Prefeitura adquire mais três cadeiras anfíbias

Palhoça foi precursora do programa na Grande Florianópolis e serve de referência para outras cidades, com o projeto Acesso ao Mar

eb8ba71011bc00193b85de2f2533524e.jpg Foto: RICARDO MARTINS/DIVULGAÇÃO/PMP

A Prefeitura adquiriu mais três cadeiras anfíbias para o projeto "Acesso ao Mar", que foram doadas ao Corpo de Bombeiros Militar de Palhoça. O ato de entrega dos novos equipamentos aconteceu na tarde desta terça-feira (26), na Fundação Municipal de Esporte e Cultura (FMEC). O projeto, inédito na Grande Florianópolis, existe em Palhoça desde 2016 e já atendeu mais de 700 pessoas com algum tipo de deficiência locomotiva.

O Acesso ao Mar é uma parceria da Prefeitura (através da Secretaria de Turismo e da FMEC) com o Corpo de Bombeiros Militar de Palhoça, envolvendo ainda setores da iniciativa privada.

Contando com as outras quatro unidades já em funcionamento, o projeto Acesso ao Mar vai contar com sete cadeias anfíbias na temporada de verão 2019-2020.

Ao receber as cadeiras, o comandante do CBM de Palhoça, capitão Fernando Ireno Vieira, ressaltou a "importância social desse projeto inovador, inédito no litoral da Grande Florianópolis, que facilita o acesso de pessoas com dificuldade de locomoção ao mar". "A intenção do Corpo de Bombeiros Militar é, em parceria com a Prefeitura, continuar aprimorando o projeto, cada vez mais, para atender o maior número possível de pessoas nas próximas temporadas", afirmou.

O terceiro-sargento Cláudio Luiz Andrade, responsável pelas atividades do projeto no município, disse que o Acesso ao Mar vem agregando melhorias desde a primeira edição. "A cadeira evoluiu tecnicamente com a introdução do cinto life-belt, que na tradução significa 'cinto da vida', que oferece maior segurança aos usuários do equipamento", afirma. Na primeira edição, em 2016, para cada cadeira anfíbia, o Corpo de Bombeiros designou dois soldados; desde então, vem treinando membros da família dos usuários e, atualmente, os guarda-vidas também estão preparados para transmitir orientações aos familiares.

Desde o início do projeto, ficou evidente que a maioria das pessoas cadastradas com deficiência ou mobilidade reduzida são turistas e visitantes de outras cidades, que escolheram as praias de Palhoça justamente por causa da prestação desse serviço diferenciado.

O presidente da Fundação Municipal de Esporte e Cultura, José Virgílio Júnior (Secco), lembra que o projeto alcança significativa repercussão na sociedade e, justamente por isso, a Prefeitura está investindo na aquisição de novos equipamentos. Citou que o Acesso ao Mar é fonte de consulta e inspiração para outras cidades brasileiras. "Nós, aqui, na Fundação, e os bombeiros somos frequentemente consultados sobre o funcionamento do projeto. Muitas cidades litorâneas querem possibilitar o banho de mar às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida", revelou.



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