fbb9450d3be5a6b4993a4e80e2c5e72d.jpeg PF deflagra operação contra esquema de fraudes bancárias em Palhoça

21f073dd7d7ffdce66edbd4895f44dfd.jpg “Palhoça merece mais representatividade política”, afirma Eduardo Freccia

77eec41cbba166888d206d6a5ff108c6.jpeg Projeto de educação financeira da UFSC deve desembarcar em Palhoça

fe248fa08d1e3bf14c32cb9a40f71697.jpg Presidência do TJSC recebe comitivas de Palhoça e de Santo Amaro

988c3d675c899f517107bbd650fd86ba.jpeg Câmara Brasil-Portugal SC promove rodada de negócios em Palhoça

db5d625340c0c619258dbb785ee6a6d9.png Dupla Rick & Renner é uma das atrações do Palhoça Rodeio

c4c6b4ace9e0b739258c62dccb27dd0b.jpeg Palhoça Drum Fest espera entre 170 e 200 bateristas em evento gratuito no sábado (18)

9c0caa2f39846b91f652c4a999b854b6.jpeg Dia da Família na Escola: banda Astronave de Papel prepara show especial para o CEI Formiguinhas

310fdb87b78de9130a0c59aa82f8f5a4.jpg Paróquia da Ponte do Imaruim divulga programação da Festa do Divino

2dfde3345023e7202bf479faf0fcac66.jpeg Amaro Junior: trabalho forte nos bastidores para os eventos de aniversário do município

3cd9575ab8132248d4020bff68c5ed02.jpeg Amaro Junior, presidente da FMEC: “O esporte palhocense tem pressa”

36c739bef1f0c87ea08f2c48181c0346.jpeg Tainá Hinckel é campeã sul-americana e embarca em nova competição pela WSL

c96f45d7c75c8cc164c223040a659a6c.jpeg Jovens de Palhoça conquistam vaga no Campeonato Brasileiro

77577611f48e142ca7b3afc143f1716f.jpeg Amaro Junior celebra os 98 anos de fundação do Guarani de Palhoça com festa e inauguração de quadra

954fbd69eb499e9b02fddca29cfb2bfa.jpeg Veja como acompanhar comunicados oficiais de interrupções no abastecimento da Águas de Palhoça

240c9ac33950e02b72bfc0506538c520.jpeg Águas de Palhoça ensina como identificar vazamentos internos no imóvel

0c80bc734af2de6e03ea9b81f3e27c3b.jpeg Reservação individual garante segurança no abastecimento de água em momentos de interrupção

fe6df7b47a70011fb36b8712c65f3c20.jpeg Ligações clandestinas de água são crime e prejudicam todo o sistema de abastecimento

dd0ecf323a9bda92a9e7cdde9d6baf4e.jpeg Entenda a importância da substituição de hidrômetros e como ela beneficia o consumidor

Fiesc lança proposta para recuperar economia de SC

Projeto Travessia tem foco na reinvenção da indústria, da economia, investimento em infraestrutura, atração de capital e pacto institucional

114a2fbae4bb00bf4b18b4d1cdf9c579.jpg Foto: FILIPE SCOTTI/DIVULGAÇÃO/FIESC

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) lançou, na sexta-feira (8), a primeira versão do Projeto Travessia, que consiste numa proposta para enfrentar a crise pós-coronavírus. A iniciativa vai atuar em quatro frentes: reinvenção da indústria e da economia, investimento em infraestrutura, atração de capital e pacto institucional. A iniciativa foi apresentada no Fórum New Deal SC, evento online que reuniu Andrea Salgueiro Cruz Lima (Whirlpool), Fernando Cestari de Rizzo (Tupy), Eduardo Sattamini (Engie Brasil Energia), Amélia Malheiros (Fundação Hermann Hering), Harry Schmelzer Jr (Grupo Weg), Eric Santos (Resultados Digitais) e o ex-ministro do Planejamento, Martus Tavares (Bunge Brasil), em encontro coordenado pelo presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar.

O fórum faz parte da programação alusiva aos 70 anos da Fiesc, comemorados em maio. “A pandemia impõe para as pessoas uma profunda mudança de comportamento. A empresa que se adaptar a esse novo cenário sairá mais rapidamente da crise. Ouvimos lideranças para debater os desafios e as tendências da indústria para o enfrentamento da pandemia e pós-pandemia. Foi importante ouvi-los e trocar experiências para direcionar as ações das empresas catarinenses”, afirma o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar.

