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Cartão Rosa - Edição 700

Para a alegria do esposo, filho, familiares e amigos, quem completou mais um niver nesta quarta-feira (31) foi a artesã Kátia Breis, do bairro Madri. A coluna deseja muita saúde e alegrias

 

 

Vergonhosa situação
Justamente no momento em que o clube enfrenta uma grave crise financeira, o Figueirense apresentou oficialmente o seu novo diretor-executivo de Futebol, o bem conhecido Antônio Lopes. O delegado, com passagens como treinador por grandes clubes do nosso futebol, foi anunciado pelo presidente alvinegro, Cláudio Honigman, que enfrenta uma forte oposição interna no clube. Em meio a esse clima revoltoso que vive o Alvinegro, o gestor resolve trazer mais uma grande despesa. O que o Figueira precisa é agrupar e buscar soluções imediatas para sair dessa vergonhosa situação. Da forma como as coisas estão, clube poderá estar como o JEC.


O novo líder
Não foi um bom resultado. Aliás, o torcedor azurra já aguarda um bom resultado de seu time faz tempo. A derrota do Avaí para o Santos, dentro da Vila Belmiro, já era esperada, afinal era um dos postulantes à liderança contra o lanterna deste Brasileirão. O time venceu o Leão por 3x1, mas não pensem que foi com muita facilidade. O Avaí chegou a ter chances para sair de lá com um empate. O bom e modesto time caiçara tomou a iniciativa logo no início do jogo, utilizando forte marcação na saída de bola, não dando brecha para o Avaí e abrindo o placar do jogo. A partir daí, o Avaí pôs as “manguinhas de fora” e chegou ao empate. O time santista não deixou barato e, em tarde inspirada do baixinho Soteldo, que entortou os seus marcadores, venceu a partida para ser o novo líder deste Brasileirão.


O adeus ao Velho Bruxo
A notícia surgiu como uma bomba. Em curto espaço de tempo, vários textos pipocaram nas redes sociais de todo estado de Santa Catarina com a informação de que Lauro Búrigo, o nosso “Velho Bruxo”, havia nos deixado na última quinta-feira (25), vítima de uma parada cardiorrespiratória, na UTI do Hospital Baía Sul. Conheci o Lauro em 1994, quando ele comandou o Avaí na Segundona Catarinense. O Leão disputou aquele título contra o Hercílio Luz, dentro da Ressacada, vencendo o jogo por 2x1. Este escriba estava no apito da partida e, ao término, o Velho Bruxo chegou para mim e falou: “não porque ganhamos, mas tu ainda vais crescer muito na arbitragem”. De lá pra cá, mantivemos uma boa amizade. Com nove conquistas de Campeonato Catarinense, o Velho Bruxo deixa um grande legado na história do nosso futebol.


Vale a pena
A pífia campanha que o Avaí vem realizando neste Brasileirão me leva a uma reflexão: será que vale a pena passar um campeonato inteiro levando pancada só pra falar que está na elite? Mais árduo que entrar na Série A é conseguir manter-se nela. Dos 20 clubes que compõe esse Brasileirão, alguns não merecem estar lá e não vou questionar as suas tradições, história ou a força de suas torcidas. O que me refiro aqui é sobre as suas organizações administrativa, categorias de base e capacidade financeira. A crise que se instalou no Brasil atinge a todos os segmentos de nossa sociedade e o futebol está passando por um grave colapso, com alguns clubes disputando essa Série A, apenas por suas tradições. Eu diria que são aqueles ricos de outrora que hoje em dia mal têm o que comer.


Um enorme VAR
Hoje em dia, fala-se mais nas arbitragens do que propriamente no baixo nível do futebol apresentado pela grande maioria de nossos jogadores. E um dos personagens mais polêmico desta temporada é o VAR, justamente ele que era pra esclarecer os erros. Acompanhando toda essa turbulência que estamos vivendo, chego à conclusão que estamos precisando de um VAR. Um árbitro de vídeo para analisar as falcatruas de políticos trapaceiros, outro para os mentirosos prometendo que o Brasil vai mudar, para a falta de respeito existente contra nós cidadãos, a falta de consciência e de educação de muitos seres humanos... e por aí vai. Estamos precisando de um enorme VAR para nos ensinar a sermos mais humanos e pararmos de querer tirar vantagem de tudo.


Quem é cego
O empate entre Figueirense e Vitória/BA não levou o torcedor alvinegro a reclamar, e muito menos a protestar contra o time. Os jogadores, mesmo sem treinar, por estarem passando por uma série de dificuldades financeiras, fizeram o que foram capazes. Diante de um adversário que amarga a maldita zona, o jogo começou de forma truncada e bem movimentada, com muita euforia e dedicação por parte dos jogadores alvinegros. Depois da expulsão de Victor Guilherme, erro da arbitragem já que ambos levantaram os pés, o time deu uma recuada e o resultado em campo serviu para mostrar para os incompetentes que esse plantel joga com garra e muita vontade. Só não vê quem é cego. 

 

Pensamento do Bambi
Nunca teremos tempo para nos despedir. Portanto, vamos caprichar nos encontros imperfeitos. 


CARTÃO ROSA para o verdadeiro torcedor alvinegro, que é a maior riqueza de um clube de futebol. Eles não têm abandonado o time, que vem atravessando um momento tão perturbado fora de campo. A torcida abraçou a causa e tem ajudado a equipe naquilo que pode contribuir. A chegada de Vinicius Eutrópio só irá melhorar esse panorama se os que comandam o clube resolverem imediatamente a situação financeira.

CARTÃO VERMELHO para o futebol apresentado pelo Criciúma nesta Segundona Brasileira. O torcedor tricolor anda sentindo saudades daquele velho e bom time que um dia conquistou a Copa do Brasil, chamando a atenção da imprensa esportiva brasileira e até mesmo do mundo. 

 

DROPS DA ARQUIBANCADA
Que o Palmeiras era o predileto para vencer o modesto time do Godoy Cruz, dentro de sua arena, disso não podemos duvidar. Mas, precisava o VAR abrir as porteiras para o time alviverde? O pênalti aplicado a favor do Palmeiras foi uma VARgonha.
Antes de começar o jogo no Orlando Scarpelli, o presidente Claudio Honigman e alguns conselheiros foram os principais alvos das manifestações dos torcedores alvinegros, que entoaram cantos contra a má administração do clube.
A derrota do Avaí para o Santos, dentro da histórica Vila Belmiro, por 3x1, não foi um resultado conquistado com facilidade por um clube que disputa o título brasileiro. O Leão jogou bem, deu trabalho ao time caiçara e tem uma nova filosofia de jogo.
Marcos Severo, grande ídolo do Avaí, pegou um gancho no Facebook de Albeneir para manifestar a sua solidariedade aos jogadores do Figueirense: “Mesmo tendo jogado no Avaí, sempre respeitei o Figueirense e sua torcida. Torço por dias melhores a este clube”. Parabéns, Severo. Afinal, é nessas horas que devemos nos solidarizar. Esse é o maior clássico do futebol catarinense.
Até a saída de Hemerson Maria, o clube não tinha dinheiro para comprar o pão, a manteiga, o café e frutas. Agora, do nada, aparece um subsídio de R$ 19 milhões para saldar as dívidas e colocar os salários em dia. Estranho, né?!

 

 

O boa praça Wallace, curtindo a vida ao lado da esposa, Alessandra, e a linda filha Sofia



Publicado em 01/08/2019 - por Margarida Clésio Moreira dos Santos

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