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Beleza masculina

Conversamos com três misters que levam o nome de Palhoça aos palcos dos concursos de beleza

ed0f7e3eff1df3b293be1f9fb29a478b.jpg Foto: DIVULGAÇÃO

Palhoça tem conquistado os palcos de concursos de beleza, tanto entre as mulheres quanto entre os homens. A partir desta sexta-feira (4), o morador da Guarda do Cubatão Paulo Veiga vai representar Santa Catarina no Mister Brasil de Las Américas, em Curitiba (PR). E o morador da Pedra Branca Yan Felipe Kronig Venzon está se preparando para encarar, em 2020, a etapa nacional de outra franquia, a Man of the World, uma competição internacional onde, este ano, brilhou outro representante da beleza palhocense, o personal trainer Jean Fillippe, morador do Jardim Aquárius. Nesta edição, o Palhocense conta um pouco da história desses três misters de Palhoça.
Paulo Veiga chamou a atenção da atual coordenadora do concurso Mister Brasil de Las Américas em uma seletiva de modelos da agência Mega Model. Em abril, ele foi convidado a participar de um evento de seleção, onde foi escolhido pelo coordenador nacional do concurso para representar Santa Catarina. “Fui pra ver como funcionava, pois nunca fui mister, nunca participei de concurso assim, e o coordenador me aclamou”, relata o mister Santa Catarina de Las Américas, que trabalha com recuperação judicial e estuda Design de Produto na UFSC. “Única vez que participei de uma seletiva na área de moda foi há uns três anos, pela Mega Model, quando fui aprovado na seleção. Mas eu estudo bastante e tô sempre viajando a trabalho, não consegui dar continuidade e focar no mundo da moda”, detalha o palhocense, nascido e criado em Palhoça - quando criança, morava no Pachecos. 
Paulo conta que começou a cuidar melhor da forma física assim que foi aclamado. Passou a praticar exercícios físicos, como andar de bicicleta e nadar, “para trabalhar o corpo como um todo”. “Procuro sempre estar atento a cuidados com a pele e cabelo. Sou ruivo, loiro, pele clara, então, protetor solar sempre”, conta o mister SC, que também fez aulas de passarela e estudou sobre o estado na preparação para as provas de entrevista. “Outro ponto é a oratória. Fui em alguns eventos de misses, treinei falar em público pra multidão, participei como jurado em algumas ocasiões, e assim venho me preparando para as provas. Pelo menos essas sabemos e podemos nos preparar para elas; outras serão surpresa e só na hora saberemos”, informa o palhocense.

Yan Venzon
Formado em Direito, Yan Venzon entrou para o mundo dos concursos de beleza para ajudar uma amiga. Para fortalecer a candidatura da estudante Isadora Pereira, eleita miss Garopaba, aceitou o desafio de encarar a etapa estadual ao lado da amiga. Tirou fotos, fez a entrevista, conversou com a coordenação e foi escolhido mister Garopaba. “Fui para ajudar a miss, não conhecia nada deste mundo”, conta o morador da Pedra Branca. E que ajuda! Isadora foi eleita miss Santa Catarina (saiba mais sobre a miss na página ao lado) e Yan entrou para o top5 da etapa estadual. Foi a recompensa por um esforço considerável.
Entre a aclamação como mister Garopaba e a final estadual, Yan teve pouco mais de um mês para se preparar. Como a coordenação apostava muito nele, decidiu se empenhar ao máximo. Chegou a perder 10 quilos! Isso porque estava malhando para ganhar massa muscular, e o concurso exigia um corpo mais esguio. Então, mudou o perfil do treino na academia, fez dieta e chegou à final pronto para figurar entre os melhores. Passou pelas provas de mídia, popularidade, corpo, rosto, projeto social, entrevista e elegância e venceu os outros 17 concorrentes em quatro desses quesitos - inclusive corpo e rosto. “Não fui com a expectativa de ir muito longe, foi uma surpresa muito grande pra mim”, revela. Após quatro dias de confinamento em Balneário Camboriú, em agosto, Yan terminou o Mister SC na quarta colocação, entre 18 fortes candidatos.
O desempenho no concurso chamou a atenção do diretor regional Luiz Bozzano, que escolheria, entre os cinco melhores, o mister que representaria Santa Catarina na fase nacional de outra franquia, a Man of the World. “Eu não esperava, tinha um pessoal muito mais forte do que eu. Fiquei surpreso com o convite. Viram meu potencial, que eu tenho perfil, e aceitei na hora”, relata.
A competição só vai acontecer em 2020 - provavelmente, em março - e até lá, Yan vai se preparar com a dedicação com que costuma encarar seus projetos e desafios. Como o projeto social “Salve uma Vida. Adote”, que trabalha com animais de rua e foi criado por um grupo de estudantes da UFSC. Yan planeja ampliar a atuação do projeto. “A faixa ajuda a trazer visibilidade”, destaca. E apesar de ainda estarmos a meses da próxima competição nos palcos da beleza, Yan já começou a preparação para o Man of the World, que exige um “shape” mais encorpado, mais musculoso. “Com a preparação certa, a gente consegue um bom resultado. Vou me dedicar, porque é o nome de muita gente que está em jogo”, garante, citando parceiros como Dany e Jefferson Rosa (coordenadores), Luiz Bozano (diretor regional), Pericles Mazano (personal trainer), Fred Tunes (Fred Barbearia) e a amiga Mayara Ribeiro. “Eu sou apaixonado por Santa Catarina, fico muito feliz de poder representar o estado e levar o nome de Santa Catarina nacionalmente”, finaliza.

