Editorial - Edição 726

 

A cidadania entre nós

 

“Um decreto a reconhecer a cidadania faz-se em minutos e pode fazer-se já; um cidadão, isto é, o homem pleno e conscientemente, integrado numa sociedade política civilizada, leva séculos a fazer.” A frase do estadista português António de Oliveira Salazar, falecido em 1970, segue atual... Um século ainda nem se completou desde que ele fez a observação pontual e, às vezes, parece que esse amadurecimento simplesmente parou no tempo.

É nas pequenas atitudes do dia a dia que podemos diagnosticar o quão cidadã é nossa gente. Esta semana, reportagem de nosso Palhocense fala sobre o festival de terrenos baldios tomados por mato em nossa verde cidade – pura veracidade!

Se tomássemos de assalto qualquer dono desses espaços privados e perguntássemos sobre a importância da limpeza de locais públicos, não temo aqui em dizer que a totalidade diria ser uma obrigação da administração pública. Pois bem, e quando o meu ambiente privado atrapalha a coletividade? Nesse caso, a tendência é nos esquivarmos das responsabilidades e terceirizarmos a culpa.

Como bem disse Salazar, leis podemos criar... E até que existem por aqui. Você sabia que a Prefeitura está autorizada a limpar um terreno privado e depois cobrar a conta junto ao IPTU? Mas, assim como tantas outras leis existentes no Brasil, essa também não pegou... Pela simples e lamentável falta de cidadania entre nós. 



Publicado em 13/02/2020 - por Palhocense

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