Polícia Civil apura mais informações sobre triplo homicídio
26/1/2012 10:05:55
Nova linha de investigação considera que o mandante do crime estava presente
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A Polícia Civil de Palhoça segue nova linha de atuação após recentes informações levantadas pela equipe de investigação apontando que Everaldo Rosa Nunes, vulgo “Lalau”, 31 anos, e Jeferson Nunes, 21 anos, também estavam presentes no local onde ocorreram os assassinatos, executando a morte do mestre de obras. O triplo homicídio foi praticado no dia 9 de janeiro, vitimando Gelson Aparecido de Sousa, 32 anos, e seus dois filhos, Gean, de 9 anos, e Victor, 6 anos.
As informações foram levantadas pela equipe de investigação da Polícia Civil, coordenada pelo Delegado Attílio Gaspari Filho, responsável pelo caso. A equipe chegou à conclusão de que “Lalau” e Nunes teriam executado Gelson por meio de interrogatórios e acareações entre os criminosos. Os procedimentos e as diligências também apontaram outras provas sigilosas que constam no Inquérito Policial.
A polícia está realizando esta semana novas diligências para colher depoimentos e para apontar mais provas do crime e dos envolvidos. Também é aguardada a conclusão dos laudos feitos pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) para, em seguida, representar pela prisão preventiva dos suspeitos.

O caso
Quatro suspeitos de envolvimento na morte do mestre de obras foram detidos na noite do dia 13 em uma operação que envolveu cerca de 20 policiais de Palhoça, da 1ª DP de São José e da Delegacia de Repressão a Roubos. Para evitar contato, três deles foram transferidos para diferentes unidades de detenção na tarde de sábado, e um, menor, foi liberado. Os locais não foram divulgados e tiveram a segurança reforçada.
No dia 16, outro menor, de 17 anos, que estava foragido no Paraná se apresentou na Delegacia de Palhoça. Segundo o delegado Gaspari Filho, o menor começou seu depoimento dizendo não ter nada a ver com o caso, mas entrou em contradição e acabou confessando seu envolvimento.
O adolescente, durante oitiva, disse que receberia R$ 50 pelo serviço, mas não recebeu. Ele afirmou que após o crime foi embora e, no dia seguinte, foi para o Paraná porque a avó dele estaria doente, não porque estaria fugindo.
De acordo com informações da Polícia Civil, o servente de pedreiro Rogério Vas da Silva, de 21 anos, confessou a participação no crime. Ele relatou que foi contratado por Lalau para matar Gelson. Rogério teria recebido R$ 300 para realizar o assassinato.
Outros dois autores, vizinhos das vítimas, estão detidos. Um jovem de 16 anos foi liberado após prestar depoimento. A investigação prossegue em busca dos demais suspeitos.
De acordo com o servente de 21 anos, Everaldo Rosa Nunes, 34 anos, conhecido por Lalau, teria sido o mentor do triplo homicídio. Outro suspeito detido é Jeferson Nunes, de 21 anos.  Os três eram vizinhos de Gelson, que morava no bairro Morar Bem, em São José.
Uma câmera de vigilância instalada por Gelson em sua casa em São José teria incomodado líderes do tráfico no bairro, que exigiram a retirada do equipamento. A recusa do mestre de obras em retirar a câmera motivou sua morte com golpes de pé de cabra. Os dois filhos teriam sido mortos para evitar que os assassinos fossem reconhecidos.

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