Rafa Coelho fatura título na Joaquina

Em etapa do estadual, jovem surfista da Guarda do Embaú, de apenas 13 anos, ficou em primeiro lugar na categoria sub-16

341f972bf001abfd35c5cdbc582cee80.jpg Foto: BASILIO RUI/ P.P07/DIVULGAÇÃO

A surfista da Guarda do Embaú Rafaela Coelho, de 13 anos, conquistou o título da 6ª etapa do Circuito Fecasurf SCQS 2018 na categoria feminino sub-16. O campeonato foi disputado nas famosas ondas da praia da Joaquina, em Florianópolis, no último final de semana, e teve lotação esgotada, com presença de 130 surfistas de várias partes do Brasil, do Chile e da Argentina.

Com sol, céu azul e vento terral, que predominou por boa parte do dia, as ondas atingiram 1,5 metro na série no sábado (23). A previsão de uma frente fria se confirmou na madrugada de domingo, com fortes rajadas de vento Sul, que danificou seriamente a estrutura montada na praia da Joaquina e inutilizou o palanque oficial do evento. A direção da Federação Catarinense de Surf (Fecasurf), juntamente com os pais dos atletas e competidores, decidiu dar sequência ao campeonato no domingo.

Após 60 baterias e 994 ondas surfadas em 10 categorias, a 6ª etapa do Circuito Fecasurf SCQS 6.000 teve seu desfecho em um final de tarde gelado na ilha catarinense. No feminino sub-16, a bateria foi decidida nos minutos finais, com a vitória de Rafaela Coelho, deixando Pamela Mel em segundo lugar. As duas abriram vantagem em relação às oponentes, e travaram quase que um confronto particular pelo título na Joaquina. Rafa também enfrentou Pamela Mel na categoria feminino open, e a adversária levou a melhor; a surfista da Guarda do Embaú terminou em terceiro lugar, com Susa Leal em segundo.

Foi a segunda etapa que Rafaela Coelho competiu no circuito estadual deste ano, e a competição na Joaquina marcou a estreia da surfista no sub-16. A pontuação obtida com o primeiro lugar já foi suficiente para deixá-la na sétima posição no ranking estadual. Se competisse em mais etapas, o ranking certamente seria outro. Mas a rotina de viagens para surfar em picos internacionais como o Havaí e a Califórnia, nos Estados Unidos, e a Costa Rica, na América Central, impede que a palhocense dispute todo o circuito.

As viagens são importantes para o aprimoramento no esporte. E mesmo longe, Rafa recebe as orientações do técnico Piu Pereira. “Mesmo viajando, ela me manda vídeos e eu faço comentários, para ver o que ela fez de errado e o que deve melhorar”, conta o treinador. Os dois estão trabalhando juntos desde outubro do ano passado. Rafa tinha acabado de disputar o Brasileiro Feminino (chegou à semifinal), em São Paulo, e lembrou do trabalho que Piu Pereira e seu parceiro de circuito mundial, Renan Rocha, haviam iniciado em Palhoça, o Santuário Surf Clinic. É uma espécie de imersão no surfe: eles levam pessoas interessadas em surfar, de qualquer nível, para três a quatro dias nas ondas locais, como as da Prainha, da Guarda e da Pinheira. “Ela foi a primeira que veio para fazer um trabalho mais constante”, relembra Piu.

A parceria já tem produzido resultados. Os dois concordam que o surfe da jovem estrela palhocense já evoluiu nesses oito meses juntos. “O nível técnico e a performance têm evoluído bastante”, revela Piu Pereira. “Vamos treinar juntos, tem vezes em que eu fico só filmando ela, tem vezes em que eu entro na água para ajudar no posicionamento”, explica. Além do experiente surfista, Rafa Coelho conta também com a expertise do preparador físico George Washington de Almeida, o Professor Madeira, que desenvolveu um trabalho especial, voltado para o surfe.

O treinador espera que o trabalho dê frutos também no Brasileiro. Rafaela perdeu a primeira das quatro etapas do circuito nacional, mas já está se preparando para a segunda etapa, que acontece em agosto, em Maresias, tradicional pico do surfe em São Paulo. “É uma onda boa, eu gosto. Não competi muitas vezes lá, mas sempre que eu fui, estava bom de onda”, conta a palhocense, que deve competir tanto na categoria sub-16 quanto na sub-18.

O futuro pode reservar também um lugar em competições internacionais. Como o surfe entrou no programa olímpico e o Brasil tem boas condições de conquistar medalhas, Piu Pereira avalia que o esporte, hoje, está mais estruturado no país, e a presença das jovens promessas brasileiras (e nesta lista de futuros “craques” das ondas podem ser incluídas diversas feras da nova geração da Guarda do Embaú) em competições internacionais deve ser cada vez mais constante. Com o talento inquestionável que já vem demonstrando e a ajuda do experiente treinador, é bom ficar de olho, porque não vai demorar muito para Rafaela Coelho estar representando o Brasil mundo afora. “Tem nível pra isso”, atesta o treinador. “Tô treinando pra chegar lá, pra conquistar”, projeta a surfista. 

 



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