Praça Sete, ontem e hoje. Amanhã será diferente

Prefeitura tem projeto para revitalizar a praça central da cidade, que passou por várias transformações ao longo do tempo

2deef78afa5fb2c1a91e9a69b8b4942f.jpg Foto: ARQUIVO/JPP

A exemplo do que vem fazendo com áreas de lazer espalhadas pela cidade, como a Barra do Aririú, o Madri e o Aririú, a Prefeitura de Palhoça tem a intenção de revitalizar a Praça Sete de Setembro. Praça que vem sofrendo sucessivas modificações ao longo do tempo.

A Praça Sete de Setembro, no Centro de Palhoça, foi construída na administração do prefeito Reinoldo Alves, em 1934. Inicialmente, recebeu oficialmente o nome de "Praça Nereu Ramos", em homenagem ao ex-governador de Santa Catarina, mas é chamada de "Praça 7 de Setembro" e possui o busto do ex-governador Ivo Silveira.

 

Os jardineiros seu Flor e seu Neca

Centenas de borboletas das mais variadas cores, todos os dias, ajudavam os jardineiros seu Flor e seu Neca a colorir ainda mais o jardim da Praça Nereu Ramos. Os beija-flores faziam seus ninhos nas roseiras e, sem muito custo, alimentavam seus filhotes, graças ao variado número de espécies de flores que seu Neca e seu Flor plantavam no jardim. Os pés de ciprestes ganhavam vida nas mãos mágicas dos jardineiros. Como exímios cabeleireiros, podavam-nas em forma de animais. 

O amor e a dedicação de seu Neca e de seu Flor pelo jardim era tanto, que por ocasião das festas religiosas na matriz, eles vinham para o jardim, mesmo nos finais de semana, cuidar de suas flores, para que a população não roubasse ou danificasse suas plantas.

O jardim na época de seu Flor e seu Neca era famoso e recebia visitas de turistas de várias regiões do estão e do país, que vinham especialmente para visitá-lo, tendo considerado como o jardim mais bonito de Santa Catarina; por causa dele, a cidade recebeu, na época, o título de "Rainha do Litoral Catarinense".

Tudo no jardim chamava a atenção, menos seu Neca e seu Flor, que, carpindo ou plantando, agachados entre as flores, não eram vistos. Os jardineiros, as flores, as árvores, as borboletas, os pássaros, os casais namorando sentados nos banco sob os pés de ciprestes, o casal de idoso passeando de mãos dadas, as abelhas retirando o néctar das flores... Tudo, tudo harmonizava-se, como que enfeitiçados com o cheiro de mel que perfumava toda a praça.

Quem ouve falar assim de seu Flor e seu Neca, pode pensar que eram grandes paisagistas, com formação universitária em urbanismo e humanização de cidades, mas não, seu Flor e seu Neca eram simples operários da Prefeitura Municipal de Palhoça, que mesmo ganhado apenas um salário mínimo, executavam os serviços de jardinagem com maestria e muito amor!

Depois que seu Flor e seu Neca deixaram nosso jardim, pouco a pouco, as borboletas sumiram, os pássaros voaram para o sul, os pés de ciprestes morreram ou perderam as formas, as flores murcharam, as árvores secaram... E nosso jardim, hoje, não é mais um jardim! Que volte a ser, com a transformação planejada pela Prefeitura! E que essa revitalização efetivamente saia do papel!



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Créditos: ARQUIVO/JPP ARQUIVO/JPP ARQUIVO/JPP ARQUIVO/JPP ARQUIVO/JPP ARQUIVO/JPP ARQUIVO/JPP ARQUIVO/JPP ARQUIVO/JPP
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