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Ana Paula Arósio: além da beleza

 

A produtora rural, ex-atriz e modelo brasileira Ana Paula Arósio nasceu em São Paulo, em 16 de julho de 1975.  

Atuou em telenovelas, peças teatrais e filmes. Ganhou vários prêmios, incluindo três Troféus Imprensa (na categoria Revelação do Ano, na mini série “Hilda Furacão”, em 1998; na categoria Melhor Atriz, como a italiana Giuliana, de “Terra Nostra”, em 1999; e também como Melhor Atriz pela judia Camille, de “Esperança”, em 2002), um Prêmio APCA, um Prêmio Qualidade Brasil e um Prêmio Extra, além de ter recebido uma indicação ao Prêmio Guarani de Cinema.

É conhecida por seu trabalho na televisão e pelos comerciais da empresa Embratel, da qual foi garota-propaganda entre o final dos anos 1990 e início dos anos 2000.

Extremamente linda (ela é a única pessoa no mundo que tem os dois lados do rosto simetricamente iguais) e talentosa, em 2010, abandonou a carreira de atriz, e em 2015, mudou-se para a Inglaterra, tendo feito esporadicamente alguns trabalhos para o cinema, mas se mantendo longe da vida pública e das aparições para a imprensa.


Carreira

Ana Paula iniciou a carreira de modelo aos 12 anos, descoberta por uma publicitária em um supermercado. Depois de estampar várias capas de revistas e diversos comerciais de televisão, começou a carreira de atriz aos 18 anos, no filme ítalo-brasileiro “Forever”, do diretor Walter Hugo Khouri, com participação de Ben Gazzara.

Aos 19 anos, fez uma participação em seis capítulos na novela “Éramos Seis”, em 1994, no SBT. Em seguida, atuou nas novelas “Razão de Viver”, de 1996, e “Os Ossos do Barão”, de 1997, onde interpretou sua primeira protagonista.

Nesse período, atuou na peça “Batom”, de 1995, e em uma montagem de “Fedra”, de 1997. Seu desempenho neste trabalho chamou a atenção do diretor Wolf Maya, que a convidou para a minissérie “Hilda Furacão”, de 1998, para o papel da prostituta que se apaixona por um jovem frade. Ana ainda fazia parte do elenco de contratados pelo SBT, mas um acordo entre as duas emissoras permitiu que a atriz vivesse a personagem, cujas cenas foram gravadas em apenas três meses. Com a estréia bem sucedida na TV Globo, obteve um maior reconhecimento pelo seu trabalho, foi bastante elogiada e recebeu alguns prêmios, como o Melhores do Ano do programa de televisão “Domingão do Faustão”, na categoria Melhor Atriz Revelação.

Ana Paula também ficou conhecida como a garota-propaganda da empresa de telecomunicações Embratel, servindo como o “rosto” da empresa em diversos comerciais de televisão, nos quais dizia a frase “Faz um 21!”.

Seu primeiro trabalho como atriz exclusiva da TV Globo aconteceu no ano seguinte, em “Terra Nostra”, de 1999. A novela retratava a chegada dos imigrantes italianos no Brasil e a sua influência na sociedade brasileira na virada do século XIX.  

Em 2001, protagonizou a minissérie “Os Maias”, na pele de Maria Eduarda Maia, que na trama acaba por envolver-se amorosamente com o próprio irmão.

Em 2002, trabalhou na novela “Esperança”, quando viveu a jovem - e sua primeira vilã - judia “Camille”, cujo comportamento fugia aos padrões de sua religião e da sociedade paulista de 1930. Foi nesse ano que atuou na peça mais importante de sua carreira, “Casa de Bonecas”, em que, além de atuar, também foi a produtora.

Em 2004, encarnou a personagem histórica Yolanda Penteado na minissérie “Um Só Coração”, produzida em comemoração aos 450 anos de fundação da cidade de São Paulo. Também nesse ano, ganhou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme “Celeste & Estrela”, no 3º Festival de Cinema de Varginha.

Em 2005, voltou a fazer par romântico com Fábio Assunção em uma produção da Rede Globo, ao protagonizar a minissérie “Mad Maria”. Suas cenas foram gravadas no norte do Brasil e em Passa-Quatro, Minas Gerais, e mostravam a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em 1912. Nesse mesmo ano, atuou no filme “O Coronel e o Lobisomem”.

Até 2006, sua única personagem contemporânea tinha sido na novela “Razão de Viver”, no SBT. Após vários trabalhos de época, que caracterizaram sua carreira, em 2006 fez sua segunda personagem contemporânea (e primeira na TV Globo), na novela “Páginas da Vida”.

