Editorial - Edição 746

 

Ventos novos precisam soprar

 

As cenas vistas em Palhoça na última terça-feira (30) não saem da mente. A linguagem da natureza pode ser sutil ou avassaladora. A experiência que fica é que, caso não consigamos perceber a mensagem nas pequenas belezas, o planeta deixará seu recado com fúria e destruição.

Nosso ego inflado, diante de trovões e vendavais, se encolhe rapidamente. Nossos castelos parecem feitos de frágeis cartas... basta um sopro!

Porém, o sol voltou a brilhar. Ainda na terça-feira, quem parasse por um instante de contabilizar os estragos poderia admirar a beleza do pôr do sol por detrás da Pedra Branca. O medo ainda rondava. Alertas de novos vendavais sopravam pelas redes sociais.

Os ventos fortes de quarta (1) não vieram. E as promessas de mudanças feitas durante a tempestade, já esquecemos!

Ventos novos precisam soprar. Mas engana-se quem pensa que ele corre lá fora. A mudança começa na coragem de fazer diferente. Até porque, fazer sempre as mesmas coisas e esperar que um resultado diferente aconteça é a própria definição da loucura. Nossa geração está se superando em replicar atitudes destrutivas do planeta.

O castelo de cartas marcadas precisa cair. Trazer para si a responsabilidade pode ser um primeiro e importe passo. Porque novos ventos sempre soprarão! 



Publicado em 02/07/2020 - por Palhocense

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