Alunos da FMP colaboram com Pastoral da Criança

Instituição no Caminho Novo foi escolhida para participar do Projeto Cooperação

2bf764a28b7c8ae871675de954caa359.JPG Foto: NORBERTO MACHADO

Alunos da disciplina de “Captação de Recursos”, da 7ª fase do curso de Administração da Faculdade Municipal de Palhoça, vão fazer um evento especial nesta sexta-feira (7), dentro do Projeto Cooperação. O bar que fica em frente ao prédio da FMP, na Ponte do Imaruim, será transformado no palco da solidariedade: a renda com a venda do tradicional choripán (pão com linguiça) será revertida para auxiliar no trabalho da Pastoral da Criança, no Caminho Novo.

É uma festa já tradicional da FMP. Todo semestre, cada turma que passa pela disciplina tem a missão de fazer um planejamento para ajudar uma instituição. Nesse planejamento, os alunos trabalham como a engrenagem de uma empresa, com grupos responsáveis por setores determinados, como captação de marketing, formação de contatos e organização de eventos, como este do choripán. A turma deste primeiro semestre de 2019 decidiu ajudar a Pastoral da Criança. Não foi por acaso. “Eu frequentava aqui quando era criança, e a gente está sempre aqui, de vez em quando minha mãe ajuda, então foi o primeiro lugar que eu pensei. E é um lugar que precisa muito”, comenta a estudante Mariana Carla.

Mariana mora no Caminho Novo, bem perto da sede da Pastoral, que já existe no bairro há 20 anos. “A gente começou de casa em casa, depois fazíamos no colégio Adriana Weingartner. Depois, vimos este espaço e pedimos para utilizar a casa e foi feito um contrato de comodato”, conta dona Dirce Luciano Borges, coordenadora do projeto. 
A instituição sobrevive com doações. A casa onde está instalada fica em um terreno localizado em uma “baixada”, ao lado de um rio. Quando chove muito, o risco de alagamento é alto. Por isso, uma das iniciativas da turma da Mariana foi a de providenciar um suporte para manter a geladeira em um nível mais alto em relação ao solo. Também serão instalados suportes para vedar as portas e impedir a entrada da água. Os universitários também conseguiram a doação de seis mesas e bancos, já instalados na casa. Outra meta é comprar uma lavadora de alta pressão (o popular VAP). “O que a dona Dirce precisar, a gente está disposto a correr atrás”, comenta outro aluno, Gustavo Dutra. “Nossa mesa estava toda cheia de cupim, a gente até se machucava nas farpas quando batia. Foi uma bênção, eles são uma bênção pra gente”, agradece dona Dirce, que ama o que faz.

Ela lembra que demorou seis meses para aceitar o trabalho, e hoje, não consegue se imaginar fazendo outra coisa. E Mariana atesta: tudo o que ela faz, é feito com muito carinho, com muito amor. Dona Dirce e seu grupo de trabalho fazem visitas domiciliares, orientam mães e gestantes, observam a saúde e o desenvolvimento das crianças e providenciam reforço alimentar, quando necessário. Aliás, a famosa sopa da Pastoral é um momento muito esperado pelas cerca de 150 crianças de zero a seis anos atendidas pela entidade, que também atende 102 famílias e mais 30 crianças a partir de seis anos na vertente Pastoral Mirim, com atividades como artesanato e música. “É uma alegria, as crianças recebem a gente muito bem. É muito gratificante este trabalho, tu olhando aquela criança se desenvolvendo, crescendo”, diz dona Dirce, que ainda se emociona quando é reconhecida na rua por adultos que um dia já passaram por suas mãos carinhosas. Mariana lembra da infância e também se emociona ao ouvir o testemunho da mentora do projeto. “Ela muda a vida de muita gente”, define Mariana.

Para ajudar a Pastoral a manter este trabalho, os alunos já vêm realizando eventos e colhendo doações. Um dos eventos foi um bingo, que aconteceu na quarta-feira (5). E nesta sexta-feira, toda a comunidade palhocense está convidada a se unir aos universitários da FMP no tradicional evento do choripán, a partir das 18h, no bar em frente à faculdade. E quem quiser colaborar de outra forma, a Pastoral aceita doações de alimentos, cobertores e roupas, principalmente roupas de bebê e de criança. “As crianças merecem toda a ajuda da gente”, finaliza Gustavo.



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