Passeios de barco são opção para conhecer as ilhas de Palhoça
26/1/2012 09:36:33
A cada temporada, apenas uma das embarcações atende uma média de 2.000 pessoas
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Texto e fotos: Maria Júlia Manzi

Conhecer as belíssimas praias menos acessíveis de Palhoça e as paradisíacas ilhas não deveria ser um privilégio apenas dos turistas. Há uma tendência, no entanto, de os palhocenses procurarem menos os passeios que fazem a alegria de centenas de pessoas de todo Brasil, inclusive do exterior.
Além das trilhas, uma das opções mais procuradas são os passeios de barco que fazem parte da costa palhocense e florianopolitana, além de algumas ilhas. Há embarcações saindo da Praia do Sonho e da Pinheira várias vezes por dia, dependendo da demanda, mas os horários mais habituais são às 10:00 e às 15:00 horas.
O preço de um passeio de cerca de 1 hora de duração varia entre R$ 20 e R$ 25. “Quem faz fica extasiado. Mas atendemos muitos poucos palhocenses”, lamenta Oto Caporal, comandante de uma destas embarcações que atende, a cada temporada, cerca de duas mil pessoas.
A rota mais comum passa pela Praia da Pinheira, Praia de Cima, Praia do Sonho, Ilha do Papagaio, Naufragados e as ilhas Três Irmãs.

Parada
para banho
A própria viagem de barco já constituiria, por si só, um grande entretenimento. Mas não se resume a isso. Um dos pontos altos da excursão é uma deliciosa parada para banho próximo à Ilha do Papagaio, onde as águas são menos profundas e mais calmas. As pessoas costumam ficar admiradas com a vista do resort que há na praia, atraídos pela sofisticação e beleza natural do local.
A viagem de barco também oferece outras vantagens. “Estou adorando. Isso aqui é um paraíso e, para onde eu olho, me encanto. Gostei de ter vindo de barco porque consigo conhecer um pouco de vários lugares e em pouco tempo”, afirma Maicon Madruga, de Pelotas (RS).
Ao passar próximo das praias é possível sentir o clima de vibração das pessoas que fazem as trilhas ou que tomam banho de sol e mar. Poucos são os que se contêm e não acenam para quem está nas praias, tal é o entusiasmo de crianças e adultos.
Chegando de volta à praia, é fácil entender a afirmação do comandante logo na partida: “Faço quatro ou cinco viagens por dia. Não há monotonia nisso. Este litoral é todo lindo”, descreve.

Falta de
incentivo
Natural de Tubarão, o comandante Oto Caporal mora há 26 anos em Palhoça: “Quem vem para cá e gosta de natureza, não sai mais daqui. Acho este o melhor lugar do mundo para se viver”, explica.
Oto lamenta, no entanto, a falta de estrutura e incentivo da Prefeitura para quem explora o turismo nas praias. “Não temos infraestrutura, só dispomos da natureza”, afirma. Segundo ele, a falta de trapiches, por exemplo, obriga a escolher barcos que consigam chegar até a praia. Por isso, não é possível que sejam escunas, por exemplo.
Outro problema apontado é o descaso com a fortaleza da Ilha de Araçatuba, que data do século XVIII e está em ruínas.

Segurança em primeiro lugar
Ao escolher uma embarcação, é preciso se certificar de que o barco é credenciado na Capitania dos Portos. Existem vários barcos de pescador que fazem, durante o verão, o passeio de forma clandestina. O risco é que eles não possuem equipamentos de segurança e de comunicação.
Nos barcos credenciados, é possível ver o cadastro da marinha afixado, inclusive com o número do telefone da Capitania dos Portos.

Ilha do
Papagaio
Não é possível desembarcar na Ilha do Papagaio, pois, desde 1971, ela é propriedade particular da família Sehn. Há uma luxuosa pousada na ilha desde 1993. Cerca de 80% da área total (que é de cerca de 142 mil metros quadrados) são cobertos por Mata Atlântica. No inverno, a ilha recebe a visita das baleias franca. Algumas aves marinhas, como o trinta-reis, também surgem esporadicamente.

Ilha de
Araçatuba
Entre a Ponta da Pinheira e a praia de Naufragados, é onde está localizada a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição de Araçatuba. Esta foi a quarta e última das fortalezas idealizadas pelo brigadeiro português José da Silva Paes, e foi construída entre 1742 e 1744 para proteger a entrada da Baia Sul de Florianópolis. Também por várias vezes foi utilizada como prisão. A fortaleza foi tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1980, mas está muito mal conservada.

Ilha
Três Irmãs
Entre as praias de Naufragados e do Pântano do Sul (Florianópolis) ficam as três ilhas: Irmã Pequena, Irmã do Meio e Irmã de Fora. Apresentam diferentes formatos e tamanhos e estão separadas por canais de meia milha de largura. Apenas duas delas podem ser avistadas no passeio de barco. São cobertas de mata e não possuem praia.

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