Projeto Palhoça Menos Lixo traça planos para 2019

Intenção é levar os mutirões de limpeza para todos os cantos da cidade. Em janeiro, os voluntários limparam o Baixio

c2bf655f034d70d712344c0da7bab038.jpg Foto: DIVULGAÇÃO

Depois de promover a limpeza na região do Baixio, na Passagem do Maciambu, no dia 12 de janeiro, os voluntários do projeto Palhoça Menos Lixo já preparam novas ações. Será um ano de intensa atividade para o grupo, formado em 2018.

O projeto foi criado às vésperas do Dia Mundial da Limpeza (celebrado no dia 15 de setembro). A primeira ação realizada foi um mutirão de limpeza na Praia do Sonho, reunindo várias entidades que trabalham com atividades voluntárias, especialmente voltadas ao meio ambiente. A segunda atividade aconteceu no dia 17 de novembro, quando os voluntários limparam a área do mangue existente na região do Patural, entre o Centro e a Ponte do Imaruim.

E 2019 começou com o mutirão no Baixio. “A situação ali estava medonha. Lixo novinho, garrafa de ice, de cerveja, carteira de cigarro. É gente que vai passar o dia e deixa o lixo lá. Não tinha nenhuma lixeira ao longo da praia, mas o cara quando vai pra praia precisa dar o destino correto ao lixo: foi lá, consumiu, leva o lixo para casa. É muita gente sem noção. Isso aí é falta de educação”, relata o corretor de imóveis Leonardo Quint, de 33 anos, um dos idealizadores do Palhoça Menos Lixo.

O próximo mutirão deve ser realizado no entorno de uma cachoeira no Morro do Gato, no São Sebastião. Havia um contentor de coleta de lixo no local, mas o dispositivo foi retirado, e mesmo assim muitas pessoas continuam deixando o lixo ali, a céu aberto; quando chove, esse lixo acaba sendo levado para a cachoeira. A Praia do Tomé e o Parque da Barra do Aririú também estão na mira do grupo de voluntários. “Nosso propósito é o de alcançar o município todo nos mutirões”, projeta Leonardo.
Além dos mutirões, o Palhoça Menos Lixo deve se engajar também em projetos como o da Associação Empresarial de Palhoça (Acip), que faz coleta de lixo eletrônico. A ideia é espalhar coletores em diferentes pontos da cidade.

Outro objetivo é consolidar o projeto juridicamente, com a criação de uma associação. Existe a possibilidade dessa associação abrigar também outros projetos, como o “Faça o Bem que Você Pode” e o “Ecopet”, ligados à causa animal; e as compostagens do especialista em minhocultura Luiz Carlos Vaz - hortas devem ser construídas na nova sede da Associação Pró-Brejaru e na ONG Semear Amor, no Caminho Novo. Com a criação da associação, facilita a captação de recursos através de convênios. “Além das ações na rua, que foi o nosso estopim, a gente quer fazer educação nas escolas, é isso que vai mudar a nossa realidade”, destaca Leonardo.

O voluntário diz que sempre teve esta “veia de meio ambiente”. “Eu e meu coroa, quando a gente saía por aí para algum almoço em família, sempre levava muda de árvore e plantava ou recolhia lixo na praia”, relembra o corretor de imóveis, que se prepara para dois desafios pessoais este ano: a participação em um curso de Gestão Ambiental e o trabalho no gabinete do deputado estadual Ricardo Alba (PSL), na área do meio ambiente. “Estamos bem ambiciosos. Temos muitas ideias e este ano vai ser um ano de bastante desafio”, finaliza.



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