Foto: ARQUIVO
Palhoça celebra, nesta sexta-feira (24), 132 anos de emancipação política e administrativa. Para marcar a data, vamos relembrar um pouco da nossa história.
Em 1894, quando se emancipou de São José, o território de Palhoça era de 3.180 quilômetros quadrados. O município era constituído das seguintes localidades: Palhoça (sede), Santo Amaro do Cubatão, Águas Mornas, Santa Isabel, Teresópolis, Alfredo Wagner, Enseada de Brito, Paulo Lopes, Garopaba, Capivari, São Bonifácio, Águas Mornas e Anitápolis. Depois da perda de território devido à emancipação de várias localidades, o município de Palhoça chegou à atua extensão territorial, calculada em 361 quilômetros quadrados.
O local sede do município, por ser uma área de banhados e manguezais, dificultou a sua ocupação pelas atividades agrícolas. Os primeiros povoadores se localizaram nas áreas mais secas, próprias para a agricultura: Passa Vinte, Aririú e Barra do Aririú. Com a abertura do caminho do Planalto, no final do século XVIII, acredita-se que Caetano Silveira de Mattos tenha instalado um pequeno comércio na Ponte do Imaruim.
O que fez Palhoça crescer foi, sem dúvida, o comércio com o Planalto, ao longo da segunda metade do século XIX, que atraiu muitos descendentes de alemães e alguns italianos. No ano de 1892, na então freguesia de Palhoça, residiam diferentes troncos familiares e etnias, com destaque para os luso-açorianos.
Palhoça era uma freguesia próspera, no contexto regional. A elevação à categoria de município em 1894, incorporando as freguesias de Palhoça, Santo Amaro do Cubatão e Enseada de Brito, faz com que esse período seja conhecido como dos "transportes", pois os núcleos sociais se deslocaram para a estrada Desterro-Lages e passaram a se reunir em torno das praças, com a igreja e o comércio. Desse período, sob a influência da arquitetura colonial portuguesa, restam, em Palhoça, poucas construções. Destaque para algumas casas na Enseada de Brito e o prédio da antiga Prefeitura, no Centro de Palhoça.
Com a construção da Ponte Hercílio Luz ligando a Ilha de Santa Catarina ao Continente, inicia um período de "decadência". Prédios de valor histórico e arquitetônico foram demolidos ou desabaram - entre eles, a antiga Igreja e o Teatro Municipal. No período da retomada do progresso, considerado em função da construção da BR-101, houve um aumento considerável de construções, principalmente conjuntos habitacionais.
23/04/2026
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