 mil.
 
Ao chegar ao local, os funcionários da Celesc foram tentar identificar o que estava ocasionando a falta de energia, quando perceberam que boa parte dos cabos tinha sido cortada e roubada. O poste do prédio fica do outro lado da rua, onde os cabos elétricos descem por uma caixa subterrânea e seguem até outra caixa de luz, que alimenta as salas comerciais. "Nós vimos pelas câmeras de segurança que o cara que estava de bicicleta passou pelo poste, deixou a bicicleta e caminhou até o tampão do outro lado da rua, onde está escrito Celesc e levantou. Serrou os fios com uma serrinha simples, atravessou a rua até a frente do prédio e repetiu a ação na outra caixa que alimenta as salas. Depois ele puxou os cabos e foi embora", relata uma empresária.
 
Outro problema teria sido a demora com que a Celesc teria instalado os novos cabos. Segundo informações, o chamado foi feito logo no início da manhã, mas a energia só foi reestabelecida por volta das 15h30. Sem luz para trabalhar praticamente o dia todo, alguns estabelecimentos tiveram que cancelar atendimentos e até fechar. "Um dia de prejuízo. Sem luz, sem máquina de cartão, sem telefone, sem sistema, tivemos que fechar. A Celesc demorou para nos atender, com isso a energia voltou apenas no meio da tarde", lamenta outra empresária.
 
Na Proteger Vacinas, que também fica no prédio, a falta de energia levou os funcionários a realizar alguns atendimentos com luz de emergência. "Quanto às vacinas, temos geladeiras específicas com controle automático de temperatura e gerador com 48 horas de autonomia, que garantem a temperatura ideal pra garantir a conservação e qualidade das vacinas. Realizamos alguns atendimentos com iluminação de emergência, outros não compareceram porque não conseguiram falar com a gente por telefone para confirmar, já que também ficamos algumas horas sem telefone", relata Caio Momm, diretor da Proteger Vacinas.
 
Para Débora Ferreira, proprietária da Magrass Palhoça, a situação foi um verdadeiro susto. "Não esperávamos por isso. Uma região bem movimentada, inclusive sábado e domingo, acontecer um furto dos cabos de energia. Minha clínica ficou sem condições de atendimento, em torno de 30 pessoas foram demarcadas pelo turno da manhã, devido à falta da energia", descreve Débora, destacando ainda que a compra e a colocação dos cabos foram feitas com a máxima urgência, mas que mesmo assim ainda tiveram o transtorno de esperar a Celesc regularizar.
 
Os inquilinos ainda relatam que por diversas vezes eles ligavam para Celesc e as informações repassadas estavam sendo divergentes. "Conseguimos voltar ao atendimento em torno das 17h, e às 19h caiu a energia novamente, pois um material não ficou bem colocado na caixa do relógio e voltamos a ficar sem energia. Na terça-feira (19) pela manhã, recebemos um técnico particular que nos deu auxílio e tudo voltou ao normal", explica a proprietária da Magrass.

Moradora próxima do prédio, Maria da Graça de Oliveira conta que fica preocupada com o ocorrido, afinal, quem tem ousadia para furtar os cabos de um prédio não vai se intimidar em furtar os fios de uma casa. "Impossível dizer que a gente fica tranquilo com uma notícia dessa, claro que não. Teve uma época que eu ouvia muito sobre esse tipo de crime, mas faz tempo que não ouvia falar, agora saber de algo assim me deixa preocupada, afinal, mostra que os criminosos estão cada dia mais audaciosos", afirma a moradora, preocupada.
 
A administração do prédio ainda precisou comprar os cabos furtados no município vizinho, em São José, pois em Palhoça não tinha. Segundo informações, os gastos chegaram próximo dos R$ 2 mil, que se somado ao último furto, levou a administração do prédio ao gasto aproximado de R$ 7 mil.
 
A Celesc explicou que foram registradas duas ocorrências no município de Palhoça nos últimos 15 dias. "Na última segunda-feira tivemos a ocorrência na avenida Prefeito Nelson Martins, a Celesc foi acionada às 8 horas da manhã, e às 8h30 a equipe já estava no local. Foi constatado furto de cabos de propriedade do cliente, um centro comercial. O cliente foi orientado e, após o conserto efetuado pelo cliente, a unidade foi religada às 15h35", explicou.
 


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