Polícia Civil desmantela organização criminosa

Criminosos exigiam pagamento de resgate por carros furtados em Palhoça, Florianópolis e Balneário Camboriú. Também foi apurado um esquema de lavagem de dinheiro

0dc0809ab770cd0491de08fdd5e90e2d.jpeg Foto: DIVULGAÇÃO/POLÍCIA CIVIL

A Polícia Civil, por meio do Setor de Investigação e Capturas (SIC) da Delegacia de Polícia da Comarca de Palhoça, deflagrou a Operação M.O. Itinerante e deu cumprimento a sete mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão domiciliar em desfavor de integrantes de uma organização criminosa, na manhã desta quinta-feira (14), em Joinville. Dentre as ordens judiciais, dois mandados de prisão preventiva foram cumpridos fora de Joinville: um em São Francisco do Sul e outro em Itajaí (dentro do presídio).

A investigação teve início após uma série de furtos de veículos, durante o período noturno, de dentro de revendedoras de automóveis localizadas em Palhoça.

Segundo o delegado Arthur Lopes, após os levantamentos iniciais, foi apurado que poucas horas após a subtração do carro, a vítima passava a sofrer graves ameaças por telefone. Utilizando-se disso, os extorsores do grupo criminoso exigiam o pagamento de resgate.

A organização criminosa investigada ficava sediada em Joinville, de onde os integrantes responsáveis pela operacionalização dos furtos viajavam até as cidades onde estavam situadas as revendedoras de veículos escolhidas.

Foram apurados os furtos de sete veículos no inquérito policial, todos da marca Hyundai, o que chamou a atenção dos investigadores, pela especificidade. "Os furtos eram seguidos de extorsão das vítimas por outros integrantes da organização, responsáveis por essa logística, os quais cobravam o pagamento de valores para a devolução dos carros, sob a constante ameaça de terem as lojas incendiadas e, até, crianças da família atacadas", informa o delegado.

Dos carros, cinco foram subtraídos de estabelecimentos comercias de revenda automotiva localizados em Palhoça, um de Florianópolis e outro em Balneário Camboriú.

Após o recebimento do resgate, a organização criminosa atuou na ocultação dos recursos ilícitos, utilizando-se de 
"laranjas", a fim de dificultar o seu rastreamento e a identificação de demais integrantes.

Deferida judicialmente a representação da autoridade policial, foi determinado o sequestro de valores dos investigados, por meio do bloqueio de suas contas bancárias, simultaneamente à operação.

A investigação, iniciada há 5 meses, contou com o auxílio das Divisões de Investigação Criminal (DICs) de Palhoça e Joinville, da Central de Plantão Policial (CPP) de Joinville, bem como foram recebidas importantes informações de inteligência da Polícia Rodoviária Federal e do 16° Batalhão da Polícia Militar, sediado em Palhoça.

A operação desencadeada nesta quinta-feira (14) contou com o apoio das seguintes unidades policiais civis: DIC de Palhoça; DIC de Joinville; Delegacia de Homicídios de Joinville; 3ª DP de Joinville; DPCo de Araquari; DPCo de São Francisco do Sul; DIC de Jaraguá do Sul e Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core). Foram empregados 43 policiais e utilizadas 14 viaturas.

Após as diligências, os presos foram interrogados e encaminhados à unidade prisional local.



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