Armas de fogo feitas em impressoras 3D foram apreendidas em Palhoça. A ação ocorreu nesta quinta-feira (12), através da Operação Shadowgun, realizada no âmbito interestadual. O mandado de busca e apreensão foi cumprido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
A investigação foi conduzida pelo Gaeco do Rio de Janeiro (MPRJ) e pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ). Além da ação realizada em Santa Catarina, também foram cumpridos mandados em outros estados brasileiros.
A investigação começou com a troca de informações entre a agência estadunidense Homeland Security Investigations (HSI) e o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab/MJSP). As apurações permitiram identificar que um grupo brasileiro trabalhava com a produção e venda de armas produzidas pelas impressoras 3D.
Além das armas de fogo, a organização fazia o uso da tecnologia para produzir acessórios. Eles também são investigados por lavagem de capitais por meio de ativos virtuais.
Apesar de fabricadas dessa forma, as armas de fogo possuem potencial destrutivo considerado alto. Elas eram vendidas pela internet. Os suspeitos também vendiam os projetos para impressão.
“As diligências identificaram um fluxo financeiro que envolve a utilização de empresas de fachada e o uso sistemático do criptoativo de privacidade para recebimento de doações e pagamentos de kits de armamentos”, explica nota do MPSC. O caso segue em investigação.
13/03/2026
13/03/2026
12/03/2026