52b0689afa9b051517e8e3b2627ac44d.jpeg Operação desarticula grupo que roubava e adulterava motocicletas em Palhoça

7607dd0306e01bc9eb51b5adc94f82fb.jpeg Anvisa encontra mais de 1,3 milhão de medicamentos irregulares em farmácia em Palhoça

c6dd2408824489632d0f37da30b658ff.jpeg Após acidente grave, morador de Palhoça precisa de ajuda

a634c485e22919cb03552b4e4417b274.jpeg Vereador Jean Negão se reúne com a Defensoria Pública de SC

6169852412aec862e964bcf1cfbc1eab.jpeg Vereador Mário César apresenta solicitações na Câmara em março

7dbc71f51de7fb07e58f2354a902efb6.jpeg Família promove rifa e vendas de livro, pães e doces para custear tratamento de saúde e despesas

d6ca8b4d858333955608e2992dbcc6bc.jpeg Artista da Guarda do Embaú assina curadoria e expõe obras em reabertura de sala no CIC

7fab836db77b3690d2c2ce149ab07b1b.jpeg Casé Henrique lança canção em homenagem ao garoto Henry Borel, assassinado em 2021

77be45ca04abc146f60dbb21f3797c55.png Caminhada do Axé CNIA leva fé, cultura e samba de roda às ruas de Palhoça

36c739bef1f0c87ea08f2c48181c0346.jpeg Tainá Hinckel é campeã sul-americana e embarca em nova competição pela WSL

c96f45d7c75c8cc164c223040a659a6c.jpeg Jovens de Palhoça conquistam vaga no Campeonato Brasileiro

77577611f48e142ca7b3afc143f1716f.jpeg Amaro Junior celebra os 98 anos de fundação do Guarani de Palhoça com festa e inauguração de quadra

3460b75d46c7d95d023ba991e14b128e.jpeg Jiu-jitsu ao alcance de todos: projeto social oferece aulas em dois núcleos em Palhoça

936cd089f6493f565ae14f03b7fceec1.jpeg Saiba por que é importante investir em tratamento de água

903fdb28310c4c483810ee4f0c1fe096.jpeg A importância da caixa d’água: conheça medidas indicadas para o número de moradores

d9a77b06fda7ee4be0c542ddf02059fe.jpeg Boosters: equipamentos que regulam a pressão colaboram para melhorar abastecimento em PH

80cfd6b74c9da19d947cc3a85b2577c5.jpeg Manutenção preventiva e de emergência: você sabe identificar a diferença?

Polícia Civil prende contadores acusados de fraude em notas fiscais e criação de empresas de fachada

Operação Caduceu realizou buscas em oito cidades catarinenses

4b62f752498e9a12703e0def53ecc39d.jpg Foto: DIVULGAÇÃO

A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu nesta quarta-feira, 30, dois contadores envolvidos em esquema de fraude de notas fiscais e sonegação de impostos, um em Itajaí e outro em Balneário Camboriú. Eles foram alvo da Operação Caduceu 1549, que também cumpriu 27 mandados de busca em endereços de pessoas usadas como laranjas do esquema. As ações da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), ocorreram nas cidades de Navegantes, Balneário Camboriú, Itapema, Itajaí, Porto Belo, Tijucas, Palhoça e Florianópolis. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 4 milhões e as suspeitas partiram da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF).

A delegada de Crimes Fazendários da DEIC, Débora Mariani Jardim, explicou em entrevista coletiva que 45 empresas foram identificadas, mas nenhuma existia fisicamente. Essas empresas noteiras foram utilizadas para emissão de documentos fiscais para acobertar saídas de mercadorias, em especial pescados, sem o pagamento dos tributos devidos, além de representar uma ofensa ao consumidor e à concorrência.

“Essas empresas eram criadas por esse contador e elas existiam para emitir notas fiscais de transações comerciais que não existiam. Essas notas eram geradas e depois elas poderiam acobertar esses produtos, que podem ser fruto de carga roubada ou produtos impróprios para consumo. Esse detalhe a gente ainda está apurando. Além de gerar um crédito de ICMS que pode beneficiar outros empresários e a venda dessas notas fiscais a outros empresários. Agora a gente vai analisar o material apreendido”, explicou a delegada que informou que foram levados dos locais de busca eletrônicos como telefones celulares, computadores e documentos relacionados à fraude. Com isso espera-se identificar os reais beneficiários das fraudes e das falsificações, e que prejuízos sejam, pelo menos em parte, ressarcidos à sociedade.

 

A investigação

A investigação começou a partir de uma abordagem feita em 2020 a um caminhão com carga de pescado, sendo encontrada uma nota fraudulenta em nome de uma empresa carioca que não existia. Além disso havia indícios de falsificação das etiquetas dos pescados. “A partir dessa constatação nós iniciamos um procedimento de investigação para verificar se esse contador vinculado a essa empresa que não existia fazia essa operação para outras empresas. E de fato o contador instituía de forma deliberada empresas fraudulentas para sonegar impostos e acobertar o trânsito de mercadorias com documentos fraudulentos. A partir daí nós pedimos apoio da Polícia Civil para que a investigação se tornasse criminal em razão do potencial ofensivo da atuação do contador”, explicou o consultor de Gestão da Administração Tributária da Secretaria de Estado da Fazenda, Felipe dos Passos.

O delegado-geral da PCSC, Ulisses Gabriel, lembra que esse tipo de crime tira do Estado o dinheiro que seria utilizado em políticas públicas, inclusive na segurança das pessoas.

“O que nós vislumbramos quando uma situação dessa acontece é um prejuízo difuso para a sociedade é um prejuízo que atinge toda uma coletividade. Porque não é só o fato de um indivíduo praticar um crime de sonegação fiscal e praticar uma infração administrativa também de sonegação. isso vai além porque é dinheiro que deixa de ser empregado em políticas públicas na saúde na educação e na segurança por exemplo. E no governo Jorginho Mello a gente tem investido muito em tecnologias, melhorado o efetivo das unidades policiais, investindo na qualificação. Então quando a gente faz todo esse trabalho, a gente qualifica os policiais, a gente dá estrutura para que as operações aconteçam, dá tecnologias, automaticamente a gente consegue escalar o combate ao crime”, esclarece Ulisses Gabriel.

Também participou da entrevista coletiva o delegado da Deic, Daniel Regis.

 

A operação

Caduceu é o símbolo da Contabilidade, que tem entre suas partes o Elmo, que seria uma proteção contra pensamentos e ações desonestas. Gaspar Lamego é considerado o primeiro contador-geral do Brasil, tendo sido nomeado para o cargo em 1549. Lamego foi responsável pela criação dos armazéns alfandegários, que marcaram o início da história da contabilidade no Brasil. O ano de 1549 foi utilizado para dar nome à Operação desencadeada pela Polícia Civil e pela Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina, de um lado para enaltecer o trabalho dos profissionais da contabilidade pelo valoroso serviço prestado à economia e à sociedade, e por outro, registrar o cumprimento, neste dia 30 (quarta-feira) de 27 ordens judiciais de busca e apreensão, bem como de duas prisões temporárias de profissionais que, em tese, se desviaram de seu juramento profissional.

A Fazenda estadual, após ter suspendido o credenciamento para emissão de notas fiscais de várias dessas empresas e ter cancelado Inscrições Estaduais quando constatado que nos endereços não havia funcionamento ou existência das atividades de diversas empresas, elaborou relatórios que foram encaminhados à Polícia Civil por reconhecer a existência de um criadouro de fictícias empresas, fatos que, em tese, são conhecidos como crimes de falsidade ideológica.

 



Veja também:









Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg