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Livro escrito por alunos da rede municipal será lançado para convidados na terça-feira (2)

Escola Adriana Weingartner, no Caminho Novo, foi uma das selecionadas para o projeto nacional “A Cidade da Gente”

7d6045ced795ea5682e84cd876e98f8e.jpeg Foto: DIVULGAÇÃO

Por: Willian Schütz

 

Histórias de Palhoça e ícones que compõem o imaginário da cidade agora estão reunidos em um novo livro. A obra não foi produzida por historiadores renomados ou jornalistas de longa carreira, mas sim, por estudantes do 6º ano da Escola Básica Municipal Professora Adriana Weingartner, localizada no Caminho Novo. A iniciativa é resultado de um projeto coordenado por professores e o produto final será apresentado oficialmente na próxima terça-feira (2).

O lançamento foi planejado como uma celebração exclusiva, realizada somente com a presença de alunos, corpo docente e convidados especiais que foram fundamentais para a concretização da obra. 

Entre os presentes, por exemplo, estarão representantes da Secretaria de Educação e da concessionária Águas de Palhoça. Além deles, a cerimônia contará com uma comitiva de organizadores nacionais da iniciativa, vindos de São Paulo. Personalidades retratadas no livro também confirmaram presença, como os integrantes da Escola de Samba Nação Guarani, fundadores do jornal Palavra Palhocense e a equipe da escola. 

Durante o evento, os exemplares serão distribuídos gratuitamente aos alunos autores e aos convidados presentes. Além disso, a rede municipal de ensino ganhará 2,5 mil exemplares para distribuir em outras unidades. “Também haverá uma sessão de autógrafos com os alunos participantes e homenagens às pessoas que nos ajudaram e participaram desse projeto”, revela a professora Melissa Costa.

 

O projeto

A proposta do livro surgiu quando a escola foi uma das selecionadas para o projeto nacional “A Cidade da Gente”. A iniciativa, que há 10 anos percorre municípios de todo o país, tem o objetivo de registrar, por meio da escrita dos próprios alunos, os patrimônios materiais, imateriais e ambientais das comunidades. Segundo Cintia Tuler, assistente técnico-pedagógica da unidade, a iniciativa permite que os alunos aprofundem seus conhecimentos sobre a cidade, contribuindo ativamente para a preservação da memória local. 

Para a construção do livro, o trabalho foi dividido em temas trabalhados por três turmas distintas. O conteúdo abrange a história, a função e a relevância comunitária do jornal Palavra Palhocense; a trajetória e o impacto cultural e esportivo da Escola de Samba Nação Guarani e da Sociedade Esportiva, Recreativa e Cultural Guarani de Palhoça; e, por fim, a importância histórica e função social da Praça 7 de Setembro. 

 

Palavra Palhocense

Um dos capítulos centrais dedica-se à imprensa local e contou com a visita de Alexandre Bonfim, editor-chefe do Palavra Palhocense, e seu pai, João José da Silva, fundador do jornal O Palhocense. 

Alexandre Bonfim destaca que a participação no livro reforça o vínculo histórico do jornal com a cultura local. “Nós somos entusiastas da palavra escrita. Esse envolvimento da literatura e do jornalismo está bem claro ao longo da nossa história, com o lançamento de 11 livros, sendo a maioria do João José, nosso fundador, mas também participamos da edição de outros livros, como o do Rui Guimarães, como também do doutor Juarez Nahas”, introduz o jornalista.

Bonfim também considera o novo livro como um caso ainda mais especial. “É mais um exemplo que nos enche de alegria. É um trabalho genuíno, que envolve os alunos do sexto ano. A oportunidade de estar lá com eles foi incrível, por saber que todo aquele contexto histórico que a gente trouxe os encantou muito”, argumenta. 

Para a elaboração do capítulo sobre o jornal Palavra Palhocense, Alexandre Bonfim chegou a ir à escola para conversar com os alunos da unidade de ensino sobre os bastidores da produção do jornal.

Outro visitante também foi João José da Silva, pai de Alexandre e fundador do jornal O Palhocense, veículo que deu bases para o atual semanário que circula pela cidade. Na palestra, ele compartilhou com os alunos sua trajetória pessoal e profissional, falou sobre a história do periódico e também do município de Palhoça, contribuindo com sua vivência para enriquecer a perspectiva histórica do projeto.

Vale lembrar que a Lei 5.332, de 2023, estabelece o jornal Palavra Palhocense como Patrimônio Histórico Cultural e Imaterial da cidade de Palhoça.



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