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Cartão Rosa - Edição 703


Para a alegria da esposa, pais, familiares e amigos, quem estará completando mais um aniversário neste sábado (24) é Diego Selim, da Ponte do Imaruim. Esta coluna deseja muita saúde

 

 

Dia infeliz
A crise sem fim no Figueirense causou a maior humilhação da história de um clube quase centenário. Na noite da terça-feira (20), por conta de salários atrasados, o não depósito do FGTS, o não pagamento de direitos de imagem e promessas não cumpridas pelos seus dirigentes, os jogadores se recusaram a entrar em campo na Arena Pantanal, fazendo o time perder por W.O para o Cuiabá. Essa crise que o clube está passando já se arrasta por uns dois anos. O Figueira acumula centenas de processos trabalhista na Justiça do Trabalho de ex-jogadores e ex-funcionários. O dia 20 de agosto de 2019 jamais será apagado da memória do seu torcedor. Será o dia mais infeliz na história do clube alvinegro.


Uma penca
Pagar em dia o salário de um trabalhador é a obrigação de todo dirigente ou patrão que seja sério. Jogador de futebol é um trabalhador, também para fins legais. No regulamento das competições da CBF, o art.20 diz que o clube pode ser punido com perda de pontos se atrasar salários em um mês. Só que para isso acontecer, o jogador prejudicado terá que protocolar um pedido no STJD. Tem sido comum o atraso de salários em vários clubes do nosso futebol. As más gestões estão provocando rombos milionários, causando uma penca de processos trabalhistas de jogadores tentando se livrar dos mesmos.


Fingem que pagam
Estou aqui a coçar o cocuruto e chego à conclusão que estes cartolas que estão aí a dirigir o Figueirense merecem uma frase classificada no nosso futebol como folclórica: “eles fingem que pagam e eu finjo que jogo”. Essa frase demonstra a conduta de alguns desses dirigentes neste momento de crise. Nessa rede de “calotes” e fingimentos, o torcedor que pagou por seu ingresso e as redes televisivas que pagam pelo direito de transmitir os jogos são os mais prejudicados. E cá pra nós: esses jogadores do Figueirense são realmente profissionais. Apesar dos salários atrasados, eles honraram a camisa alvinegra até aqui. Chegar ao fim do mês com contas a pagar e o salário não aparecer, não é bom pra ninguém. Imagine, você, alvinegro ou não, nessa situação.


Campeão brasileiro
Em meio a tantas decepções no nosso futebol, pelo menos uma notícia nos encheu de orgulho neste último fim de semana. O Brusque Futebol Clube conquistou, neste domingo (18), o título de campeão brasileiro da Série D. Em Manaus, numa Arena Amazonas com mais de 40 mil torcedores, o bom time da terra do marreco realizou o sonho de ser campeão brasileiro pela primeira vez. Foi um jogo de acordo com o clima de Manaus, muito quente do início ao fim. O maior título que o Brusque tinha até então em sua galeria era o de campeão estadual de 1992 diante do Avaí. Alguns jogadores do atual elenco já começam a receber propostas de várias partes do Brasil.


Continua complicada
Na disputa do clássico catarinense na elite do futebol brasileiro, quem levou a melhor foi a Chapecoense, que tinha a obrigação de vencer o Avaí, já que o jogo foi realizado na Arena Conda e contou com um bom público. Pela parte técnica não podemos falar que foi um daqueles jogos de prender a atenção do torcedor do início ao fim. Cabia ao Verdão do Oeste as melhores investidas contra a defesa do Leão. Mesmo porque, um novo tropeço diante do seu fiel torcedor demonstraria mais uma falta de competência, colocando a Chape cada vez mais para baixo na tabela. A vitória da Chapecoense deu novo ânimo aos seus torcedores. Enquanto, que por aqui, a situação continua complicada. Segmento 


Vantagem do Verdão
O Palmeiras, que estacionou há um bom tempo neste Brasileirão, está com a faca e o queijo na mão para alcançar uma das vagas para as semifinais da Libertadores. O time de Felipão saiu de POA com a vitória por 1x0, com um golaço de Scarpa, e a vaga ainda está em aberto... Mesmo assim, ostenta uma baita vantagem. Felipão fechou a casinha na Arena do Grêmio, mandando o seu time jogar atrás - na retranca e sendo eficaz na marcação. Foi um jogo daqueles de deixar o torcedor com o coração na mão. O Palmeiras nos contra-ataques e o Grêmio, que dependia de Everton Cebolinha, pouco inspirado, não conseguiu furar a postura da defesa alviverde. O Palmeiras deu um passo, mas não pode desdenhar da tradição gaúcha na maior competição das Américas.

 


Pensamento do Bambi
Como diria o velho Vampeta: “Eles fingem que pagam, e eu finjo que jogo”. 


CARTÃO ROSA para o Brusque F.C, que é o grande destaque catarinense em 2019. Com um modesto plantel, uma folha de pagamento singela e muita disposição, o Bruscão foi em busca dos seus objetivos e conquistou o título de campeão brasileiro da Série D. Parabéns a todos que participaram dessa grande conquista. E que isso sirva de lição para os demais clubes de SC.

CARTÃO VERMELHO para o senhor Claudio Honiara, presidente da Figueirense Participações, e todos os seus asseclas, por deixarem chegar a uma situação humilhante um clube quase centenário e tradicional no futebol catarinense e até mesmo no Brasil. O Figueirense já chegou a ser modelo de administração no futebol brasileiro em tempo não muito distante. Um clube como esse não merece passar por isso.

 

DROPS DA ARQUIBANCADA
Dos nove clubes que disputaram a Segundona Catarinense, vejo que oito times terão possibilidades de ter algum de seus jogadores indicados a craque da Série B de SC. O nosso Guarani é o único que não teve nenhuma indicação e o Blumenau foi desclassificado.
Mesmo sendo um clube modesto, o Guarani sempre formou bons times. Porém, o atual parceiro não tem mantido a escrita no profissional, fazendo investimentos tímidos, e este ano ainda tirou a atenção que vinha dando à base. Tanto é, que o clube não disputou o Estadual sub-15 nem o sub-17. Será que essa parceria foi uma boa? Fica a pergunta.
Neste sábado (24), o Avaí irá decidir o título estadual sub-20, contra a Chapecoense, em Chapecó. No primeiro jogo, na Ressacada, o Leão fez 2x0 e garantiu boa vantagem. Alberto Valentim poderia aproveitar alguns desses jogadores no time principal.
Dois tradicionais clubes do nosso futebol retornam para a Série A do Campeonato Catarinense em 2020: o Almirante Barroso, de Itajaí, e o Concórdia, o Galo do Oeste, que esteve ausente por um bom tempo da elite do futebol de SC.
Interessante como o Catarinense teve uma queda vertiginosa depois do desaparecimento de Delfim Peixoto, ex-presidente da FCF. Acredito, se vivo fosse, ele jamais deixaria um clube filiado à Federação chegar a esse ponto negativo, no caso do Figueira. Vejo o atual presidente da FCF muito acomodado.



Publicado em 22/08/2019 - por Margarida Clésio Moreira dos Santos

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