O objetivo do projeto é promover uma travessia da crise, provocada pela pandemia, e que deve ter como consequência crises econômicas, de emprego, sociais e institucionais. Na primeira fase do projeto, a Fiesc vai interagir com as diversas forças da sociedade, especialmente do meio empresarial, para buscar sugestões e aperfeiçoar o planejamento e as possíveis ações que podem ser implementadas. “Sabemos que, pela dimensão e pela complexidade da crise, o impacto vai ser forte. Então, uma ação que tem que ser tomada o quanto antes é o planejamento para a saída da crise”, explica o diretor de inovação e competitividade da Fiesc, José Eduardo Fiates.

Aguiar lembra que a pandemia despertou o Brasil para os riscos da dependência externa do processo de manufatura e para a importância de ter uma indústria local forte. “Os problemas que tivemos para viabilizar a disponibilidade de produtos como respiradores reforçam isso”, exemplifica.

Para elaborar o projeto, a Fiesc fez uma ampla análise de estudos de consultorias internacionais que estão traçando cenários pós-coronavírus. Depois, a entidade comparou com países que tiveram uma situação dessa natureza no passado e criaram planos estruturantes, como o New Deal, dos Estados Unidos. A partir dessa análise, a federação fez uma síntese daquilo que se adapta à realidade do Brasil e do estado e estruturou uma proposta que tem o objetivo central de posicionar Santa Catarina como referência em desenvolvimento e crescimento sustentável. Esse objetivo central é apoiado pelos quatro objetivos principais que são: a reindustrialização e o fortalecimento da indústria, a atração de capital, o desenvolvimento da infraestrutura e o pacto social e institucional. “O que pretendemos é criar um plano estratégico e tático com alguns pontos cardeais para navegar nessa travessia”, resumiu Fiates.

 

Confira um resumo da fala dos participantes do Fórum New Deal SC

Andrea Salgueiro Cruz Lima, CEO da Whirlpool no Brasil: “Essa situação que vivemos não tem precedentes e não tem nenhum livro de gestão de negócios que pode nos ajudar a dizer o que fazer. Vivemos num mundo que é linear e essa transformação não é linear, mas vai ser tão profunda que mudará permanentemente nossos hábitos. E as empresas de bens de consumo, de serviços e o varejo vão ter que se preparar para quando a economia retomar”, afirmou. Andrea acredita que a estabilização pós-Covid-19 ainda vai demorar para acontecer e isso vai afetar de maneira profunda a economia. “A questão do aumento do desemprego vai acabar acontecendo e a contração de renda também. E isso vai fazer com que os consumidores busquem produtos de melhor equação de valor”, explica.  Ela também chamou a atenção para o crescimento das vendas pelos canais on-line.

Fernando Rizzo, presidente da Fundição Tupy: “Estamos lidando com uma tragédia humana. Temos uma longa caminhada pela frente. Essa crise começou com uma crise sanitária, se transformou numa crise econômica e logo será uma crise social”, disse. Na opinião dele, para minimizar os efeitos, os governos vão precisar atuar fortemente em escala global, como vem ocorrendo. Inclusive, a média de endividamento governamental deve subir para próximo de 100% do PIB em 2020. “Isso vai se refletir em menor capacidade de investimento e as reformas estruturais vão ser ainda mais importantes. E o Brasil não foge à regra”, afirmou Fernando. Ele destacou que há oportunidades no horizonte e explicou que, com as tensões geopolíticas que estão ocorrendo, indústrias brasileiras do setor metalmecânico podem tornar-se uma alternativa importante de fornecimento para a América do Norte e Europa. Rizzo observou ainda que o câmbio nos patamares atuais incentiva a nacionalização da produção de inúmeros componentes que o Brasil passou a importar nos últimos 15 anos. “Nesse cenário, investimentos em infraestrutura serão essenciais e isso vai ativar uma grande cadeia de produção de máquinas e equipamentos”, declarou.

