Foto: ARTE
O presidente da Comissão de Proteção e Defesa Civil da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), deputado estadual Sérgio Guimarães (União), lamentou os alagamentos registrados em Palhoça após estimar cerca de 20 minutos de chuva intensa na noite desta terça-feira (24). Segundo o parlamentar, o volume foi suficiente para deixar diversas ruas completamente tomadas pela água.
Guimarães utilizou a tribuna da Alesc para manifestar indignação diante da situação enfrentada pelos moradores. De acordo com relatos recebidos por ele, em alguns pontos a água chegou à altura do peito de moradores, o que representa cerca de 1m50. “Isso virou rotina na nossa cidade. Nós estamos falando da sexta economia do estado, onde a Prefeitura arrecada cerca de R$ 2 bilhões por ano”, criticou.
O deputado afirmou que, ao conversar com a equipe da Defesa Civil, foi informado de que todos os rios do município transbordaram durante a enxurrada. Ele também relembrou um episódio trágico ocorrido em dezembro de 2025, quando uma família inteira morreu após o carro em que estava ser arrastado pela correnteza.
Guimarães questionou a Prefeitura de Palhoça sobre a falta de soluções efetivas para minimizar os impactos das chuvas. “Com todo o sistema tecnológico existente e serviços de engenharia disponíveis, como não foi encontrada uma maneira de reduzir os impactos das enxurradas?”, indagou.
O parlamentar citou como exemplo o município de Biguaçu, que realizou projetos de macrodrenagem para enfrentar problemas históricos de cheias. Para ele, iniciativas semelhantes poderiam ser adotadas em Palhoça.
Guimarães ponderou ainda que, se houver necessidade de recursos públicos, está disposto a destinar parte de suas emendas parlamentares para auxiliar em projetos de mitigação e prevenção de enchentes. Diante do episódio desta semana, Sérgio Guimarães vai destinar imediatamente R$ 2,5 milhões para obras de contenção no rio Passa Vinte, em Palhoça. A ação deve reduzir os riscos de extravasamento do leito. Os valores estarão liberados ainda em 2026.
O deputado ressaltou que os temporais paralisaram a cidade. Até a BR-101 ficou com o trânsito comprometido devido ao grande volume de água acumulado na marginal próxima ao trevo de acesso à BR-282.
Entre os bairros mais castigados, ele destacou Aririú, Pagani — onde fica a sede da Prefeitura — e Centro. Guimarães também citou o exemplo de São Paulo, que implantou reservatórios para armazenar a água da chuva, posteriormente escoada com o auxílio de bombas de sucção. “Nosso povo não aguenta mais perder tudo. Isso é corriqueiro e, a cada chuva, é prejuízo. Não podemos mais aceitar essa situação”, concluiu.
26/02/2026
26/02/2026