Tradições da Páscoa resistem à pandemia

Para muitas pessoas, a Páscoa não se limita ao comércio e às delícias de chocolate: para quem pratica a religião cristã, o feriado marca a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, há quase dois milênios

58a446075c94ddf6cc14804494c38898.jpeg Foto: DIVULGAÇÃO

Por: Willian Schutz

As tradições da Páscoa abrangem todos os públicos e afetam a vida de quem é religioso, comerciante ou simplesmente ama chocolate. Em 2020, a festividade veio junto com a primeira quarentena, por conta da pandemia de Covid-19. Na época, isso atrapalhou tanto quem planejava celebrar, quanto quem vive da venda de doces. Em 2021, mesmo com a pandemia ainda em crescimento, palhocenses vêm encontrando formas de manter as tradições. 

Para muitas pessoas, a Páscoa não se limita ao comércio e às delícias de chocolate: para quem pratica a religião cristã, o feriado marca a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, há quase dois milênios. Por isso, as festividades nas igrejas palhocenses ocorrem nesta semana pascal, mas seguindo protocolos: distribuição de álcool em gel e ocupação máxima de até 25%.

De acordo com o Padre Leandro Rech, da Paróquia Senhor Bom Jesus de Nazaré, além das missas do domingo de Páscoa (4), que ocorrem nas comunidades, haverá missas de quinta (1) a sábado (3), o chamado Tríduo Pascal. Segundo o padre, os fiéis têm tido “boa participação”, apesar das medidas restritivas de combate à pandemia de Covid-19, que estabelecem um limite de 25% de ocupação nas igrejas. 

Outra prática cristã tradicional é a encenação da “Paixão de Cristo”. Neste ano, para manter o distanciamento social, o espetáculo será realizado de maneira virtual. A encenação será na sexta-feira (2), às 18h, pelos canais da Paróquia de Palhoça no Facebook e no YouTube.


Enfeitando a casa
Para além da religiosidade, há também quem goste de enfeitar a casa ou apartamento com o famoso Coelhinho. Apesar de visivelmente em menor quantidade, algumas casas em Palhoça mantêm esse hábito em 2021. É o caso de residências na Ponte do Imaruim e no Centro do município. 

Exemplo dessa prática é a dona Sueli, avó dos pequenos palhocenses Arthur e Helena, que gosta de espalhar coelhinhos por sua casa, pois, além de enfeitar o ambiente, garante a festa das crianças. 
Já no que diz respeito aos tradicionais ovos de chocolate, entre outras guloseimas, a situação mudou conforme o cenário econômico. “Temos a preocupante crise que assola a economia nacional desde março de 2020, a partir da decretação das medidas contra a pandemia. Mesmo assim, o comércio de Palhoça luta com bravura e tenta de todas as formas recuperar-se”, avalia a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Palhoça. 

Na avaliação do presidente da CDL, o empresário Almir Anísio Rosa, mesmo diante da crise econômica, as vendas nesta Páscoa podem aquecer o varejo. “Mas, é preciso investir em muita criatividade, promoções, vitrines atraentes e contato direto com cada cliente”, avalia.

* Sob a supervisão de Alexandre Bonfim

 

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