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Isabella Abdon representa SC no Belezas do Brasil

Moradora de Palhoça eleita Miss Santa Catarina pela franquia Miss Internacional fala sobre o bandeira levantada pelo concurso, a do empoderamento feminino

c15e9cec0c0eabcf6d1ed5e84a7971f0.jpeg Foto: DIVULGAÇÃO

Depois de ser escolhida miss Palhoça nas versões do concurso de beleza "Miss Mundo" e "Miss Universo", a moradora do Pagani Isabella Abdon foi eleita este ano como miss Santa Catarina em uma outra franquia, "Miss Internacional". Entre os dias 18 e 21 de julho, no Teatro Cacilda Becker, em São Bernardo do Campo (SP), Isabella vai representar Palhoça e o estado no concurso "Belezas do Brasil".

Isabella participou de uma espécie de processo seletivo, ainda no ano passado. "Como eu já havia participado desses dois concursos, e nesse meio as pessoas são visadas, estudadas, perguntaram se eu queria participar", relembra. A miss não tinha, na época, a pretensão de participar novamente de um concurso de beleza, mas decidiu encarar mais esse desafio. Preencheu a ficha de inscrição, em que constam informações pessoais e fotos, e depois de um mês recebeu a notícia de que havia sido escolhida pela franquia no Brasil para representar o estado. "Tô bem empolgada", garante.

A empolgação não se resume à competição, em si. Isabella também é entusiasta da causa defendida pela organização do concurso, a do empoderamento feminino. "Empoderando mulheres, abraçando culturas e incorporando a beleza interior", é o lema do concurso em nível internacional (tradução nossa, do inglês: 'Empowering women, Embracing cultures, and Embodying the beauty within'). A miss Santa Catarina gosta da temática, especialmente pela liberdade de abordagem: "Neste concurso, eu posso dizer minha opinião, sem medo".

Isabella vê o movimento como uma ferramenta importante para que as mulheres consigam se impor na sociedade; não de uma forma opressora, mas de uma forma libertária. "Sou mulher e sou a favor do feminino", revela. Por isso mesmo, a miss vê com bons olhos o fato de que as mulheres têm mostrado sua voz, cada vez mais, contra o assédio masculino. Exemplos como o das estudantes da Udesc que denunciaram suposto assédio de um professor, ou o das atrizes de Hollywood que se rebelaram contra o ímpeto sexual do poderoso produtor de cinema Harvey Weinstein, são vistos como uma demonstração de maturidade. "Acho que as mulheres estão muito mais confiantes. Antigamente, como as mulheres tinham medo, era um tabu", argumenta. 

Em março, na comemoração do Dia Internacional da Mulher, a miss postou uma foto em sua página no Facebook, em que provocava o questionamento: "Até o final desta leitura, mais uma mulher pode ter virado estatística. Dia Internacional da Mulher. Dia de Reflexão". A postagem foi acompanhada de uma foto, em que uma mão pintada com tinta vermelha tapava sua boca, mas não calava sua voz. "Santa Catarina tem 49.359 casos de violência contra as mulheres. Do total de homicídios, 96% são passionais", revelava a postagem. "Quando eu postei a foto da mão, muitas meninas vieram falar comigo, pessoas que se identificaram", revela a estudante de Jornalismo, de 26 anos.

"Quantas mulheres sofrem e não sabem? Tem muito relacionamento abusivo psicologicamente e a mulher acha que é normal, mas nenhuma mulher é obrigada a aguentar nenhum tipo de pressão psicológica. O assédio não é só quando um professor assedia uma aluna e ela fica calada, ou quando tem teste do sofá em Hollywood. Também engloba relacionamentos abusivos, onde você fica depressiva porque o outro faz pressão psicológica, por exemplo. Isso também é um abuso, e as mulheres estão tendo consciência disso agora. É bom encorajar outras pessoas com isso", sustenta a miss Santa Catarina.

Miss Santa Catarina, sim, mas antes de tudo, miss Palhoça. Isabella faz questão de salientar que leva o nome do município com muito carinho do lado esquerdo do peito. "Faço tudo em Palhoça e levo o nome de Palhoça a todo lugar que eu vou. Gosto de levar o nome de Palhoça pra tudo, porque foi uma cidade que me recebeu bem, principalmente neste quesito miss, e eu estou bastante contente com isso", diz a bela morena, que nasceu no Rio Grande do Norte e veio morar em Palhoça em 2015. "É como se eu tivesse nascido aqui, porque eu amo", garante.

Se tudo der certo, o nome de Palhoça será perpetuado na história do concurso, com o título de miss Brasil. Isabella está preparada, esteticamente e mentalmente: "Você realmente tem que mostrar que você é uma miss exemplar, que é inteligente, que abraça causas sociais, não só pelo concurso, mas porque você gosta, e fazer o bem para as outras pessoas. Essa é a grande missão da miss", finaliza.



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