Jean Fillippe
Se for selecionado na etapa nacional, Yan Venzon vai seguir os passos do personal trainer Jean Fillippe, que em 2012 deixou Goiás com a família para se estabelecer em Palhoça, no Jardim Aquárius, onde mora até hoje. Formado em Educação Física pela Unisul, Jean passou 20 dias nas Filipinas, entre junho e julho deste ano, representando o Brasil na etapa internacional do Man of the World. “Foi irado, foi uma experiência sensacional, incrível”, conta Jean, que terminou a competição em terceiro lugar.
Entre a rotina de provas, confinamento e passeios, Jean pôde sentir o carinho dos filipinos, que encaram os participantes do concurso (a final internacional é sempre lá) como celebridades. Bem diferente do que acontece no Brasil. “A gente é muito forte em concurso, mas não temos uma aprovação muito grande, não tem apoio no Brasil. Lá, a galera te trata como se tu fosse o Cristiano Ronaldo, as pessoas te param para tirar foto, abraçar, filmar, conversar contigo. É outra vibe, no Brasil é muito frio”, compara.
Entre as provas do concurso, Jean venceu como melhor projeto social, em função de um trabalho realizado junto à Colônia Santana, em São José. E essa foi a maior vitória que ele poderia esperar. “Para mim, era a prova principal e foi a que eu ganhei”, diz o mister, que se emocionou ao ouvir o Hino Nacional (a cada prova, o vencedor ouvia o hino do seu país). Por pouco, o Hino Nacional brasileiro não ecoou uma segunda vez no concurso. O pandeiro decorado com a bandeira do Brasil e fitas de Nosso Senhor do Bonfim foi o segundo objeto “mais valioso” no leilão de presentes organizado pela direção do evento.
Outro ponto alto da participação do brasileiro no concurso foi quando desfilou com o traje típico, interpretando Guaraci, deus do Sol na mitologia tupi-guarani. Na apresentação com o traje típico, ao invés de simplesmente desfilar, Jean marchou como em um ritual indígena e simulou um “ataque” aos jurados. “A primeira vez que eu fiz, o jurado se assustou. Foi muito divertido”, diverte-se o brasileiro, que conquistou público e jurados e terminou a competição na terceira posição, atrás apenas dos concorrentes da Bulgária e da Coreia do Sul.
Uma façanha e tanto para quem entrou neste mundo por acaso. Foi uma fotografia tirada com um mister Florianópolis, em 2016, que chamou a atenção de Luiz Bozzano. Eleito mister Palhoça, terminou o estadual da franquia CEB em sexto lugar. Bozzano, que tem 35 anos de experiência, seguiu apostando em Jean, e chamou o personal trainer para outro projeto, na franquia Mister Brasil Tur. Jean ficou em quinto lugar na etapa nacional, em 2017. Em 2018, seguiu treinando, focado em voltar a participar de concursos. Sabia que era um dos preferidos de Luiz Bozzano e um novo convite não demoraria muito a acontecer. Veio no primeiro dia do ano, como um prenúncio de um 2019 vitorioso. E foi, de fato, afinal, não é para qualquer um chegar em terceiro lugar entre mais de 40 competidores de todo o mundo. Fã do Big Brother Brasil, quem sabe um dia não apareça no reality show da Rede Globo? “Nunca me inscrevi, mas é um sonho participar. É um mundo que eu gosto”, admite.



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