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Beltrano - Edição 1.000

 

O curandeiro e os empalamados - Parte II

 

“Eta dorzinha da peste,
Só quem sente pode falar.
É cada pontada na testa
Que penso em me suicidar.”
“Sei o qui é. Tu não sabe, Zé?!”
Interrompeu a Zurilda, de pé,
Doidinha pra doença revelar. 

“Se a dor começa na cabeça,
Pode ser o que tô pensando:
O sinhor está lascado
Pode um padre ir procurando.
Não existe tal remédio
A não ser morrer de tédio
Escute bem que tô falando!”

“Não há milagre que cure
Do senhor essa grande dor,
Pois é a dor da consciência
Que está pegando o sinhor!”

“Eu não falei?!”, diz a Zurilda.
“Pelo menos não é outro nome, 
Eu ia dizer que era chifre
Que botaram na cabeça do homem.
Mas, como é um político safado
Que o povo tem roubado
Logo, logo, essa dor some.”

“Aqui mesmo, em Palhoça
Deve existir um punhado,
Que tem dor na consciência
Mas fica bem camuflado.
Dói mais é no travesseiro
Quando sonha com o trazeiro
Na prisão sendo estuprado.”

“Poxa, Zé, tenha piedade,
Venha logo me atender,
Diga logo pra esse moço
Que ele merece sofrer.
Me dê o remédio que cura tudo
E deixe de lado esse graúdo
Sinão meu filho vai morrer!”

“O que que teu filho tem?”
“Pêra aí que vou falar:
O istepó come demais
Só não consegue engordar.
Queria que o sinhor visse
Nunca vi coisa tão triste:
Comer e não poder cagar!”

“A pança tá quase estourando
E anda todo empanzinado.
Comeu três pizzas inteiras
Quatro batata com melado. 
E o que me dá mais medo
Vai que um dia levante cedo
E o encontre morto e cagado?!”

“Pro problema de vocêgi dois
Duas garrafadas vou receitá:
Pro menino que não caga
Mas tem precisão di cagá
Uma garrafada di azeite.
Pro sinhor, espero que aceite
Farei uma com óio de araçá.”

“Um vive no meio de vermes,
O oto tem verme na barriga. 
Esse santo remédio vai curar 
Todo tipo de verme e lombriga.
Uma garrafa é dez, contribuinte,
Se levar três, faço por vinte,
Por dinheiro nós não briga.”

“Ui cruzes, que coisa mais cara
Só pro meu filho vortá a cagá?!”
“Nada disso, minha senhora,
Esse remédio é mais que um chá!”
“Cinco conto, eu levo agora...”
“Tá feito minha senhora,
É só agitar e dá pro guri tomá!”

“Mas me diga, Zé de Deus
O meu caso é mais especial:
E se eu estiver num congresso
E esse chá me fizer mal?”
“Leve consigo um rodo
Caso venha se cagá todo
Ao tomar o remédio via oral.”

Zurilda: “O que é isso: via oral?
Não me venha com embrulhada
É pela bunda ou pela boca
Que se toma essa garrafada?
Se esse troço não fizer efeito
Vou procurar meus direitos,
Comigo a barra é pesada!”

“Leve logo esse remédio, muié
Deixa de tanto lero-lero,
O teu filho tá morrendo
E é isso que eu não quero.
A criança vai ficar curada
O político, que só faz cagada,
Não tem mais cura, sou sincero.”

“Tudo bem, eu já tô indo,
Espero qui o sinhô tenha razão
Mas se funcionar ao contrário
Vou fica mais braba que cão,
Desse político agarro a venta
Quero ver se ele aguenta
Um chute bem no culhão.”

“Quem comprou, comprou
Quem não comprou tanto faz,
Vou é picar a minha mula
Antes que vocês voltem atrás.
E pra vocês que tão aí rindo
Deste meu causo muito lindo
Na simana que vem têm mais!”



Publicado em 05/07/2025 - por Beltrano

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