Palmeira derrubada na Enseada gera debate

FCam autorizou, mas Iphan não foi comunicado e notificou proprietária do terreno

7df46d4fd96be37de723676706fb686b.jpeg Foto: ARQUIVO PESSOAL

A derrubada de uma palmeira imperial na Enseada de Brito acabou gerando polêmica na comunidade. Considerando que a área em torno da Praça Inácio Paulo Dalri é tombada como patrimônio histórico, a retirada da árvore seria permitida?

Diante dos pedidos de informação dos moradores locais, o Palhocense buscou respostas junto às autoridades. A Fundação Cambirela de Meio Ambiente (FCam) informou que o corte da palmeira foi concedido por meio da autorização 003/2017/FCAM, processo nº 861/2017, devido aos riscos que a árvore apresentava à residência da senhora que solicitou o corte. Em contrapartida, a interessada doou 50 mudas de árvores frutíferas para o Horto Florestal de Palhoça. A Defesa Civil do município esclareceu, ainda, que recomendou a remoção preventiva da palmeira, por ser uma árvore de grande porte num local que sofre intensamente com ventos fortes, de acordo com o relatório de ocorrência nº 235/2016.

Em se tratando de uma área tombada, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) também deveria ter sido consultado. O Iphan acabou notificando a proprietária. O instituto informa que a praça da Enseada de Brito é parte do conjunto urbano preservado pelo patrimônio nacional na região. "Esclarecemos à responsável pelo imóvel sobre a necessidade de prévia consulta e autorização do Iphan para retirada de vegetação de grande porte. Solicitamos esclarecimentos quanto à justificativa da retirada da palmeira, pois a vegetação compõe a moldura da igreja e praça da Enseada de Brito", informa o Iphan.



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