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Vala a céu aberto preocupa na Barra do Aririú

Moradores dizem que Prefeitura retirou encanamento para trocar por tubos novos, mas ainda não finalizou a obra

9abdf5b7c3d4e0e12c96e63e6f3ea969.JPG Foto: NORBERTO MACHADO

Moradores da rua Aurino José Machado, na Barra do Aririú, aguardam uma visita da Prefeitura para resolver um problema provocado pela reabertura de uma vala.

Os próprios moradores se mobilizaram para providenciar um encanamento e impedir que a vala corresse a céu aberto, com o objetivo de manter um ambiente mais limpo. Porém, como não há um sistema de drenagem eficiente na região e não era feita uma manutenção por parte do poder público (para a retirada de mato, por exemplo), a tubulação não tinha diâmetro suficiente para dar vazão ao volume de água que corria pela vala, especialmente em épocas de cheia.
Assim, para evitar entupimentos, a Prefeitura teria retirado a tubulação antiga e proposto a colocação de um sistema novo de escoamento. No terreno ao lado da vala, é possível ver os canos que deveriam compor a nova tubulação, que nunca foi feita.

O morador Gilson Kiyzamoski diz que, oficialmente, a comunidade não recebe informações sobre o andamento da obra. O problema é que a própria Prefeitura diz não conhecer a situação. Em resposta ao questionamento da reportagem do Palavra Palhocense, a Secretaria Municipal de Serviços Públicos não confirmou as atividades mencionadas naquela rua e informou que faria uma vistoria no local para avaliar a situação. Gilson diz que não percebeu a presença de nenhum funcionário da Prefeitura no local desde que a reportagem visitou a comunidade.

Os moradores são favoráveis à troca da tubulação. “Seria bom se colocassem esses tubos, porque são maiores, daria uma vazão melhor”, diz Gilson. Ele é dono de um terreno ao lado da vala, que fica em um espaço de cerca de dois metros e meio entre o terreno dele e o do vizinho. Segundo o morador, faz mais de ano que os tubos originais foram retirados. “O mais absurdo é arrancar um tubo que estava pronto, deixar aquilo aberto e nada de providência. O meu medo é que fique isso aí assim. Espero que a Prefeitura olhe com carinho para a nossa situação”, projeta.

Os problemas não se limitam à vala. Gilson mostra uma macha no meio da rua. Quando chove, a mancha se amplia. É a água desgastando a cobertura, por cima e por baixo, deixando a área instável e exposta ao risco de um afloramento do esgoto. Esgoto que já causa problemas suficientes com a vala aberta. Gilson fala que um cheiro muito ruim emana dali, principalmente em dias muito quentes.

Além do cheiro, a vala desprotegida vira hábitat para animais peçonhentos. O morador diz que, às vezes, pensa em arregaçar as mangas e roçar toda a vegetação que margeia a vala, mas desiste da ideia. “Não é minha obrigação, pago imposto pra quê?”, questiona Gilson, que trabalha como auxiliar operacional na autarquia Companhia Melhoramentos da Capital (Comcap) e participa de campanhas de educação ambiental.

Há, também, na rua, um buraco onde se consegue vislumbrar a água do sistema pluvial correndo. Um perigo! “Vários carros já caíram aqui à noite, porque ninguém imagina que vai ter esse buraco aqui. Já foi sinalizado, mas acabou cedendo”, relembra.

 



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Créditos: NORBERTO MACHADO NORBERTO MACHADO
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