Eduardo Sattamini, diretor-presidente da Engie Brasil Energia: Ele destacou que um dos efeitos da Covid-19 no setor de energia foi a queda de 14% na demanda do insumo no país. “Isso demonstra uma redução da atividade econômica, da indústria, do comércio e dos serviços”, explicou. Ele acredita o setor elétrico vai fechar 2020 com redução da demanda, mas com perspectivas de recuperação para 2021. Eduardo disse que o setor pode ajudar na retomada com ações de longo prazo. E citou como exemplo as discussões com governo federal para rediscutir os impostos e a estrutura de custos. Atualmente, no Brasil, 49,8% do valor pago pelo consumidor na conta de energia elétrica consiste em impostos e encargos. No caso de Santa Catarina, 14% do valor pago numa fatura de energia são encargos setoriais e 26% são impostos como o ICMS. Segundo Sattamini, esse excesso de taxação em cima da energia acontece porque é um tributo fácil de recolher. “Então, o setor elétrico passou a ser um agente fiscal. O consumidor acaba pagando um valor extremamente elevado. Estamos trabalhando para tentar desonerar essa tarifa para que a energia seja mais barata para o consumidor”, declarou.

Amélia Malheiros, gestora na Fundação Hermann Hering, comentou as mudanças no setor têxtil, lembrando que a moda brasileira tem destaque no mundo. Ela destacou a importância de amplificar a inovação presente no setor. O segmento promove o movimento #euvistobrasil para incentivar o consumo de produtos nacionais. “Estamos trabalhando para entender no setor têxtil a inovação. Somos criativos, mas temos várias barreiras. Exemplo disso é a nanotecnologia, que pode evoluir com a união dos setores com o alicerce da FIESC. Se hoje a nossa roupa estivesse medindo a nossa temperatura e enviando esses dados para o sistema de saúde... se a nossa toalha de banho, ou roupa de cama, estivessem aptas para combater bactérias que trazemos no nosso corpo, eu diria que teríamos um bom diferencial competitivo. O desafio é fazer com que essa fibra segure essa propriedade a partir de muitas lavagens”, comentou. Malheiros sugere que áreas como farmacêutica, química e de engenharia atuem no desenvolvimento de fibras mais inteligentes e sustentáveis, que causem cada vez menos impacto.

Harry Schmelzer Jr, CEO da WEG, comentou medidas que que devem ser implementadas pelo governo, para recuperar a economia o mais rápido possível. Falou também sobre o investimento em inovação para sobreviver em qualquer ambiente competitivo, mas também em situações como a que estamos vivendo hoje. “É importante termos acesso a financiamento para projetos de infraestrutura e estratégicos que tragam ganhos sociais, termos políticas e financiamentos públicos para incentivar o desenvolvimento da demanda por mobilidade elétrica e soluções digitais para a indústria 4.0. Temos que trabalhar para que a indústria volte a ser vista como atividade essencial para o desenvolvimento do Brasil”, frisou.

Eric Santos, CEO da Resultados Digitais, destacou que as empresas de tecnologia têm papel fundamental durante a crise e serão responsáveis por acelerar a transformação digital nos diversos setores da economia. Ele mostrou que o ecossistema de tecnologia no Brasil deu um salto gigantesco nos últimos dez anos. “A gente tende a ver uma aceleração da transformação que já estava em curso. Temos efetivamente todos os atores disponíveis: elementos da comunidade, aceleradoras, investidores, profissionais de suporte e grandes empresas, como o Mercado Livre, e várias outras que se tornaram ‘unicórnios’”, citou. O cenário pré-crise mostra que até o primeiro trimestre desse ano o setor registrava crescimento vertiginoso de investimentos. “As big-techs estão em condições de emergir melhor da crise, como é o caso da Amazon. Já no caso das startups, a crise está trazendo impactos relevantes. Mais de 50% tiveram queda de receita acima de 20% e já fizeram lay-off e demissões, como o AirBnB e a Uber. Estamos vendo esse impacto bastante diverso no Brasil, enquanto algumas estão adotando o layoff, outras estão crescendo, como o e-commerce”, afirmou.

Martus Tavares, ex-ministro e vice-presidente de assuntos corporativos da Bunge Brasil, destacou que a indústria de alimentos é tradicional, mas as mudanças de hábitos e de comportamentos afetam todos os setores, inclusive esse. “O processo já vinha acontecendo, pois o grau de exigência do consumidor se elevou. A recuperação será um longo caminho e entidades, como a FIESC, têm papel importante no apoio à reforma tributária e na cobrança por investimentos em infraestrutura”, disse. Tavares avalia que indústrias tradicionais demorem mais a retomar os investimentos, exceto na área de tecnologia.


Quer participar do grupo do Palhocense no WhatsApp?
Clique no link de acesso!



Tags:
Veja também:









Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg