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Beltrano - 634

 

As coisas de hoje e de antigamente


Antigamente, na época da velha Palhoça, era “complicado”; hoje é “foda”. Para se ter uma ideia, a gente usava “creme rinse”; hoje usamos “condicionador”! Sem falar que o “gel” substituiu a nossa querida “brilhantina”! Nós homens andávamos com um pente flamengo no bolso; hoje o homem usa fixador! A “Conga” virou “tênis”, e o suspensório virou cinto!

Antigamente, usávamos “pasta de dente”; hoje é “creme dental”! “Presta atenção” foi substituído pelo “se liga”! Eu vestia “japona” para ir à “domingueira”; os guris de hoje usam “jaqueta” para ir pra “balada”. Eu saía pra “paquerar”; eles saem atrás de “quem dê mole”. Eu “namorava”; eles “ficam”!

Modéstia à parte, as “gurias” me achavam um “pão”; as “meninas” de hoje acham que o cara é “sarado” e completam com “um pedaço de mal caminho”! Eu ficava “gamado”; o jovem de hoje fica “vidrado”! Para mim, era “superlegal”; pra eles, hoje, é “irado”.

O tempo passou tão rápido que quando vi a Nova Palhoça do Ronério tinha ficado velha com o Camilo e o Nazareno! Para se ter uma ideia, nem percebi que a “folhinha” tinha virado “calendário”! Rá, rá, rá, rá... 


Às vezes, me bate uma “tristeza” danada (hoje conhecida como “depré”), que é causada não mais pela “estafa” dos anos, mas pelo “estresse” dos dias! Se fosse antigamente, eu ficava na “fossa”; atualmente, dizem que é “crise existencial”! Sempre que me sentia assim, ligava meu “raidinho de pilha”; hoje a rapaziada liga o “iPod”! Eu agradecia meu “coroa”, dizendo: “Obrigado, pai”. Meu filho, quando quer me agradecer, diz: “Valeu, mô véio”! Eu pedia “por favor”; ele me pede pra “quebrar essa”! A relação com meu pai eu achava “legal”; já os meus filhos acham nossa relação “maneira”!

Dia desses precisei bater uma “chapa dos pulmões”, então, me perguntaram se eu não queria dizer: “raio-X do tórax”! Até porque, com mais de 60 anos, tenho medo de um “derrame”, que descobri que hoje se chama “AVC”! E ainda tem gente que diz que “velhice” é a “melhor idade”! 

Mas como sou um pai moderno, não quero “dar gafe”; eles me corrigem e falam que é “mico”! A gente conversa muito, dou conselhos e pergunto se “entenderam”; eles respondem: “Copiei”! Eu gosto dos meus filhos “de montão, mora”; e eles externam o que sentem por mim pra “carái”! 

Quando saía de casa, perguntava pra mamãe: “Mãe, posso ir?” O jovem de hoje fala: “Véiaaaa, fui!!” A coitada de minha mãe ficava “preocupada”; hoje as mães ficam “boladas”! 

 

Coisas que minha mãe dizia que não ouço mais nenhuma mãe dizer:
“Me responde de novo e eu te arrebento os dentes!”
“Se vocês querem se matar, vão lá pra fora, acabei de limpar a casa!”
“Porque eu digo que é assim! Ponto final! Quem é que manda aqui?”
“Continua chorando que eu vou te dar uma razão pra chorar!”
“Fecha a boca e come!”
“Espera só até teu pai chegar em casa!”
“Se tu cair dessa árvore vai quebrar o pescoço e eu vou te dar uma surra!”
“Você é igualzinho ao seu pai!”
“Eu te ajeito nem que seja na pancada!”
“Tás pensando que nasceu de família rica, é?”
“Um dia vais ter filhos e espero que eles façam com você o que você faz comigo! Aí tu vai ver o que é bom pra tosse!”
“É melhor rezar para essa mancha saia da tua camisa!”
“Se rabiscar de novo, eu esfrego teu nariz na parede!”
“Olha só essa orelha! Que nojo!”
“Vais ficar aí sentado até comer toda a comida do prato!”
“Não resmungue! Cala essa boca e me diga por que é que fizeste isso?!”

 

Por falar nas mães, a mulher também se transformou nos últimos anos. Antigamente, elas “raspavam as pernas”; hoje em dia, “depilam” a laser! Deixaram de ser “manequim” e viraram “modelo”. A mulher “cafona” ganhou status e virou “brega”! Para se ter uma ideia, antigamente se dizia que mensalmente “estavam com o boi”; hoje elas ficam “menstruadas”! Se modernizaram tanto que a “jardineira” virou “macacão”, o “brilho labial” virou “gloss”, o ruge passou a se chamar blush e o “laquê” virou “spray”!

Antigamente, existia mulher “peituda”, hoje elas são “siliconadas”! Mulher que possuía uma “bela bunda”, agora é “popozuda”! Antigamente, a mulher gostava de homem como Roberto Carlos, Allan Delon, Antônio Fagundes; hoje, elas gostam do Belo, Neymar, Ronaldinho... Outra coisa que mudou na mulher, foi que antigamente ela cozinhava como a mãe, hoje ela bebe como o pai! 

Outra coisa que mudou na mulher de hoje para a de antigamente, foi que antigamente o traseiro da mulher andava dentro da calcinha; hoje em dia, a calcinha é que anda dentro do traseiro! Sem falar que antigamente ela usava o fio dental nos dentes; hoje usa na bunda! A submissão de antigamente acabou; hoje em dia, para um homem se dar bem com uma mulher, precisa aprender pelo menos quatro letras: O, B, D, C!

Mas uma coisa é certa: o homem de hoje ou de antigamente que diz que lugar de mulher é na cozinha é porque não sabe o que fazer com ela na cama! Até porque, tanto hoje como antigamente, se uma mulher resolve exercer uma profissão tipicamente masculina, são chamadas de “pioneiras”; ao contrário dos homens, que se resolvem exercer uma profissão tipicamente feminina, antigamente eram chamados de “bicha” e hoje são chamados de “homossexual” ou de “gay”!

Como a poesia não faz mais parte da vida da gente como antigamente, o momento poético do Beltrano vai para o Antônho do Bidunga, que subiu ao Cambirela dia desses e desde então se apaixonou pelo “cume”.

“No alto daquele cume,
Plantei uma roseira.
O vento no cume bate,
A rosa no cume cheira.
Quando vem a chuva fina,
Salpicos no cume caem.
Formigas no cume entram,
Abelhas no cume saem.
Quando cai a chuva grossa,
A água no cume desce,
O barro no cume escorre,
O mato no cume cresce.
Então quando cessa a chuva,
No cume volta a alegria.
Pois torna a brilhar de novo
O sol que no cume batia.”

Coisa linda, né! Adoro essa poesia, adoro!!



Publicado em 12/04/2018 - por Beltrano

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