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Crise sem precedentes afeta retirada de ostras no litoral de Santa Catarina

Em níveis estaduais, a estimativa é a de que as perdas cheguem a 90%

79f4781901acc0c01ba493e35c8e6d38.jpg Foto: ARQUIVO

Por: Willian Schütz

 

Parte da tradição gastronômica local, as ostras sempre foram abundantes no litoral palhocense. Mas isso começou a mudar nos últimos tempos. Neste início de abril, uma crise sem precedentes impactou significativamente a retirada dos moluscos. Especialistas apontam as mudanças climáticas como principais causadoras dessa situação. 

A crise para a retirada das ostras afeta todo o litoral de Santa Catarina. Em níveis estaduais, a estimativa é a de que as perdas cheguem a 90%. Diante desse número expressivo, a informação repercutiu nacionalmente. Com a confirmação da Federação das Empresas de Aquicultura Catarinense, a notícia ganhou ainda mais força. 

Segundo os especialistas, o principal motivo é o aumento na temperatura da água do mar, que passou da média dos 28°C para cerca de 34°C neste último verão. A situação vem se agravando há anos.

De acordo com o Governo Federal, nas últimas duas décadas, a taxa de aquecimento da superfície do oceano dobrou. O resultado é a mortandade das ostras, o que gera um grande impacto na safra.

Essa situação afeta toda Santa Catarina, uma vez que o estado é o maior produtor de moluscos do Brasil.

Em Palhoça, os efeitos dessa crise podem afetar cultura, gastronomia e economia. Isso porque o município sempre foi referência no setor de pesca e, por aqui, as ostras são parte da cultura e tradição gastronômica.

Com a diminuição da safra, a tendência é a de que o preço das ostras aumente. Assim, o que era comum nos restaurantes e nas peixarias locais, agora pode se tornar uma iguaria mais cara e difícil de encontrar. 

 

O caso do berbigão

Os mais antigos lembram. O berbigão já foi estrela na gastronomia local. Em Palhoça, o molusco era abundante, facilmente retirado em diversos pontos da faixa litorânea. Atualmente, a situação é outra. Estudos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) dizem que esse alimento está em processo de extinção.

Pesquisas associam esse quadro não só ao alto índice de extrativismo, mas também à poluição dos mares. Apesar do sumiço do berbigão ter outra explicação em relação à baixa na safra das ostras, o sinal é o mesmo: uma crise ambiental. 

 

Restrições recorrentes

Diante da poluição, o consumo seguro de moluscos como ostras e berbigões pode ser colocado em cheque. Para além da escassez, há também os riscos de intoxicação. 

Prova disso são os relatórios de monitoramento da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). Diversas vezes entre 2024 e 2025, relatórios da companhia determinaram a proibição temporária da retirada de moluscos bivalves em trechos da região. Os levantamentos apontaram a presença de substâncias que podem causar problemas como náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.

Essas fiscalizações atuam em Palhoça com as áreas monitoradas para a execução do Programa Moluscos Bivalves Seguros (Molubis).

A companhia também esclarece que esse programa de monitoramento serve para verificar a presença de ficotoxinas: microrganismos contaminantes e metais pesados na carne dos moluscos. As informações são de Pedro Mansur Sesterhenn, que atua no Departamento Estadual de Defesa Sanitária Animal.



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