8303186e49e5e2826970710239a3acb2.jpeg Escritórios de contabilidade são surpreendidos com autuações que ultrapassam R$ 300 mil em Palhoça

b0e9adcf48fe7d543a13e5874470d0f4.jpeg Planning Comunicação completa um ano de atuação em Palhoça

258c0d6f9b1a3c347f62d8b35a5113df.jpeg Alagamentos mobilizam equipes da Prefeitura e dos Bombeiros

6c71bc211e287a2f5ab766b5feab88fb.jpg Jean Negão defende subsídio ao transporte, mas exige renovação da frota como contrapartida

608a09476df945d09c3d51a379a0f46a.jpeg Cuidado e arte: pintura gestacional é oferecida a gestantes de Palhoça

452d7b2221ac94714721c3a11b48eac6.jpeg Filme palhocense ‘Presente’ terá sessões gratuitas em diferentes pontos da cidade

8e7014fb432b9e4e96130d5d5b12af18.jpeg Palhoça tem programação para todos os públicos, em diversos pontos

77577611f48e142ca7b3afc143f1716f.jpeg Amaro Junior celebra os 98 anos de fundação do Guarani de Palhoça com festa e inauguração de quadra

3460b75d46c7d95d023ba991e14b128e.jpeg Jiu-jitsu ao alcance de todos: projeto social oferece aulas em dois núcleos em Palhoça

815e2c79201e1010aef78b887dc69bce.jpeg Marcos Túlio: atleta com história em Palhoça e carreira internacional é destaque na Gulf Magazine

Café, Giz e Controvérsias - Edição 1.024

 

Por que repetimos os mesmos erros?

 

Hoje escrevo não apenas sobre a humanidade, mas sobre o fio invisível que costura séculos de dor e esperança. Um pequeno recorte da História, tantas vezes usado como arma para atacar, refutar, odiar e até aniquilar. Pergunto-me: qual é, afinal, o verdadeiro legado desses registros que atravessam o tempo? Não seriam eles um espelho que nos convida à humildade, à memória e ao amor, em vez de à repetição dos mesmos erros?
É por isso que a última edição impressa de 2025 não se limitará a narrar o cotidiano. Será antes uma pausa, uma reflexão que deveria bastar para que as atrocidades deixassem de se repetir. Um chamado à consciência de que só o amor é capaz de transformar o peso da História em caminho de evolução, e que a verdadeira liberdade nasce quando aprendemos a reconciliar-nos com o passado para construir, enfim, um futuro de paz. 
É como se a história tivesse sido escrita em capítulos alternados de dor e esperança. Os hebreus, filhos da promessa, atravessaram desertos de escravidão e longos exílios, sustentados apenas pela fé em um Deus que não abandona. Entre eles e seus vizinhos — ismaelitas, edomitas, moabitas e amonitas — havia laços de sangue, pois todos descendiam da mesma raiz: Abraão. Ainda assim, a irmandade frequentemente se dissolvia em disputas e guerras, como se o coração humano insistisse em esquecer que o verdadeiro chamado sempre foi o amor.
Foi nesse cenário de opressão, expectativa e contradições que nasceu Jesus, trazendo uma mensagem de reconciliação e mostrando que a dor pode se transformar em redenção quando iluminada pela fé, pela justiça e pela misericórdia.
Séculos depois, a própria Europa foi moldada por encontros e desencontros semelhantes. Celtas, gregos, romanos, visigodos e muçulmanos deixaram marcas profundas em sua cultura, em seus valores e em suas instituições. O cristianismo, apesar de suas divisões internas, funcionou como o fio que costurou o tecido do Ocidente, oferecendo fundamentos éticos que sustentaram ideias como liberdade, dignidade humana e responsabilidade moral.
Vieram, então, as grandes navegações, o mercantilismo e o Iluminismo — este último pregando razão e tolerância, mas, paradoxalmente, muitas vezes sendo instrumentalizado para justificar perseguições e exclusões. As guerras ideológicas dos séculos XIX e XX revelaram, de forma brutal, que o homem ainda tropeça em sua própria soberba. Ainda assim, a mensagem cristã permanece como um farol: somente o amor vivido com humildade, justiça e responsabilidade pode conduzir à verdadeira evolução da humanidade.
No entanto, mesmo hoje — em um tempo no qual deveríamos semear a paz, especialmente quando um novo ano se inicia e com ele surge a oportunidade de repensar atitudes e costurar reencontros — os grupos continuam a se dividir. E essa divisão, muitas vezes, acontece dentro das próprias famílias.
Escrevo, portanto, não apenas como observador, mas como estudioso da História e da Literatura, inquieto diante do presente. Insisto em lançar uma mensagem: vale a pena seguir líderes corruptos ou discursos que pregam separação e rancor? Vale a pena ignorar um irmão apenas porque ele pensa diferente? É mais sensato criticar um abraço por julgá-lo falso ou reconhecer o valor do gesto carinhoso em si?
Não é por meio de lutas incessantes que transformaremos o mundo, mas pelo trabalho honesto, pelo amor concreto e pela compreensão. Afinal, o único território sobre o qual temos verdadeiro poder de mudança é o eu que habita em nós mesmos.
Que sejamos, portanto, mais amor e menos opressão; mais tolerância e menos repressão.
Lembro-me de Denis Diderot, que advertia com lucidez perturbadora:
“Se pudermos arrancar um cabelo daquele que pensa diferente, poderemos dispor de sua cabeça, pois não há limites à injustiça. Será o interesse ou o fanatismo, o momento ou a circunstância que decidirá o maior ou menor mal que nos permitiremos cometer.”
Que essa reflexão nos acompanhe.
Um Feliz Natal e um ano vindouro de prosperidade, trabalho e felicidade a todos.

 



Publicado em 18/12/2025 - por Daniel Camargo Thomaz

btn_google.png btn_twitter.png btn_facebook.png








Autor deste artigo


Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg