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MP vai investigar show de suposto go-go boy em festa
Texto: Maria Júlia Manzi
14/3/2013 11:43:39
Para Desembargador da Justiça do Trabalho, funcionárias não poderiam ter sido submetidas a "constrangimento" sem terem sido informadas previamente
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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) abriu, esta semana, um inquérito para investigar a festa do Dia da Mulher oferecida pela Prefeitura de Palhoça a centenas de funcionárias. O evento aconteceu na noite da última sexta-feira, dia 08, na Mansão Luchi, e gerou polêmica pela participação de um suposto go-go boy.
O objetivo do inquérito do MPSC é averiguar se o show foi pago com dinheiro público. A apresentação do modelo fotográfico Rodrigo Mendonça criou polêmica e o caso foi notícia na imprensa nacional, quando fotos do modelo interagindo com funcionárias e vestido apenas com uma sunga foram parar na internet.
O Prefeito interino Nirdo Artur da Luz (Pitanta-DEM), afirma que nem um centavo do dinheiro público foi gasto com a performance e que, depois do ocorrido, decidiu cancelar até mesmo as ordens de pagamento dos gastos da festa, no valor de R$7500. “O diretor de eventos não estava autorizado a levar esse modelo fotográfico e por isso vai ter que arcar com esses gastos”, afirmou o Prefeito, que pretende processar os jornais Folha de São Paulo e Gazeta Mercantil pelas notícias divulgadas a respeito da festa. Pitanta alega, ainda, que todos os anos a festa do dia das mulheres é oferecida às servidoras municipais e sempre geraram gastos na ordem de R$ 7 a 8 mil.
Responsável pela organização dos eventos da Prefeitura, Edmilson Cruz afirma que o show não estava programado, e que a festa não fugiu do formato das edições dos anos anteriores. “Um sexshop estava expondo seus produtos e contratou um modelo para servir coquetéis e sortear brindes. Foi quando aconteceu a brincadeira. Não achei tão grave, não é muito diferente do que acontece nesses realities shows”. Edmilson confirmou que pagará pela festa.

Constrangimento
Na visão do desembargador da Justiça do Trabalho, José Ernesto Manzi, uma festa para funcionários não deveria ter shows desse estilo: “O empregado não pode ser submetido a um constrangimento ou a uma situação que esteja à margem da moral comum. Nessa situação elas deveriam ter sido previamente avisadas sobre o que iria acontecer, aí não haveria problema, desde que aceitassem o convite livres de qualquer pressão. Mas não podem ser surpreendidas”.
 

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