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Menino morre afogado após estouro de foguete

Incidente aconteceu em Governador Celso Ramos, mas família mora em PH

e7f3d849b313e6c05b8fdaba33a8d03a.jpg Foto: REPRODUÇÃO/INTERNET

Texto: Isonyane Iris

O último domingo (7) tinha tudo para ser um dia de diversão em família. O morador de Palhoça Murilo Theisen dos Santos, de 7 anos, estava com os pais, Vladimir dos Santos e Milene Theisen na Praia das Cordas, em Governador Celso Ramos, quando um foguete lançado por outro banhista atingiu o mar, próximo de onde ele e seu pai estavam mergulhando. Ao ouvir o barulho e ver o foguete vindo na sua direção, o pai colocou o filho para o lado, mas segundos depois, Murilo estava desmaiado. Sem ferimentos, o menino foi levado para a areia, mas infelizmente, mesmo depois de tentativas de reanimação, ele não resistiu e veio a falecer.
Segundo um relato da família, Murilo estava muito animado pelo domingo em que conheceria a Praia de Cordas. A família tinha chegado ao local fazia uns 40 minutos quando tudo aconteceu. O menino estava na água com o pai e uns amigos e tudo corria bem, até que os fogos começaram a ser disparados.
O homem que soltou os foguetes contou que estava com os artefatos no carro e que teriam sobrado do réveillon. Ele teria soltado outros antes e nada de errado teria acontecido, até que foi disparado o último. O banhista afirma que estava se divertindo em família também e que estava brincando. Em relato, ele diz que mirou o foguete para o céu, como sempre fez, e não entende como ele foi estourar no mar. Assim que viu que algo de errado tinha acontecido, ele correu ao mar para ajudar o pai com o garoto, mas por conta do nervosismo dos pais, ele teria se afastado.
Segundo informações, o menino sangrava muito pelo nariz e permanecia desacordado. Uma enfermeira que passava pelo local teria prestado os primeiros socorros até que o helicóptero de resgate chegasse. Assim que chegou, a equipe do Corpo de Bombeiros continuou com a tentativa de reanimação por mais 30 minutos, mas infelizmente Murilo não resistiu.
Sem acreditar, os pais permaneceram sentados ao lado do corpo do menino até que o procedimento fosse finalizado. Uma cena que chocava todos que olhavam, a despedida dos pais com seu único filho, de apenas 7 anos, marcou para sempre aquele domingo que tinha tudo para ser um dia em família.
O homem responsável por atirar os foguetes na praia, de 39 anos, chegou a ser preso em flagrante, mas foi solto no final da tarde, assim que foi divulgado, pelo Instituto Geral de Perícias (IGP), o resultado dos exames periciais. Segundo o laudo apresentado, a causa da morte teria sido por afogamento, e não por ferimentos ocasionado pelos fogos. Mesmo assim, os pais acreditam que o barulho teria assustado o menino. Nas redes sociais, inúmeras mensagens de força estão sendo deixadas aos pais e familiares, que afirmam ainda não acreditar no que houve.
"Hoje nos despediremos do nosso anjo aqui na Terra, acreditando que ele já está num lugar melhor, pois só assim nos mantemos em pé", escreveu nas redes sociais Janine Theisen, uma tia do garoto.
A equipe de reportagem entrou em contato com o pai de Murilo, que informou que estava próximo da família, no Rio Grande do Sul, onde o menino foi enterrado e que não tinha condições de falar nada naquele momento. "Até gostaria de dizer algumas palavras, mas estou passando esse tempo com a família na tentativa de confortá-los e de me confortar também", explicou o pai.

 

SEGURANÇA

Pode não ter sido causa direta, mas é sempre bom tomar cuidado com fogos de artifício

De acordo com o Conselho Federal de Medicina, entre 2008 e 2016, mais de 4,5 mil pessoas precisaram ser internadas para tratamento por acidentes com fogos de artifício no Brasil.

Homens jovens são os que mais costumam soltar fogos de artifício e, consequentemente, são os que mais se ferem. 

O tratamento para quem se fere com os fogos de artifício costuma ser demorado e dolorido. "Dependendo da gravidade, o tratamento pode demorar meses, pois pode demandar cirurgias de ligamento e de reconstrução, além de cuidados que vão além do hospital, uma vez que os ferimentos precisam de limpeza adequada mesmo para quem não está internado", explica o cirurgião plástico Márcio Castan.
 
Para evitar acidentes

- Utilize fogos ao ar livre e não aponte para pessoas

- Não manuseie explosivos após consumir bebida alcoólica

- Não solte rojões segurando na mão

- Depois de usar o rojão, mergulhe-o em um balde de água antes de descartá-lo

- Em caso de acidente, acione o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou o Corpo de Bombeiros



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