Em 2007, foi escolhida a nova garota-propaganda da marca Avon.

Em 2008, voltou às produções de época ao viver a sua primeira “mãe de mocinha” na novela “Ciranda de Pedra”, uma nova adaptação da obra de Lygia Fagundes Telles (e não uma regravação da versão exibida em 1981).

Em 2010, filmou o longa-metragem “Como Esquecer” e a minissérie “Na Forma da Lei”. Em outubro de 2010, cotada para protagonizar a telenovela “Insensato Coração”, Arósio, segundo a Rede Globo, faltou às gravações da trama e foi desligada da produção. Em 20 de dezembro do mesmo ano, a atriz pediu demissão da Rede Globo e rescindiu o contrato, o que veio a público em 12 de janeiro de 2011.

Desde então, não atuou em nenhum trabalho para a televisão, mas protagonizou três filmes: “Anita & Garibaldi”, que foi lançado em 2013, mas foi filmado em dois períodos, em 2005 e 2010; “A Floresta que se Move”, de 2015, que marca a sua real volta à atuação; e “Primavera”, em 2018.

Em 2014, foi convidada a protagonizar a telenovela “Vitória” da Rede Record, mas recusou o convite.

Após 10 anos de afastamento da TV, em 2020, volta como estrela de um comercial de um famoso banco.


Vida pessoal

Ana Paula Arósio é bisneta de imigrantes italianos da Lombardia.

Em 1996, com apenas 21 anos, seu noivo cometeu suicídio com um tiro na boca, na sua frente, em um violento ataque de ciúmes, um mês antes do casamento do casal. Fato este que abalou profundamente a vida da atriz.

Após “superar” o episódio, Ana Paula namorou os atores Marcos Palmeira e Tarcísio Filho; relacionou-se com o diretor Ricardo Waddington e com o cavaleiro Remo Tellini. Manteve um romance com o jogador de polo João Paulo Ganon, com o fotógrafo Pablo de Souza e também namorou o médico Fábio Henrique Rossi.

Em 2009, começou a namorar o arquiteto e cavaleiro Henrique Plombon Pinheiro. Casou-se com ele, em uma cerimônia discreta, em seu sítio, no município de Santa Rita do Passa Quatro, a 253 quilômetros de São Paulo, no dia 16 de julho de 2010, quando fez 35 anos. Desde então, a atriz abandonou sua carreira e optou em viver reclusa no sítio, onde se dedica à criação de cavalos.

Em 2015, mudou-se com o marido para a zona rural de Swindon, na Inglaterra, mas volta e meia vem visitar o Brasil.

Ana Paula Arósio faz uma reflexão sobre o seu afastamento da TV e fala da vida no campo: “Eu já estive nos holofotes, e hoje escolho a luz do sol. Posso até ser dirigida, mas é minha natureza que escolhe os caminhos. Os personagens ficaram nos roteiros, e eu segui a minha essência. Hoje escrevo a minha jornada com as minhas próprias mãos”.

A artista, de 49 anos, não fala com a mãe há muitos anos e, apesar de preferir não expor o assunto, sua mãe, Claudete Aparecida Arósio, vive em um asilo e, sempre que possível, evita falar da filha. Em 2015, ela e o marido, Carlos Arósio, mudaram-se de um condomínio em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, para viver num outro, especializado na terceira idade.

Um ano antes, Claudete lamentou a ausência da filha, ainda mais porque naquela época o marido estava enfrentando o Mal de Parkinson e problemas no pulmão.

Carlos Arósio morreu no ano seguinte. O enterro foi realizado sem a presença da filha.

Um novo “burburinho” do retorno de Ana começou na semana passada, quando ela foi fotografada, estrategicamente, deixando uma farmácia em São Paulo.

Na imagem “vazada”, ela surge maquiada, de cabelos curtos e carregando uma bolsa da marca de um suplemento e vitaminas. 

A atriz usa uma camisa da mesma cor, combinando com a identidade visual da marca. A garrafinha na mão também é do mesmo grupo. Ou seja: a rara aparição de Ana Paula Arósio foi mesmo uma ação de marketing.

Há rumores de que Arósio recebeu R$ 700 mil para fazer uma campanha publicitária que promove uma marca de suplementos aqui no Brasil.

 


yes   Nota 10 do Casé

Para todos os atletas, principalmente para os brasileiros.


no   Nota zero do Casé

Para quem comercializa cigarros eletrônicos.



Publicado em 15/10/2024 - por Casé Henrique

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