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Editorial - Edição 1.031

 

Enchentes: o momento da virada


As manchetes desta semana poderiam muito bem ter sido copiadas de dezembro de 2025. Mais uma vez, a enchente voltou a castigar a nossa Palhoça, repetindo um roteiro que já se acumula na história da cidade. A água invade casas, interrompe o ir e vir, causa prejuízos e, quase sempre, atinge com mais força quem já convive com maiores dificuldades. É um ciclo perverso que se repete: chove forte, os rios sobem, as ruas alagam e a conta recai sobre os ombros mais frágeis. Não se trata de um episódio isolado, mas de um problema estrutural que atravessa décadas.

É preciso reconhecer que, nos últimos anos, o município tem dedicado mais atenção ao tema, com ações regulares e contínuas para tentar minimizar um problema histórico. Também é verdade que o volume de chuva registrado em poucas horas foi excepcional e a maré estava alta. Mas há uma má notícia que não pode ser ignorada: com as mudanças climáticas, eventos extremos tendem a se tornar mais frequentes e intensos. Podemos, e devemos, fazer a nossa parte enquanto cidadãos, desde o descarte correto do lixo até a preservação de áreas verdes. Ainda assim, seguimos quase como reféns de uma nova postura global que tarda a se consolidar. O mundo precisa mudar, mas a cidade não pode esperar.

A enchente desta semana deixa um alerta claro: talvez os esforços empregados até aqui não estejam sendo suficientes. Não seria a hora de buscar apoio técnico especializado, inclusive fora do Brasil, para repensar o manejo das águas da chuva? O conceito das chamadas “cidades esponja”, adotado em diferentes partes do mundo, oferece lições importantes sobre como absorver, reter e reutilizar a água para o próprio desenvolvimento urbano. Falamos, sim, de grandes investimentos. Falamos de prioridades. Mas, quando colocamos na balança as perdas materiais recorrentes, o sofrimento das famílias e, sobretudo, o risco de vidas humanas, qualquer custo passa a ser relativizado. Talvez este seja o momento da virada. Ainda há tempo, mas ele não para.



Publicado em 26/02/2026 - por Palhocense

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